quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Desmatamento na Amazônia foi 7,3% maior do que projetado em novembro, aponta Inpe


O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) concluiu o levantamento do desmatamento na Amazônia Legal para o período 2007-2008 realizado pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), no período compreendido entre agosto de 2007 e julho de 2008. Segundo os dados obtidos, a área desmatada totaliza 12.911 km2.

O resultado foi obtido a partir da análise total de 334 imagens de satélites, e divulgado na terça-feira (4).

Em novembro de 2008, o Inpe havia divulgado um número preliminar, que apontava o desmatamento em 11.968 km2 --o dado divulgado ontem aponta um aumento de 7,3% em relação à projeção anterior. Segundo o instituto, o dado consolidado está dentro da margem de erro, cujo índice é 10%.

No entanto, os dados relativos ao período representam um aumento de 12% em relação à medição do mesmo período anterior.

Os Estados que apresentam taxas altas de desmatamento em 2008 são Pará e Mato Grosso, que juntos representam 69% do desmatamento na Amazônia, com 43,4% e 25,2%, respectivamente.

O Pará tem apresentado taxas de desmatamento altas e relativamente constantes desde 2005. O Mato Grosso, que reduziu sucessivamente suas taxas de desmatamento entre os anos de 2004 e 2007, apresentou um aumento de 22% em relação a 2007.

No Estado do Maranhão foi registrado em 2008 um aumento de 108% em relação à taxa de desmatamento de 2007. Com este aumento, o Maranhão atingiu taxa de desmatamento superior à de Rondônia que apresentou em 2008 --uma redução de 29% em relação a 2007.

Fonte: Folha On Line

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Coreia do Norte prepara lançamento de míssil que pode atingir EUA

A Coreia do Norte está preparando um míssil, concebido para atingir os Estados Unidos, cujo lançamento poderia ocorrer em semanas, aumentando a tensão depois do segundo teste nuclear subterrâneo realizado pelo país, informaram jornais sul-coreanos nesta segunda-feira, citando fontes não identificadas do governo.

Imagens de satélite e outros dados de inteligência sinalizaram nesta segunda-feira que o governo norte-coreano transportou seu mais avançado míssil de longa distância para a nova instalação de Dongchang-ni, próxima à China. Ele pode estar pronto para ser lançado nas próximas duas semanas, segundo relatou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O jornal "JoongAng Ilbo", citando uma fonte do governo da Coreia do Sul, afirmou que pode se tratar de um míssil balístico intercontinental que pode atingir até 6.500 km de distância.

Assim, o Estado do Alasca e bases americanas na ilha de Guam, no Pacífico, além de todo o Japão, estariam ao alcance do míssil.

Em visita a Manila, nas Filipinas, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse que, apesar de a Coreia do Norte estar trabalhando em seus mísseis de longo alcance, ainda não estavam claros os objetivos do país.

A atividade no campo de lançamento ocorre depois de o Conselho de Segurança da ONU ameaçar punir Pyongyang pelo teste nuclear de 25 de maio, e antes de um encontro em Washington entre o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, e o americano, Barack Obama, em 16 de junho.

O presidente sul-coreano alertou, em sua mensagem semanal no rádio, que país "nunca irá tolerar" ameaças militares.

A guarda costeira do sul estava escoltando barcos pesqueiros nas proximidades da ilha de Yeonpyeong, e a agência de notícias sul-coreana Yonhap informou que tropas da Coreia do Norte realizaram manobras anfíbias e manobras rápidas, o que poderia ser uma preparação para confrontos no mar.

As Coreias encerraram a guerra de três anos em 1953 com uma trégua, mas Pyongyang disse na semana passada que deixará de cumprir as condições do armistício. O governo norte-coreano também contesta a fronteira marítima ocidental determinada pela ONU, ao redor da qual conflitos sangrentos com a Coreia do Sul ocorreram em 1999 e 2002.

Nenhum incidente foi reportado na Zona Desmilitarizada que separa os dois países, e a vida parece normal no lado norte-coreano do rio Yalu, que marca a fronteira do país com a China.

Em meio à tensão na península coreana, o governo da Coreia do Norte anunciou que na próxima quinta-feira (4) começará o julgamento de duas jornalistas americanas, Laura Ling e Euna Lee, acusadas de entrar no país ilegalmente e de participar de "atos hostis".

Aviso
As recentes ações da Coreia do Norte aconteceram após sinais de escalada da tensão enviados pelo regime comunista liderado por Kim Jong-Il.

No final de abril, Pyongyang ameaçou realizar testes nucleares e com mísseis de longo alcance ao menos que o Conselho de Segurança se desculpasse pelas críticas feitas pelo lançamento feito em 5 de abril, que teve o objetivo de colocar um satélite em órbita, segundo o governo norte-coreano, mas que foi considerado pelo governos ocidentais como um teste de míssil balístico --uma infração das sanções impostas ao país em 2006.

