Fontes de Energia
1) 1) a) Álcool combustível, energia elétrica.
b) Álcool
Vantagens:
- combustível renovável
- menos poluente
Desvantagens:
- não substitui todos os derivados
- necessita grandes áreas de plantio de cana-de .• açúcar.
Energia Elétrica Vantagens: - Energia mais limpa
- Desenvolvimento tecnológico.
Desvantagens:
- Grandes hidroelétricas inundam grandes áreas com eutrofização.
- T ermométricas a combustível fóssil consomem petróleo.
- Termoelétricas a combustível nuclear geram fixo atômico.
2) B 4) E 9) B 10) A
Indústria de Transformação
3) E 6) D 8) C
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Entenda o processo eleitoral americano
O caminho para a Casa Branca é longo, complicado e caro.
O processo começa com as escolhas dos candidatos que vão concorrer às eleições, em uma disputa quase tão acirrada quanto a própria corrida presidencial. Essa escolha pode ocorrer de diferentes formas, dependendo do Estado.
A eleição em si também não é simples e ocorre por meio de um colégio eleitoral, o que em alguns casos extremos pode significar que o vencedor tem menos votos do que o perdedor.
Entenda como funciona esse caminho para o posto político mais influente do mundo.
Estágios iniciais
Um político com ambições presidenciais costuma formar um comitê exploratório para testar suas chances e arrecadar fundos para uma campanha, às vezes até dois anos antes da eleição.
Depois, declara formalmente sua candidatura à indicação de seu partido e inicia campanha em Estados cruciais.
Eleições primárias
A temporada das primárias começa em janeiro e dura até junho. Nesse processo, os candidatos lutam dentro dos principais partidos --o Republicano e o Democrata-- pela indicação para concorrer à Presidência.
Eleitores em cada um dos 50 Estados americanos elegem delegados partidários que, na maioria dos casos, prometeram apoiar um determinado candidato. Para escolher os delegados, alguns Estados usam uma prévia, ou caucus - -sistema de reuniões políticas--, ao invés de uma primária, que é uma votação por meio de cédula.
Neste ano, primárias e caucus começam mais cedo do que o de costume porque os Estados entraram em uma corrida para se tornarem os primeiros a ter votações.
O Estado de Iowa tradicionalmente dá início à temporada com seus caucus, seguido, uma semana depois, pelas primárias de New Hampshire.
Neste ano, a disputa se tornou tão intensa que os dois Estados decidiram realizá-las no começo de janeiro para proteger a sua posição no calendário.
Qual é a importância de ser o primeiro a realizar consulta popular?
O pequeno Estado de New Hampshire (população: 1,3 milhão) tem grande orgulho de seu status de "primeiro da nação" --e uma lei estadual determina que sua primária seja realizada pelo menos uma semana antes da de qualquer outro Estado.
Iowa (população: 3 milhões) tem uma lei estadual semelhante que determina que qualquer tipo de votação deve ser realizado primeiro lá, e deseja manter o seu status. Os dois Estados têm um acordo, e Iowa promove um caucus e não uma primária.
Em termos práticos, os primeiros Estados acabam recebendo maior atenção dos candidatos do que seu tamanho ou peso político normalmente garantiria. Com isso, questões importantes para os seus eleitores ficam em maior evidência, o que em última análise pode ampliar as chances de que os problemas locais recebam mais atenção do futuro presidente.
Além disso, há vantagens econômicas nesses Estados que decorrem dos recursos extras levados pela propaganda eleitoral na televisão e de visitas freqüentes de candidatos e imprensa durante a disputa.
Outra questão é que é comum que candidatos se tornem praticamente imbatíveis depois de vencer um número substancial de primárias, o que torna as disputas nos Estados que as realizam por último muitas vezes irrelevantes.
Neste ano de grande disputa, houve alguma consequência por causa da "guerra de datas"?
Michigan e a Flórida levaram as lideranças nacionais dos partidos a ameaçar sanções porque buscaram mudar o cronograma, realizando suas primárias em janeiro.
O Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês) estabeleceu normas que permitem que apenas os Estados de Nevada e Carolina do Sul juntem-se a New Hampshire e Iowa na "janela" antes de 5 de fevereiro.
Numa tentativa de restaurar a disciplina, o DNC ameaçou punir os democratas da Flórida, excluindo seus delegados da convenção nacional. Com isso, eles não teriam influência sobre o político indicado pelo partido para concorrer à Casa Branca.
A cúpula estadual do Partido Democrata entrou na Justiça contra a medida dizendo que a iniciativa levaria a uma retirada dos direitos dos 4 milhões de democratas registrados para votar no Estado.
Em uma demonstração de apoio ao DNC, todos os oito candidatos democratas à indicação prometeram não realizar campanha em Michigan - cinco deles retiraram seus nomes da cédula eleitoral da primária no Estado. Neste grupo está Hillary Clinton, que vem liderando as pesquisas de intenção de voto.
O Comitê Nacional Republicano (RNC, na sigla em inglês) também ameaçou excluir da convenção nacional delegados de Estados que violaram normas partidárias ao marcarem eleições primárias antes de fevereiro.
Entre eles estão New Hampshire, Flórida, Wyoming, Michigan e Carolina do Sul.
Iowa e Nevada vão escapar de sanções porque realizam caucus e não primárias.
Qual é a diferença entre a prévia, ou caucus, e a primária?
Nos caucus em Iowa os eleitores se reúnem em casas, escolas e outros edifícios públicos em mais de 2 mil distritos em todo o Estado para discutir seus candidatos e temas eleitorais.
Eles elegem, então, delegados para as convenções de condados. Estas convenções, por sua vez, elegem delegados para as convenções estaduais, de onde sairão os delegados nacionais.
Nos caucus democratas de Iowa, os eleitores se dividem publicamente em grupos, reunindo-se em cantos diferentes de uma sala para manifestar seu apoio a diferentes candidatos, e os delegados são alocados de acordo com isso.
Eleitores nos caucus republicanos do Estado participam de uma votação secreta, e os resultados é que vão definir a alocação de delegados.
O procedimento em caucus de outros Estados pode ser diferente de acordo com as suas leis estaduais.
Eleições primárias como as que se realizam em New Hampshire permitem que todos os eleitores registrados no Estado votem diretamente em seu candidato preferido.
Mas existem três tipos diferentes de primárias.
Em primárias fechadas, os eleitores só podem participar da escolha do partido em que forem registrados. Em primárias abertas, um eleitor pode votar na primária de qualquer partido, mas só pode participar de uma. Mais raras, existem ainda as primárias em que os eleitores podem votar nos candidatos dos dois partidos.
Como foram as mudanças no calendário dos últimos anos?
Em 2004, apenas nove Estados --Iowa, New Hampshire, Delaware, Carolina do Sul, Arizona, Missouri, Dakota do Norte, Novo México e Oklahoma-- realizaram votações antes de 5 de fevereiro.
Estados grandes como Califórnia, Ohio e Nova York realizaram suas votações na chamada "Super Terça-Feira", então em 2 de março.
Em 2008, pelo menos 22 Estados vão realizar sua consulta popular antes ou em 5 de fevereiro - a nova Super Terça -, inclusive Califórnia, Illinois, Nova York e Nova Jersey.
A convenção partidária
É nas convenções partidárias nacionais, realizadas poucos meses antes da eleição presidencial, que os candidatos à Presidência são indicados formalmente.
Delegados escolhidos durante as primárias estaduais escolhem os indicados, embora neste estágio o partido normalmente já saiba quem ganhou.
Na convenção, o candidato vitorioso escolhe o vice para a sua chapa, por vezes entre os candidatos derrotados na convenção.
A reta final
Só depois das convenções nacionais é que os candidatos medem a força um do outro. Há grandes gastos em propaganda e intensa campanha de Estado em Estado. Os debates entre candidatos na televisão também atraem muita atenção. Eles podem envolver postulantes independentes, mas isso não é obrigatório.
Nas semanas finais antes do pleito, os candidatos costumam concentrar sua atenção nos grandes Estados onde há indecisão.
A eleição presidencial
A eleição presidencial americana é realizada sempre na primeira terça-feira de novembro. Em 2008 será em 4 de novembro.
Tecnicamente os eleitores não participam de uma eleição direta. Eles escolhem "eleitores" que se comprometem com um ou outro candidato e formam um Colégio Eleitoral.
Cada Estado tem um determinado número de eleitores no colégio, baseado no tamanho de sua população.
Em quase todos os Estados, o vencedor do voto popular, mesmo que por uma margem mínima, leva todos os votos do colégio eleitoral daquele Estado.
Por causa deste sistema, um candidato pode chegar à Casa Branca sem ter o maior número de votos populares em âmbito nacional, como aconteceu no pleito de 2000, quando George W. Bush venceu ao Al Gore, mas teve um número de votos menor.
O processo começa com as escolhas dos candidatos que vão concorrer às eleições, em uma disputa quase tão acirrada quanto a própria corrida presidencial. Essa escolha pode ocorrer de diferentes formas, dependendo do Estado.
A eleição em si também não é simples e ocorre por meio de um colégio eleitoral, o que em alguns casos extremos pode significar que o vencedor tem menos votos do que o perdedor.
Entenda como funciona esse caminho para o posto político mais influente do mundo.
Estágios iniciais
Um político com ambições presidenciais costuma formar um comitê exploratório para testar suas chances e arrecadar fundos para uma campanha, às vezes até dois anos antes da eleição.
Depois, declara formalmente sua candidatura à indicação de seu partido e inicia campanha em Estados cruciais.
Eleições primárias
A temporada das primárias começa em janeiro e dura até junho. Nesse processo, os candidatos lutam dentro dos principais partidos --o Republicano e o Democrata-- pela indicação para concorrer à Presidência.
Eleitores em cada um dos 50 Estados americanos elegem delegados partidários que, na maioria dos casos, prometeram apoiar um determinado candidato. Para escolher os delegados, alguns Estados usam uma prévia, ou caucus - -sistema de reuniões políticas--, ao invés de uma primária, que é uma votação por meio de cédula.
Neste ano, primárias e caucus começam mais cedo do que o de costume porque os Estados entraram em uma corrida para se tornarem os primeiros a ter votações.
O Estado de Iowa tradicionalmente dá início à temporada com seus caucus, seguido, uma semana depois, pelas primárias de New Hampshire.
Neste ano, a disputa se tornou tão intensa que os dois Estados decidiram realizá-las no começo de janeiro para proteger a sua posição no calendário.
Qual é a importância de ser o primeiro a realizar consulta popular?
O pequeno Estado de New Hampshire (população: 1,3 milhão) tem grande orgulho de seu status de "primeiro da nação" --e uma lei estadual determina que sua primária seja realizada pelo menos uma semana antes da de qualquer outro Estado.
Iowa (população: 3 milhões) tem uma lei estadual semelhante que determina que qualquer tipo de votação deve ser realizado primeiro lá, e deseja manter o seu status. Os dois Estados têm um acordo, e Iowa promove um caucus e não uma primária.
Em termos práticos, os primeiros Estados acabam recebendo maior atenção dos candidatos do que seu tamanho ou peso político normalmente garantiria. Com isso, questões importantes para os seus eleitores ficam em maior evidência, o que em última análise pode ampliar as chances de que os problemas locais recebam mais atenção do futuro presidente.
Além disso, há vantagens econômicas nesses Estados que decorrem dos recursos extras levados pela propaganda eleitoral na televisão e de visitas freqüentes de candidatos e imprensa durante a disputa.
Outra questão é que é comum que candidatos se tornem praticamente imbatíveis depois de vencer um número substancial de primárias, o que torna as disputas nos Estados que as realizam por último muitas vezes irrelevantes.
Neste ano de grande disputa, houve alguma consequência por causa da "guerra de datas"?
Michigan e a Flórida levaram as lideranças nacionais dos partidos a ameaçar sanções porque buscaram mudar o cronograma, realizando suas primárias em janeiro.
O Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês) estabeleceu normas que permitem que apenas os Estados de Nevada e Carolina do Sul juntem-se a New Hampshire e Iowa na "janela" antes de 5 de fevereiro.
Numa tentativa de restaurar a disciplina, o DNC ameaçou punir os democratas da Flórida, excluindo seus delegados da convenção nacional. Com isso, eles não teriam influência sobre o político indicado pelo partido para concorrer à Casa Branca.
A cúpula estadual do Partido Democrata entrou na Justiça contra a medida dizendo que a iniciativa levaria a uma retirada dos direitos dos 4 milhões de democratas registrados para votar no Estado.
Em uma demonstração de apoio ao DNC, todos os oito candidatos democratas à indicação prometeram não realizar campanha em Michigan - cinco deles retiraram seus nomes da cédula eleitoral da primária no Estado. Neste grupo está Hillary Clinton, que vem liderando as pesquisas de intenção de voto.
O Comitê Nacional Republicano (RNC, na sigla em inglês) também ameaçou excluir da convenção nacional delegados de Estados que violaram normas partidárias ao marcarem eleições primárias antes de fevereiro.
Entre eles estão New Hampshire, Flórida, Wyoming, Michigan e Carolina do Sul.
Iowa e Nevada vão escapar de sanções porque realizam caucus e não primárias.
Qual é a diferença entre a prévia, ou caucus, e a primária?
Nos caucus em Iowa os eleitores se reúnem em casas, escolas e outros edifícios públicos em mais de 2 mil distritos em todo o Estado para discutir seus candidatos e temas eleitorais.
Eles elegem, então, delegados para as convenções de condados. Estas convenções, por sua vez, elegem delegados para as convenções estaduais, de onde sairão os delegados nacionais.
Nos caucus democratas de Iowa, os eleitores se dividem publicamente em grupos, reunindo-se em cantos diferentes de uma sala para manifestar seu apoio a diferentes candidatos, e os delegados são alocados de acordo com isso.
Eleitores nos caucus republicanos do Estado participam de uma votação secreta, e os resultados é que vão definir a alocação de delegados.
O procedimento em caucus de outros Estados pode ser diferente de acordo com as suas leis estaduais.
Eleições primárias como as que se realizam em New Hampshire permitem que todos os eleitores registrados no Estado votem diretamente em seu candidato preferido.
Mas existem três tipos diferentes de primárias.
Em primárias fechadas, os eleitores só podem participar da escolha do partido em que forem registrados. Em primárias abertas, um eleitor pode votar na primária de qualquer partido, mas só pode participar de uma. Mais raras, existem ainda as primárias em que os eleitores podem votar nos candidatos dos dois partidos.
Como foram as mudanças no calendário dos últimos anos?
Em 2004, apenas nove Estados --Iowa, New Hampshire, Delaware, Carolina do Sul, Arizona, Missouri, Dakota do Norte, Novo México e Oklahoma-- realizaram votações antes de 5 de fevereiro.
Estados grandes como Califórnia, Ohio e Nova York realizaram suas votações na chamada "Super Terça-Feira", então em 2 de março.
Em 2008, pelo menos 22 Estados vão realizar sua consulta popular antes ou em 5 de fevereiro - a nova Super Terça -, inclusive Califórnia, Illinois, Nova York e Nova Jersey.
A convenção partidária
É nas convenções partidárias nacionais, realizadas poucos meses antes da eleição presidencial, que os candidatos à Presidência são indicados formalmente.
Delegados escolhidos durante as primárias estaduais escolhem os indicados, embora neste estágio o partido normalmente já saiba quem ganhou.