Na semana passada, o governo norte-coreano ameaçou tomar outras medidas de "autodefesa" se o Conselho de Segurança provocasse o país --a ameaça foi entendida como uma referência a um teste com um míssil intercontinental.

Ressaltando a ameaça, a Coreia do Norte designou uma grande área de sua costa ocidental como "não navegável" até o fim do próximo mês, de acordo com o jornal sul-coreano "Chosun Ilbo".

Por outro lado, a imprensa norte-coreana defende o posicionamento desafiador do país, que teria sido provocado pela Coreia do Sul e pelos EUA.

"Os imperialistas americanos e as marionetes da Coreia do Sul perpetraram ao menos 200 casos de espionagem aérea contra a República Democrática Popular da Coreia em maio, ou 30 casos a mais do que no mesmo mês do ano passado", escreveu a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.

Especialistas dizem que a capacidade militar da Coreia do Norte, apesar de estar aumentando, ainda não é uma ameaça direta aos seus vizinhos. Eles dizem que a principal preocupação é que o regime norte-coreano tente vender a tecnologia nuclear para outros países.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Coreia do Norte rompe armistício e ameaça sul com ação militar

Após adesão da Coreia do Sul a programa que prevê vistoria de navios, Pyonyang fala em 'estado de guerra'.

A Coreia do Norte advertiu nesta quarta-feira que poderá adotar uma ação militar em resposta ao anúncio da Coreia do Sul de aderir a um programa liderado pelos Estados Unidos que prevê a vistoria de navios suspeitos de transportar armas de destruição em massa.

"Qualquer ação hostil contra nossos navios pacíficos, inclusive com busca e confisco (de material) será considerada uma violação imperdoável da nossa soberania e nós vamos responder imediatamente com um poderoso ataque militar", disse um porta-voz do Exército norte-coreano, de acordo com a agência de notícias oficial do país KCNA.

A Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI, na sigla em inglês), é um programa criado durante o governo do ex-presidente americano George W. Bush para impedir o tráfico mundial deste tipo de arma.

A Coreia do Norte disse que não se vê mais obrigada a cumprir o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953, e que "a península coreana vai retornar ao estado de guerra".

Um porta-voz militar mencionado pela mídia oficial norte-coreana disse que o governo não pode mais garantir a segurança do tráfego marítimo na região.

A mais recente ameaça é feita depois de um teste nuclear subterrâneo há dois dias e vários testes com mísseis.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas está elaborando uma resolução condenando duramente o que a organização considera uma violação de suas convenções.

Após um primeiro teste nuclear pela Coreia do Norte em 2006, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução proibindo o país de realizar novos testes.

Anti-proliferação

A Coreia do Sul anunciou na terça-feira que não vai mais protelar a sua adesão à PSI.

A Coreia do Norte advertiu reiteradamente que a participação dos sul-coreanos na PSI seria equivalente a uma declaração de guerra.

Mas o ministro do Exterior da Coreia do Sul, Yu Myung-hwan, disse que a adesão à iniciativa "é uma obrigação natural", de acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap. "Ela vai ajudar a controlar o desenvolvimento de material perigoso pela Coreia do Norte."

A Coreia do Norte lançou cinco mísseis de curto alcance em dois dias, apesar de protestos veementes da comunidade internacional - inclusive da China e da Rússia.

A mídia da Coreia do Sul informou que foi visto um tipo de vapor saindo da usina nuclear da Coreia do Norte em Yongbyon, sugerindo que a usina de reprocessamento foi reativada.

"Satélites espiões dos Estados Unidos mostraram recentemente vários sinais da reativação da instalação de reprocessamento, paralisada no passado, tais como vapor d'água", disse uma autoridade não-identificada ao jornal Chosun Ilbo.

Uma notícia semelhante foi divulgada pela agência estatal Yonhap.

A Coreia do Norte anunciou no mês passado que estava abandonando as conversações multilaterais (EUA, as duas Coreias, Japão, China e Rússia) sobre o seu desarmamento e que reabriria a usina de Yongbyon, fechada em julho de 2007, como parte de um acordo.

As autoridades norte-coreanas atribuem a decisão à censura do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao lançamento de um foguete da Coreia do Norte no dia 5 de abril.

Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos está pedindo uma resposta rápida e unificada da comunidade internacional que deixe claro à Coreia do Norte que suas ações trarão consequências.

Diplomatas dos cinco membros-permanentes do Conselho de Segurança, além de japoneses e sul-coreanos, reuniram-se a portas fechadas para discutir uma resolução.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse que a porta para a retomada das conversações multilaterais ainda está aberta e que os Estados Unidos estão examinando "uma ampla gama de opções".

Este é um sinal da necessidade de cuidado para lidar com o país recluso, disse a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas.

A China tem uma fronteira com a Coreia do Norte e receia pressionar demais o governo norte-coreano, afirma Ghattas.