Na convenção, o candidato vitorioso escolhe o vice para a sua chapa, por vezes entre os candidatos derrotados na convenção.
A reta final
Só depois das convenções nacionais é que os candidatos medem a força um do outro. Há grandes gastos em propaganda e intensa campanha de Estado em Estado. Os debates entre candidatos na televisão também atraem muita atenção. Eles podem envolver postulantes independentes, mas isso não é obrigatório.
Nas semanas finais antes do pleito, os candidatos costumam concentrar sua atenção nos grandes Estados onde há indecisão.
A eleição presidencial
A eleição presidencial americana é realizada sempre na primeira terça-feira de novembro. Em 2008 será em 4 de novembro.
Tecnicamente os eleitores não participam de uma eleição direta. Eles escolhem "eleitores" que se comprometem com um ou outro candidato e formam um Colégio Eleitoral.
Cada Estado tem um determinado número de eleitores no colégio, baseado no tamanho de sua população.
Em quase todos os Estados, o vencedor do voto popular, mesmo que por uma margem mínima, leva todos os votos do colégio eleitoral daquele Estado.
Por causa deste sistema, um candidato pode chegar à Casa Branca sem ter o maior número de votos populares em âmbito nacional, como aconteceu no pleito de 2000, quando George W. Bush venceu ao Al Gore, mas teve um número de votos menor.
Diesel ficará menos poluente e mais caro, admite Petrobras
A utilização de diesel menos poluente na frota brasileira deverá impactar diretamente no bolso do brasileiro. O diesel S-50, que terá 50 ppm (partes por milhão) de enxofre, custará em média 10% a mais nas refinarias da Petrobras, estimou nesta terça-feira (4) o diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa. O S-50 será utilizado a partir de janeiro pelas frotas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
"O diesel S-50 tem um valor comercial maior que o diesel S-500, vai ter um preço diferenciado. A Petrobras está investindo algo em torno de US$ 4 bilhões para termos esse diesel, e isso terá que ser repassado para o preço", afirmou o diretor, em coletiva na sede da Petrobras, no Rio.
O executivo acrescentou que não foi definido qualquer tipo de incentivo à estatal para compensar o preço mais caro do diesel. Segundo ele, a empresa vai debater internamente a política comercial de precificação do produto.
Um acordo firmado entre o Ministério Público Federal, Petrobras, Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis), ANP (Agência Nacional do Petróleo), fabricantes de veículos e a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo) definiu que o diesel S-50 vai substituir o diesel S-500 (com 500 ppm de enxofre) nas frotas de ônibus de Rio e São Paulo no início do ano que vem.
O trato é resultado das discussões em torno da resolução 315/2002 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que previa que fosse vendido diesel S-50 nas regiões metropolitanas do país a partir de janeiro de 2009. A medida não será cumprida integralmente, já que a ANP só definiu as especificações do diesel em outubro de 2007, e as montadoras não poderiam ter os motores imediatamente.
Os motores desses veículos, no entanto, não serão trocados ainda, o que reduzirá a eficácia do diesel S-50. De acordo com Costa, a emissão de poluentes cairá entre 5% e 10% sem os motores do tipo P-6. Quando o diesel for aplicado nesses motores, o que só acontecerá a partir de 2012, a emissão de poluentes cairá 70%.
O acordo prevê um cronograma de implementação do diesel menos poluente nas regiões metropolitanas do país que se estenderá até 2012, quando os novos motores estarão disponíveis. Para o chamado diesel interior, distribuído fora das regiões metropolitanas, haverá redução, em janeiro de 2009, dos atuais 2.000 ppm para 1.800 ppm.
Costa frisou que a Petrobras se comprometeu a distribuir o S-50 mesmo sem que haja os motores necessários. A estatal investe na construção de 12 unidades de tratamento de diesel nas refinarias, que estarão prontas entre 2010 e 2011. Até lá, o diesel S-50 será importado, o que impactará na balança comercial da companhia, já que o combustível é mais caro.
"Os benefícios com a utilização do diesel sem os motores adequados são muito pequenos, não chegam nem no calcanhar do que previa a resolução", lamentou.
O novo acordo prevê ainda que a partir de 2013, a Petrobras comece a introduzir no mercado o diesel S-10 (10 ppm de enxofre). Anteriormente, a previsão era que esse combustível começasse a ser comercializado apenas em 2016. Costa afirmou que será necessário investir mais US$ 2 bilhões para a fabricação do diesel ainda menos poluente.
Fonte: Folha On Line
"O diesel S-50 tem um valor comercial maior que o diesel S-500, vai ter um preço diferenciado. A Petrobras está investindo algo em torno de US$ 4 bilhões para termos esse diesel, e isso terá que ser repassado para o preço", afirmou o diretor, em coletiva na sede da Petrobras, no Rio.
O executivo acrescentou que não foi definido qualquer tipo de incentivo à estatal para compensar o preço mais caro do diesel. Segundo ele, a empresa vai debater internamente a política comercial de precificação do produto.
Um acordo firmado entre o Ministério Público Federal, Petrobras, Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis), ANP (Agência Nacional do Petróleo), fabricantes de veículos e a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo) definiu que o diesel S-50 vai substituir o diesel S-500 (com 500 ppm de enxofre) nas frotas de ônibus de Rio e São Paulo no início do ano que vem.
O trato é resultado das discussões em torno da resolução 315/2002 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que previa que fosse vendido diesel S-50 nas regiões metropolitanas do país a partir de janeiro de 2009. A medida não será cumprida integralmente, já que a ANP só definiu as especificações do diesel em outubro de 2007, e as montadoras não poderiam ter os motores imediatamente.
Os motores desses veículos, no entanto, não serão trocados ainda, o que reduzirá a eficácia do diesel S-50. De acordo com Costa, a emissão de poluentes cairá entre 5% e 10% sem os motores do tipo P-6. Quando o diesel for aplicado nesses motores, o que só acontecerá a partir de 2012, a emissão de poluentes cairá 70%.
O acordo prevê um cronograma de implementação do diesel menos poluente nas regiões metropolitanas do país que se estenderá até 2012, quando os novos motores estarão disponíveis. Para o chamado diesel interior, distribuído fora das regiões metropolitanas, haverá redução, em janeiro de 2009, dos atuais 2.000 ppm para 1.800 ppm.
Costa frisou que a Petrobras se comprometeu a distribuir o S-50 mesmo sem que haja os motores necessários. A estatal investe na construção de 12 unidades de tratamento de diesel nas refinarias, que estarão prontas entre 2010 e 2011. Até lá, o diesel S-50 será importado, o que impactará na balança comercial da companhia, já que o combustível é mais caro.
"Os benefícios com a utilização do diesel sem os motores adequados são muito pequenos, não chegam nem no calcanhar do que previa a resolução", lamentou.
O novo acordo prevê ainda que a partir de 2013, a Petrobras comece a introduzir no mercado o diesel S-10 (10 ppm de enxofre). Anteriormente, a previsão era que esse combustível começasse a ser comercializado apenas em 2016. Costa afirmou que será necessário investir mais US$ 2 bilhões para a fabricação do diesel ainda menos poluente.
Fonte: Folha On Line
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Bovespa fecha em retração de 10,18% com maus resultados de empresas
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) interrompeu o pregão pela sexta vez em pouco mais de 20 dias na jornada desta quarta-feira, mostrando que volatilidade continua a ser a palavra de ordem nos mercados financeiros. A temporada de divulgação de balanços corporativos reforçou o pessimismo dos investidores sobre a perspectiva de uma recessão global.
As oscilações da Bolsa "testaram" os nervos dos participantes do mercado financeiro várias vezes ao dia: por volta das 15h, às 16h, para desabar 10,03% às 17h17, quando o "circuit breaker" foi acionado, suspendendo o pregão por meia hora. Devido a essa interrupção, o expediente foi prorrogado para as 18h18. O "after market" foi ajustado para o horário das 19h às 19h30.
Em um dia bastante turbulento, o Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 10,18%, aos 35.069 pontos. O giro financeiro foi baixo, de R$ 4,42 bilhões. Em Nova York, no epicentro da crise financeiro, a Bolsa despencou 5,69%.
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,382 para venda, o que representa um incremento de 6,76% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país disparou 25,83% e atingiu os 677 pontos. O BC agiu por três vezes no mercado de moeda, primeiro com um leilão de venda de dólares, e com dois leilões de "swap" cambial.
"Foi um conjunto de fatores que atuou para derrubar a Bolsa dessa forma. Um desses fatores foi essa medida provisória do governo para estatização dos bancos, que pegou muito mal no mercado. Passou a impressão de que há instituições financeiras realmente com problemas", afirmou Boris Kogan, operador da corrretora Walpires. "O primeiro-ministro britânico, o Gordon Brown, também anunciou que a Inglaterra deve entrar em recessão, justamente uma das maiores economias do mundo. E nós tivemos ainda balanços muito ruins nos EUA", acrescenta o operador.
Outros analistas notam ainda ação de investidores estrangeiros, fazendo caixa com a venda de ações brasileiras para cobrir necessidades de caixa no exterior.
"O que nos parece é que os mercados ainda não se alinharam com os pacotes já anunciados pelos governos [da Europa e dos EUA] e que representam mais de US$ 3 trilhões [para ajudar o sistema financeiro]. Esses pacotes vão ajudar o sistema financeiro a se capitalizar no médio prazo. O problema é que muitos bancos precisam de dinheiro para ontem", nota Saulo Sabbá, diretor de gestão da Máxima Asset Management. "Ninguém vende ação da Petrobras ou da Vale [do Rio Doce] a R$ 22 porque acha que está cara", reforça.
Estatização
O governo anunciou hoje que autorizou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem participações em instituições financeiras no país sem passar por um processo de licitação.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que muitas instituições financeiras estão com problemas de caixa no país. "Não tem banco quebrando no Brasil. Isso não isenta o sistema financeiro de problema de liquidez. Se não tivesse, o BC não estaria devolvendo o compulsório, não haveria compra de carteira", afirmou ele.
Mantega também afirmou que caso algumas instituições financeiras sejam estatizadas, esses bancos devem ser revendidos, dentro das normas da medida provisória publicada hoje. "É uma medida que responde à necessidade do momento, de crise de liquidez internacional que tem alguma repercussão no Brasil. Depois de restabelecidos o crédito, essas instituições poderão ser revendidas", afirmou o ministro.
A opinião negativa do mercado financeiro sobre a medida provisória não foi unânime. Alguns analistas viram com bons olhos a iniciativa do governo. "O sistema financeiro aqui no Brasil precisa de liquidez, sim. Os bancos de médio porte estão carregados de créditos consignados, que podem repassar e fazer caixa. O problema é no curto prazo: algumas instituições financeiras estão sofrendo um pouco fechar caixa", comenta Saulo Sabbá, da Máxima.
"Aqui, nós vamos temos algumas vantagens sobre os bancos no exterior. Como os créditos são mais homogêneos, seria fácil juntar alguns ativos num mesmo fundo e vender a 130% do CDI, por exemplo. Os bancos podem ser capitalizados mais rapidamente", avalia.
Empresas
Ontem à noite, o portal Yahoo! revelou um lucro líquido de US$ 54,34 milhões no terceiro trimestre, número 64% abaixo dos ganhos registrados no mesmo período em 2007.
E hoje, o banco Wachovia anunciou um prejuízo de US$ 23,9 bilhões no terceiro trimestre. Segundo agências internacionais, trata-se da maior perda já registrada por uma instituição financeira desde o início da crise dos créditos "subprime".
A brasileira Suzano Papel e Celulose informou hoje prejuízo líquido de R$ 293,07 milhões no terceiro trimestre, ante um lucro de R$ 168,34 milhões em idêntico período em 2007. No terceiro trimestre do ano passado, as receitas financeiras haviam superado as despesas em R$ 84,06 milhões. Neste ano, no entanto, o chamado "resultado financeiro líquido" (receitas menos despesas) ficou negativo em R$ 653,51 milhões.
As oscilações da Bolsa "testaram" os nervos dos participantes do mercado financeiro várias vezes ao dia: por volta das 15h, às 16h, para desabar 10,03% às 17h17, quando o "circuit breaker" foi acionado, suspendendo o pregão por meia hora. Devido a essa interrupção, o expediente foi prorrogado para as 18h18. O "after market" foi ajustado para o horário das 19h às 19h30.
Em um dia bastante turbulento, o Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 10,18%, aos 35.069 pontos. O giro financeiro foi baixo, de R$ 4,42 bilhões. Em Nova York, no epicentro da crise financeiro, a Bolsa despencou 5,69%.
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,382 para venda, o que representa um incremento de 6,76% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país disparou 25,83% e atingiu os 677 pontos. O BC agiu por três vezes no mercado de moeda, primeiro com um leilão de venda de dólares, e com dois leilões de "swap" cambial.
"Foi um conjunto de fatores que atuou para derrubar a Bolsa dessa forma. Um desses fatores foi essa medida provisória do governo para estatização dos bancos, que pegou muito mal no mercado. Passou a impressão de que há instituições financeiras realmente com problemas", afirmou Boris Kogan, operador da corrretora Walpires. "O primeiro-ministro britânico, o Gordon Brown, também anunciou que a Inglaterra deve entrar em recessão, justamente uma das maiores economias do mundo. E nós tivemos ainda balanços muito ruins nos EUA", acrescenta o operador.
Outros analistas notam ainda ação de investidores estrangeiros, fazendo caixa com a venda de ações brasileiras para cobrir necessidades de caixa no exterior.
"O que nos parece é que os mercados ainda não se alinharam com os pacotes já anunciados pelos governos [da Europa e dos EUA] e que representam mais de US$ 3 trilhões [para ajudar o sistema financeiro]. Esses pacotes vão ajudar o sistema financeiro a se capitalizar no médio prazo. O problema é que muitos bancos precisam de dinheiro para ontem", nota Saulo Sabbá, diretor de gestão da Máxima Asset Management. "Ninguém vende ação da Petrobras ou da Vale [do Rio Doce] a R$ 22 porque acha que está cara", reforça.
Estatização
O governo anunciou hoje que autorizou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem participações em instituições financeiras no país sem passar por um processo de licitação.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que muitas instituições financeiras estão com problemas de caixa no país. "Não tem banco quebrando no Brasil. Isso não isenta o sistema financeiro de problema de liquidez. Se não tivesse, o BC não estaria devolvendo o compulsório, não haveria compra de carteira", afirmou ele.
Mantega também afirmou que caso algumas instituições financeiras sejam estatizadas, esses bancos devem ser revendidos, dentro das normas da medida provisória publicada hoje. "É uma medida que responde à necessidade do momento, de crise de liquidez internacional que tem alguma repercussão no Brasil. Depois de restabelecidos o crédito, essas instituições poderão ser revendidas", afirmou o ministro.
A opinião negativa do mercado financeiro sobre a medida provisória não foi unânime. Alguns analistas viram com bons olhos a iniciativa do governo. "O sistema financeiro aqui no Brasil precisa de liquidez, sim. Os bancos de médio porte estão carregados de créditos consignados, que podem repassar e fazer caixa. O problema é no curto prazo: algumas instituições financeiras estão sofrendo um pouco fechar caixa", comenta Saulo Sabbá, da Máxima.
"Aqui, nós vamos temos algumas vantagens sobre os bancos no exterior. Como os créditos são mais homogêneos, seria fácil juntar alguns ativos num mesmo fundo e vender a 130% do CDI, por exemplo. Os bancos podem ser capitalizados mais rapidamente", avalia.