Fonte: BBC-Brasil

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ministério da Saúde confirma mais um caso de gripe suína no Brasil; agora são 9

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (21) mais um caso de paciente contaminado por influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, no Brasil. Agora são nove casos em todo o país. Desde o último dia 10, nenhum novo caso da doença havia sido confirmado.

De acordo com a Secretaria da Saúde de São Paulo, onde está o paciente, trata-se de um homem de 39 anos, que esteve em Nova Iorque entre os dias 13 e 19 de maio e apresentou os primeiros sintomas no dia do desembarque no Brasil.

Ele foi atendido ontem (20) no Hospital Israelita Albert Einstein. Ele permanece em isolamento domiciliar e passa bem. Hoje, outros quatro pacientes estão sob suspeita no Estado e outros cinco são monitorados.

Os casos foram registrados nos Estados do Rio de Janeiro (3), São Paulo (3), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1). Oito deles já receberam alta.

Em todos as situações, segundo o ministério, estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes.

O Ministério da Saúde volta a afirmar que não há evidências da transmissão de pessoa a pessoa do vírus, uma vez que, até o momento, foram detectados somente dois casos de transmissão autóctone (dentro do território nacional). Os dois casos são do Rio de Janeiro.

Até o momento, são 14 casos suspeitos da doença no Brasil, e 14 pessoas estão sendo monitoradas em cinco Estados. O ministério já descartou 288 possibilidades de contaminação. Ontem, 13 foram descartados por exames laboratoriais com resultado negativo.

Fonte: UOL Notícias

domingo, 10 de maio de 2009

Número de casos confirmados de gripe suína no Brasil sobe para oito

O Ministério da Saúde divulgou na tarde deste domingo que o número de casos confirmados de Influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, no Brasil subiu de seis para oito, sendo 6 com vínculo de viagens internacionais e dois autóctones (dentro do território nacional).

Um dos casos confirmados neste domingo é do Rio de Janeiro. Com este, somam três os pacientes infectados pelo vírus no Estado, sendo dois de transmissão autóctone, vinculados ao primeiro, que contraiu a doença no México.

O outro caso confirmado é do Rio Grande do Sul. A pessoa infectada esteve na Europa (Alemanha, República Tcheca, Hungria, Áustria, Itália e Espanha) antes de voltar ao Brasil. Apresentou os primeiros sintomas, leves, em 3 de maio, na Itália. Viajou no mesmo dia para Madri (Espanha), onde embarcou no dia seguinte para o Brasil. Procurou o serviço de saúde e foi notificada no dia 7.

Mais cedo, o ministério havia divulgado que caiu de 30 para 18 o número de casos suspeitos da gripe suína no país.

Balanço mundial
A gripe suína já infectou 4.379 pessoas em 29 países, anunciou neste domingo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentando a contagem de doentes em quase mil pessoas de um dia para outro.

A contagem da OMS tende a estar atrasada em relação aos números reportados pelos diferentes países, mas é vista como mais definitiva.

A agência da ONU disse que o México relatou 1.626 casos confirmados da doença, contra 1.364 no sábado, e repetiu que 45 pessoas já morreram nesse país do novo tipo de gripe que é uma mistura genética de vírus suínos, aviários e humanos.

O governo mexicano declarou que o pior já passou e afrouxou as restrições à atividade comercial e pública no país que está ao epicentro do surto.

A contagem mais recente da OMS elevou o número de casos confirmados da gripe nos Estados Unidos de 1.639 relatados no sábado para 2.254, enquanto o número de mortes relatadas continuou igual -duas.

Autoridades norte-americanas disseram no sábado que um homem morreu da nova gripe no Estado de Washington na semana passada, elevando o número de mortos nos EUA para três.

A OMS elevou o número de contaminados no Canadá de 242 para 280 e repetiu que uma pessoa morreu nesse país. De acordo com a organização, uma pessoa morreu em Costa Rica, que tem oito casos confirmados da doença.

Os países europeus com casos confirmados em laboratórios da OMS incluem a Espanha (93), Reino Unido (39), Alemanha (11), Itália (9), França (12), Portugal (1), Irlanda (1), Holanda (3), Áustria (1), Dinamarca (1), Suécia (1), Suíça (1) e Polônia (1).

A OMS também confirmou os números de doentes em outras partes do mundo: Israel (7), Nova Zelândia (7), Brasil (6), Japão (4), Panamá (3), Coréia do Sul (3), El Salvador (2), Hong Kong, China (1), Guatemala (1), Colômbia (1), Argentina (1) e Austrália (1).

As evidências de que a doença já chegou a comunidades fora das Américas pode levar a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, a declarar uma pandemia plena.

Na semana passada Chan elevou o alerta global de pandemia ao nível 5 (de um nível máximo de 6), em resposta à difusão da gripe H1N1. O nível 5 indica a iminência de pandemia.

A OMS também repetiu a orientação de que as viagens internacionais não devem ser restritas em função do surto.

Fonte: Uol Notícias