Empresas
Ontem à noite, o portal Yahoo! revelou um lucro líquido de US$ 54,34 milhões no terceiro trimestre, número 64% abaixo dos ganhos registrados no mesmo período em 2007.
E hoje, o banco Wachovia anunciou um prejuízo de US$ 23,9 bilhões no terceiro trimestre. Segundo agências internacionais, trata-se da maior perda já registrada por uma instituição financeira desde o início da crise dos créditos "subprime".
A brasileira Suzano Papel e Celulose informou hoje prejuízo líquido de R$ 293,07 milhões no terceiro trimestre, ante um lucro de R$ 168,34 milhões em idêntico período em 2007. No terceiro trimestre do ano passado, as receitas financeiras haviam superado as despesas em R$ 84,06 milhões. Neste ano, no entanto, o chamado "resultado financeiro líquido" (receitas menos despesas) ficou negativo em R$ 653,51 milhões.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Bovespa avança 6,25%, com Vale e Petrobras; dólar atinge R$ 2,13
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) ganha ímpeto e sobe mais de 6%, a reboque da recuperação das Bolsas internacionais e sustentada pela valorização dos preços nas commodities (matérias-primas). Em uma "pausa" da crise, investidores mostram um relativo otimismo sobre os esforços dos governos europeus e dos EUA para auxiliar o sistema financeiro.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, avança 6,25% e bate os 38.673 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,47 bilhões.
As ações líderes da Bolsa, Petrobras e Vale, puxam a valorização do mercado brasileiro. A ação da estatal petrolífera, com giro de R$ 550 milhões, sobe 7,52%, enquanto a ação da mineradora ascende 7,77%, com negócios de R$ 380 milhões.
O dólar comercial é cotado a R$ 2,130 na venda, em alta de 0,47%. A taxa de risco-país marca 490 pontos, número 1,01% abaixo da pontuação anterior.
As Bolsas européias fecharam com fortes altas, a exemplo de Londres (5,40%), Paris (3,56%) e Frankfurt (1,12%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 2,39%.
O governo da Suécia apresentou hoje um plano de 1,5 trilhão de coroas (cerca de US$ 203 bilhões) para ajudar o sistema financeiro de seu país. Além da Suécia, recentemente os governos da Holanda, China, Índia e Coréia do Sul apresentaram medidas para enfrentar os desdobramentos da crise financeira. E hoje, o presidente do Fed (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, defendeu um novo plano de estímulo à economia.
No Reino Unido, o ministro das Finanças, Alistair Darling, disse ao "Daily Telegraph" que o governo britânico deve aumentar seus gastos para ajudar a economia a enfrentar um período de recessão.
Ainda no front doméstico, a inflação medida pelo IGP-M subiu 0,86%, pela segunda leitura prévia do mês de outubro. No mesmo período em setembro, a leitura prévia apontava inflação de 0,04%.
Hoje, o Banco Central brasileiro realiza o seu primeiro leilão de dólares, com o compromisso dos bancos em utilizar os recursos em operação de financiamentos para a exportação. O leilão de US$ 2 bilhões será realizado entre as 16h e 17h.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, avança 6,25% e bate os 38.673 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,47 bilhões.
As ações líderes da Bolsa, Petrobras e Vale, puxam a valorização do mercado brasileiro. A ação da estatal petrolífera, com giro de R$ 550 milhões, sobe 7,52%, enquanto a ação da mineradora ascende 7,77%, com negócios de R$ 380 milhões.
O dólar comercial é cotado a R$ 2,130 na venda, em alta de 0,47%. A taxa de risco-país marca 490 pontos, número 1,01% abaixo da pontuação anterior.
As Bolsas européias fecharam com fortes altas, a exemplo de Londres (5,40%), Paris (3,56%) e Frankfurt (1,12%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 2,39%.
O governo da Suécia apresentou hoje um plano de 1,5 trilhão de coroas (cerca de US$ 203 bilhões) para ajudar o sistema financeiro de seu país. Além da Suécia, recentemente os governos da Holanda, China, Índia e Coréia do Sul apresentaram medidas para enfrentar os desdobramentos da crise financeira. E hoje, o presidente do Fed (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, defendeu um novo plano de estímulo à economia.
No Reino Unido, o ministro das Finanças, Alistair Darling, disse ao "Daily Telegraph" que o governo britânico deve aumentar seus gastos para ajudar a economia a enfrentar um período de recessão.
Ainda no front doméstico, a inflação medida pelo IGP-M subiu 0,86%, pela segunda leitura prévia do mês de outubro. No mesmo período em setembro, a leitura prévia apontava inflação de 0,04%.
Hoje, o Banco Central brasileiro realiza o seu primeiro leilão de dólares, com o compromisso dos bancos em utilizar os recursos em operação de financiamentos para a exportação. O leilão de US$ 2 bilhões será realizado entre as 16h e 17h.
Reservas chinesas podem ser 'salvação' para crise global
Com quase US$ 2 trilhões em reservas de moeda estrangeira, a China é considerada por alguns como a potencial salvadora do sistema bancário ocidental.
Para tentar resgatar as empresas do setor financeiro, os governos ocidentais precisam de dinheiro, e a China parece um bom lugar para consegui-lo.
Mas economistas chineses dizem que, mesmo se estiver mostrar disposto a fazer sua parte nos esforços de resgate, o país não passará cheques em branco.
Autoridades do governo chinês dizem estar mais preocupadas com seus próprios problemas como evitar a desaceleração de sua própria economia.
Qualquer ajuda oferecida pelo governo chinês para ajudar a solucionar a atual crise financeira deverá vir com amarras.
O florescimento das exportações chinesas nos últimos anos ajudou o país a construir a maior reserva do mundo em moeda estrangeira.
Segundo números divulgados na semana passada, o montante chega a US$ 1,9 trilhão.
Empréstimo
Em artigo publicado no diário financeiro britânico Financial Times, o economista Arvind Subramanian sugere que os Estados Unidos poderiam tomar algum dinheiro emprestado da China.
"O governo chinês poderia oferecer um empréstimo de até US$ 500 bilhões para o governo americano para ajudar a resgatar seu setor financeiro", disse Subramanian, do Instituto Peterson de Economia Internacional.
Na realidade, os chineses têm feito algo parecido com um empréstimo nos últimos anos. O governo de Pequim tem comprado parte da dívida americana, o que possibilitou aos Estados Unidos gastar além do que poderiam.
"A China já está ajudando a economia americana e, se possível, continuará a fazê-lo", disse Zhao Xiijun, da Universidade Remin, em Pequim.
Mas, para Zhao, a China não poderá, sozinha, resolver os problemas financeiros do mundo. Na opinião do economista, outros emergentes como Índia, Rússia e Brasil também terão de ajudar.
"Não será suficiente se as economias emergentes ou os países desenvolvidos fizerem isso sozinhos", acrescentou Zhao. "Eles deverão fazer isso juntos."
Agenda chinesa
Apesar de a China ter dinheiro para ajudar, não é certo que haja vontade política para colocar a crise financeira mundial no topo da agenda do país.
Os líderes chineses já sinalizaram que os governos do Ocidente devem sanar seus próprios problemas financeiros.
Yi Gang, vice-diretor do Banco Popular da China, levantou essa questão durante um encontro de líderes mundiais em Washington na semana passada.
"O Banco Mundial deveria pedir aos países desenvolvidos que carreguem nas costas suas responsabilidade por estabilizar a economia global", afirmou.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, também acrescentou seus comentários ao debate. Disse que seu país fará sua parte na crise, mas, em uma conversa telefônica com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deixou claro onde residem as prioridades da China.
"A coisa mais importante para a China agora é lidar com suas próprias questões", teria dito o primeiro-ministro, segundo relatos obtidos pela agência estatal chinesa Xinhua.
Há alguns dias, a China prometeu dobrar, nos próximos 12 anos, os salários dos moradores da zona rural, onde ainda vive a maioria de sua população.
O governo vai tentar cumprir a promessa, apesar de o economista chinês independente Andy Xie acreditar na desaceleração econômica do país.
Xie diz que a China escapou dos grandes problemas financeiros que afetaram os outros, mas terá de procurar outras áreas do mundo para gerar crescimento no futuro.
Para tentar resgatar as empresas do setor financeiro, os governos ocidentais precisam de dinheiro, e a China parece um bom lugar para consegui-lo.
Mas economistas chineses dizem que, mesmo se estiver mostrar disposto a fazer sua parte nos esforços de resgate, o país não passará cheques em branco.
Autoridades do governo chinês dizem estar mais preocupadas com seus próprios problemas como evitar a desaceleração de sua própria economia.
Qualquer ajuda oferecida pelo governo chinês para ajudar a solucionar a atual crise financeira deverá vir com amarras.
O florescimento das exportações chinesas nos últimos anos ajudou o país a construir a maior reserva do mundo em moeda estrangeira.
Segundo números divulgados na semana passada, o montante chega a US$ 1,9 trilhão.
Empréstimo
Em artigo publicado no diário financeiro britânico Financial Times, o economista Arvind Subramanian sugere que os Estados Unidos poderiam tomar algum dinheiro emprestado da China.
"O governo chinês poderia oferecer um empréstimo de até US$ 500 bilhões para o governo americano para ajudar a resgatar seu setor financeiro", disse Subramanian, do Instituto Peterson de Economia Internacional.
Na realidade, os chineses têm feito algo parecido com um empréstimo nos últimos anos. O governo de Pequim tem comprado parte da dívida americana, o que possibilitou aos Estados Unidos gastar além do que poderiam.
"A China já está ajudando a economia americana e, se possível, continuará a fazê-lo", disse Zhao Xiijun, da Universidade Remin, em Pequim.
Mas, para Zhao, a China não poderá, sozinha, resolver os problemas financeiros do mundo. Na opinião do economista, outros emergentes como Índia, Rússia e Brasil também terão de ajudar.
"Não será suficiente se as economias emergentes ou os países desenvolvidos fizerem isso sozinhos", acrescentou Zhao. "Eles deverão fazer isso juntos."
Agenda chinesa
Apesar de a China ter dinheiro para ajudar, não é certo que haja vontade política para colocar a crise financeira mundial no topo da agenda do país.
Os líderes chineses já sinalizaram que os governos do Ocidente devem sanar seus próprios problemas financeiros.
Yi Gang, vice-diretor do Banco Popular da China, levantou essa questão durante um encontro de líderes mundiais em Washington na semana passada.
"O Banco Mundial deveria pedir aos países desenvolvidos que carreguem nas costas suas responsabilidade por estabilizar a economia global", afirmou.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, também acrescentou seus comentários ao debate. Disse que seu país fará sua parte na crise, mas, em uma conversa telefônica com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deixou claro onde residem as prioridades da China.
"A coisa mais importante para a China agora é lidar com suas próprias questões", teria dito o primeiro-ministro, segundo relatos obtidos pela agência estatal chinesa Xinhua.
Há alguns dias, a China prometeu dobrar, nos próximos 12 anos, os salários dos moradores da zona rural, onde ainda vive a maioria de sua população.
O governo vai tentar cumprir a promessa, apesar de o economista chinês independente Andy Xie acreditar na desaceleração econômica do país.
Xie diz que a China escapou dos grandes problemas financeiros que afetaram os outros, mas terá de procurar outras áreas do mundo para gerar crescimento no futuro.
Economia da China desacelera pelo terceiro trimestre consecutivo
A economia da China cresceu 9% no terceiro trimestre, desacelerando de uma expansão de 10,1% observada nos três meses anteriores.
A desaceleração da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) ocorre apesar de a China ter registrado saldo positivo recorde na balança comercial em agosto e setembro e vir apresentando níveis consistentes no aumento de investimentos e do consumo doméstico no país.
Na média, o crescimento do PIB da China entre janeiro e setembro deste ano está em 9,9%, com um primeiro semestre de expansão de 10,4%, informou nesta segunda-feira o Departamento Nacional de Estatísticas do país em um comunicado oficial.
O porta-voz do governo Li Xiaochao afirmou que a desaceleração é muito maior do que a esperada pelo governo e disse que a "incerteza e volatilidade" dos mercados internacionais contribuíram para esse resultado.
Retrocesso
No entanto, analistas ressaltam que apesar de ser um retrocesso frente à expansão de quase 12% observada no ano passado, o crescimento atual é tido como excelente em meio à crise nos mercados e a situação observada no Ocidente.
"É um retrocesso, mas eu posso viver com um crescimento de 9%. Isso ainda é um excelente resultado se comparado com a recessão que vemos em outras economias", disse à BBC Brasil Andrew Freris, estrategista sênior de investimentos para a Ásia do banco BNP Paribas em Hong Kong.
Analistas acreditam que os resultados verdadeiramente sombrios causados pela crise nos mercados deverão aparecer nas estatísticas mais adiante, somente a partir do primeiro trimestre de 2009.
Empresas do delta do Rio das Pérolas, região do sul que concentra grande atividade industrial, já começaram a fechar as portas. Na semana passada, uma fabricante de brinquedos encerrou atividades em duas fábricas, demitindo mais de 6.500 trabalhadores.
Um estudo da Federação de Indústrias de Hong Kong divulgado neste fim de semana estima que outros 2,5 milhões de trabalhadores ficarão sem emprego na região nos próximos três meses devido ao fechamento de pequenas e médias empresas dependentes de exportações.
Setembro registrou a produção industrial mais baixa dos últimos seis anos, e a economia da China vem apresentando desaceleração há mais de três trimestres consecutivos.
Pacote de estímulo
Preocupado com a perspectiva de um forte baque econômico, o governo afirmou estar trabalhando para preservar o crescimento e controlar a inflação.
Economistas aguardam o anúncio de um pacote de estímulo que deverá incluir cortes em impostos e mais investimento em infra-estrutura. Flexibilização de crédito para o mercado imobiliário também poderá integrar o conjunto de medidas.
O banco central já cortou por duas vezes a taxa de juros, e estima-se que até o fim do ano seja anunciado mais um corte.
Além disso, uma nova política agrária que permite troca e negociação de terrenos arrendados pelo governo para facilitar a produtividade no campo e trazer mais riqueza aos agricultores também foi anunciada na semana passada.
Investimento e consumo
Segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil, o governo deve seguir estimulando investimento e consumo doméstico.
"Sim, estamos vendo uma rotação da demanda para o lado interno. A composição do PIB mostra que há aumento consistente no consumo doméstico nos últimos anos", disse Grace Ng, economista do banco JP Morgan.
"É bastante encorajador que mais de 8% do crescimento de 9,9% observado desde o começo do ano tenha como motor o investimento e o consumo doméstico", avalia Glenn Maguire, Economista Chefe para a região Ásia-Pacífico do banco Societé Generale.
Freris afirmou que está otimista com o resultado, porque ele mostra que a economia chinesa poderá, a longo prazo, enfrentar o período de incerteza que se aproxima com a queda no consumo norte-americano.
"Mesmo que haja uma redução extrema das exportações, a China não depende mais disso para realizar um crescimento consistente, o que já é excelente", avalia Freris.
"Ainda que exista um cenário de colapso global, a China é capaz de crescer puramente com seu consumo interno", ressaltou Maguire.
Inflação
A inflação, que é medida pelo índice de preços ao consumidor, também mostrou retração, ficando na casa dos 4,6% em setembro, um recuo frente aos 4,9% observados em agosto.
Esse já é o quinto trimestre seguido em que os preços ao consumidor retrocedem. A redução na inflação foi o objetivo central da política econômica chinesa desde o começo do ano, mas com a perspectiva de desaceleração no PIB, o governo passa a ter novas prioridades.
De acordo com o porta-voz Li Xiaochao, apesar de tudo, os fundamentos da economia da China estão essencialmente bons porque o crescimento ainda é estável e acelerado, os preços ao consumidor seguem caindo e a estrutura industrial está se adaptando a uma nova dinâmica.
A desaceleração da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) ocorre apesar de a China ter registrado saldo positivo recorde na balança comercial em agosto e setembro e vir apresentando níveis consistentes no aumento de investimentos e do consumo doméstico no país.
Na média, o crescimento do PIB da China entre janeiro e setembro deste ano está em 9,9%, com um primeiro semestre de expansão de 10,4%, informou nesta segunda-feira o Departamento Nacional de Estatísticas do país em um comunicado oficial.
O porta-voz do governo Li Xiaochao afirmou que a desaceleração é muito maior do que a esperada pelo governo e disse que a "incerteza e volatilidade" dos mercados internacionais contribuíram para esse resultado.
Retrocesso
No entanto, analistas ressaltam que apesar de ser um retrocesso frente à expansão de quase 12% observada no ano passado, o crescimento atual é tido como excelente em meio à crise nos mercados e a situação observada no Ocidente.
"É um retrocesso, mas eu posso viver com um crescimento de 9%. Isso ainda é um excelente resultado se comparado com a recessão que vemos em outras economias", disse à BBC Brasil Andrew Freris, estrategista sênior de investimentos para a Ásia do banco BNP Paribas em Hong Kong.
Analistas acreditam que os resultados verdadeiramente sombrios causados pela crise nos mercados deverão aparecer nas estatísticas mais adiante, somente a partir do primeiro trimestre de 2009.
Empresas do delta do Rio das Pérolas, região do sul que concentra grande atividade industrial, já começaram a fechar as portas. Na semana passada, uma fabricante de brinquedos encerrou atividades em duas fábricas, demitindo mais de 6.500 trabalhadores.
Um estudo da Federação de Indústrias de Hong Kong divulgado neste fim de semana estima que outros 2,5 milhões de trabalhadores ficarão sem emprego na região nos próximos três meses devido ao fechamento de pequenas e médias empresas dependentes de exportações.
Setembro registrou a produção industrial mais baixa dos últimos seis anos, e a economia da China vem apresentando desaceleração há mais de três trimestres consecutivos.
Pacote de estímulo
Preocupado com a perspectiva de um forte baque econômico, o governo afirmou estar trabalhando para preservar o crescimento e controlar a inflação.
Economistas aguardam o anúncio de um pacote de estímulo que deverá incluir cortes em impostos e mais investimento em infra-estrutura. Flexibilização de crédito para o mercado imobiliário também poderá integrar o conjunto de medidas.
O banco central já cortou por duas vezes a taxa de juros, e estima-se que até o fim do ano seja anunciado mais um corte.
Além disso, uma nova política agrária que permite troca e negociação de terrenos arrendados pelo governo para facilitar a produtividade no campo e trazer mais riqueza aos agricultores também foi anunciada na semana passada.
Investimento e consumo
Segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil, o governo deve seguir estimulando investimento e consumo doméstico.
"Sim, estamos vendo uma rotação da demanda para o lado interno. A composição do PIB mostra que há aumento consistente no consumo doméstico nos últimos anos", disse Grace Ng, economista do banco JP Morgan.
"É bastante encorajador que mais de 8% do crescimento de 9,9% observado desde o começo do ano tenha como motor o investimento e o consumo doméstico", avalia Glenn Maguire, Economista Chefe para a região Ásia-Pacífico do banco Societé Generale.
Freris afirmou que está otimista com o resultado, porque ele mostra que a economia chinesa poderá, a longo prazo, enfrentar o período de incerteza que se aproxima com a queda no consumo norte-americano.
"Mesmo que haja uma redução extrema das exportações, a China não depende mais disso para realizar um crescimento consistente, o que já é excelente", avalia Freris.
"Ainda que exista um cenário de colapso global, a China é capaz de crescer puramente com seu consumo interno", ressaltou Maguire.
Inflação
A inflação, que é medida pelo índice de preços ao consumidor, também mostrou retração, ficando na casa dos 4,6% em setembro, um recuo frente aos 4,9% observados em agosto.
Esse já é o quinto trimestre seguido em que os preços ao consumidor retrocedem. A redução na inflação foi o objetivo central da política econômica chinesa desde o começo do ano, mas com a perspectiva de desaceleração no PIB, o governo passa a ter novas prioridades.
De acordo com o porta-voz Li Xiaochao, apesar de tudo, os fundamentos da economia da China estão essencialmente bons porque o crescimento ainda é estável e acelerado, os preços ao consumidor seguem caindo e a estrutura industrial está se adaptando a uma nova dinâmica.
OIT prevê 20 milhões a mais de desempregados devido à crise financeira
A crise financeira pode colocar na rua 20 milhões de pessoas em todo o mundo até o final de 2009, afirmou o diretor geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Juan Somavía, em uma entrevista coletiva à imprensa.
Segundo as estimativas da OIT apresentadas por Somavía, "o número de desempregados poderá subir de 190 milhões em 2007 para 210 milhões no final de 2009", e inclusive ser maior se a crise se agravar.
"Precisamos de uma ação rápida e coordenada dos governos para evitar uma crise social que poderá ser grave, prolongada e mundial", acrescentou o chileno.
Segundo o relatório anual da OIT, divulgado na semana passada, a globalização não apenas "falhou em contribuir no desenvolvimento da produtividade global e na criação de empregos" como também "intensificou a instabilidade econômica".
"Globalmente, crises no setor bancário foram 10 vezes mais freqüentes nos anos 90 do que no final dos anos 70", diz o documento. "O desemprego deve aumentar em conseqüência da queda no investimento e isso pode intensificar ainda mais as desigualdades de renda", afirmou a OIT.
Fonte: France Presse
Segundo as estimativas da OIT apresentadas por Somavía, "o número de desempregados poderá subir de 190 milhões em 2007 para 210 milhões no final de 2009", e inclusive ser maior se a crise se agravar.
"Precisamos de uma ação rápida e coordenada dos governos para evitar uma crise social que poderá ser grave, prolongada e mundial", acrescentou o chileno.
Segundo o relatório anual da OIT, divulgado na semana passada, a globalização não apenas "falhou em contribuir no desenvolvimento da produtividade global e na criação de empregos" como também "intensificou a instabilidade econômica".
"Globalmente, crises no setor bancário foram 10 vezes mais freqüentes nos anos 90 do que no final dos anos 70", diz o documento. "O desemprego deve aumentar em conseqüência da queda no investimento e isso pode intensificar ainda mais as desigualdades de renda", afirmou a OIT.
Fonte: France Presse
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Tropa de choque da PM entra em confronto com policiais civis em greve em SP
Policiais civis entraram em confronto com policiais militares na região da rua Padre Lebret, no bairro do Morumbi, zona oeste de São Paulo, no final da tarde desta quinta-feira. A Polícia Civil, em greve há um mês, realizava passeata de protesto no local para pressionar o governo do Estado a retomar as negociações pelo fim do movimento.
Os manifestantes tentaram chegar ao Palácio dos Bandeirantes -sede do governo paulista-, mas foram impedidos pelo cordão de isolamento da Tropa de Choque da PM. Soldados reprimiram a passeata com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.
Mais de 20 pessoas ficaram feridas, sendo uma delas um cinegrafista de uma emissora de televisão, e um policial militar. O hospital Albert Einstein informou, por meio de sua assessoria, que 13 feridos deram entrada no pronto atendimento, mas nenhum está em estado grave. Cinco pessoas já foram liberadas. No hospital Itacolomy, outras cinco pessoas foram atendidas: quatro já foram liberadas e uma está sob observação, mas passa bem. No hospital São Luiz mais cinco foram atendidas; todas já receberam alta. E no Hospital Universitário mais duas pessoas foram atendidas e liberadas em seguida.
Segundo informações preliminares da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo, havia cerca de 5.000 policiais na manifestação.
Segundo nota do Palácio dos Bandeirantes, o confronto começou no momento em que o comando grevista aceitou proposta do governo estadual de enviar um representante ao local onde estava concentrada a manifestação para receber um documento com a posição dos manifestantes.
Em entrevista ao SPTV, da TV Globo, o governador de São Paulo, José Serra, criticou a manifestação dos policiais civis. "A maneira de fazer reivindicação não é pegar armas que estão destinadas ao enfrentamento de bandidos e apresentar em manifestações. É um movimento, enquanto movimento armado, absolutamente ilegal", disse, acusando os policiais civis de usar armas do Estado durante o protesto. A jornalistas, Serra afirmou que a manifestação tem cunho político.
Em resposta, os policiais civis rebateram a declaração de Serra e culparam o governo pelo confronto. Já a CUT divulgou uma nota em que acusa Serra de "ludibriar a opinião pública".
O trânsito ficou complicado na região do Morumbi e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) pede que os motoristas evitem circular pelo local.
Área de segurança
O governo do Estado divulgou uma nota dizendo que a ação da PM se deve ao fato de a área que circunda o Palácio dos Bandeirantes ser considerada de segurança.
"As vias públicas situadas ao redor do Palácio dos Bandeirantes, sede do Poder Executivo Estadual, são consideradas pela Resolução SSP (Secretaria de Segurança Pública) 141, de 20/10/1987, Área de Segurança. Por esse motivo, todas as manifestações populares programadas para esses locais são obrigatoriamente desviadas para áreas próximas, que não se encontram na zona delimitada pela resolução, que abrange as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi e as ruas Combatentes do Gueto, Rugero Fazzano e Padre Lebret", diz a nota.
Cordão de isolamento
Por volta de 15h15, as lideranças do movimento grevista anunciaram aos manifestantes que o governo havia concordado em receber uma comissão dos grevistas. Os policiais, entretanto, seguiram em passeata. Os militares fizeram um cordão de isolamento tentando impedir o avanço.
Com greve "não há acordo"
Em evento no início da tarde no Memorial da América Latina, o governador José Serra (PSDB) reafirmou que a posição do governo em relação ao movimento é de que não há acordo com greve, segundo a Folha Online.
"Gostaríamos de um acordo, mas com greve o acordo não é viável. Negociações em greve não são viáveis. O governo fez sua proposta clara, está disposta a mandar para a Assembléia Legislativa dentro das possibilidades existentes", afirmou Serra.
Fonte: Folha On Line
Os manifestantes tentaram chegar ao Palácio dos Bandeirantes -sede do governo paulista-, mas foram impedidos pelo cordão de isolamento da Tropa de Choque da PM. Soldados reprimiram a passeata com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.
Mais de 20 pessoas ficaram feridas, sendo uma delas um cinegrafista de uma emissora de televisão, e um policial militar. O hospital Albert Einstein informou, por meio de sua assessoria, que 13 feridos deram entrada no pronto atendimento, mas nenhum está em estado grave. Cinco pessoas já foram liberadas. No hospital Itacolomy, outras cinco pessoas foram atendidas: quatro já foram liberadas e uma está sob observação, mas passa bem. No hospital São Luiz mais cinco foram atendidas; todas já receberam alta. E no Hospital Universitário mais duas pessoas foram atendidas e liberadas em seguida.
Segundo informações preliminares da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo, havia cerca de 5.000 policiais na manifestação.
Segundo nota do Palácio dos Bandeirantes, o confronto começou no momento em que o comando grevista aceitou proposta do governo estadual de enviar um representante ao local onde estava concentrada a manifestação para receber um documento com a posição dos manifestantes.
Em entrevista ao SPTV, da TV Globo, o governador de São Paulo, José Serra, criticou a manifestação dos policiais civis. "A maneira de fazer reivindicação não é pegar armas que estão destinadas ao enfrentamento de bandidos e apresentar em manifestações. É um movimento, enquanto movimento armado, absolutamente ilegal", disse, acusando os policiais civis de usar armas do Estado durante o protesto. A jornalistas, Serra afirmou que a manifestação tem cunho político.
Em resposta, os policiais civis rebateram a declaração de Serra e culparam o governo pelo confronto. Já a CUT divulgou uma nota em que acusa Serra de "ludibriar a opinião pública".
O trânsito ficou complicado na região do Morumbi e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) pede que os motoristas evitem circular pelo local.
Área de segurança
O governo do Estado divulgou uma nota dizendo que a ação da PM se deve ao fato de a área que circunda o Palácio dos Bandeirantes ser considerada de segurança.
"As vias públicas situadas ao redor do Palácio dos Bandeirantes, sede do Poder Executivo Estadual, são consideradas pela Resolução SSP (Secretaria de Segurança Pública) 141, de 20/10/1987, Área de Segurança. Por esse motivo, todas as manifestações populares programadas para esses locais são obrigatoriamente desviadas para áreas próximas, que não se encontram na zona delimitada pela resolução, que abrange as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi e as ruas Combatentes do Gueto, Rugero Fazzano e Padre Lebret", diz a nota.
Cordão de isolamento
Por volta de 15h15, as lideranças do movimento grevista anunciaram aos manifestantes que o governo havia concordado em receber uma comissão dos grevistas. Os policiais, entretanto, seguiram em passeata. Os militares fizeram um cordão de isolamento tentando impedir o avanço.
Com greve "não há acordo"
Em evento no início da tarde no Memorial da América Latina, o governador José Serra (PSDB) reafirmou que a posição do governo em relação ao movimento é de que não há acordo com greve, segundo a Folha Online.
"Gostaríamos de um acordo, mas com greve o acordo não é viável. Negociações em greve não são viáveis. O governo fez sua proposta clara, está disposta a mandar para a Assembléia Legislativa dentro das possibilidades existentes", afirmou Serra.
Fonte: Folha On Line
Bovespa ameniza perdas e fecha em baixa de 1,06%
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve um dia de fortes perdas na maior parte do dia, mas próximo ao fechamento, o desempenho positivo da Bolsa de Nova York, no epicentro da crise, contribuiu para amenizar a baixa. Os investidores oscilam entre o temor por uma recessão global e a oportunidade de embolsar ações a preços bastante deprimidos: a ação da Petrobras, a mais negociada, está no menor nível desde agosto de 2007.
Para analistas, os investidores operam "no escuro", bastante sensíveis a quaisquer notícias negativas e aproveitando "pausas" na crise para reavaliar posições.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, retrocedeu 1,06% no fechamento e marcou os 36.441 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,51 bilhões. No pior momento do dia, o índice chegou a apontar baixa de 8,22%.
Com volume de R$ 1,2 bilhão em negócios, a ação preferencial da Petrobras cedeu 7,50% neste pregão. A ação preferencial da Vale, outro papel bastante influente da Bolsa, caiu 2,12%.
Alguns papéis que foram fortemente castigados nas últimas semanas tiveram um momento de "respiro" nesse pregão: a ação da Gol é um dos exemplos mais visíveis, valorizando 24,32% hoje.
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,163 na venda, em leve baixa de 0,13%. A taxa de risco-país marca 476 pontos, número 3,25% acima da pontuação anterior.
O Banco Central entrou por três vezes no mercado de câmbio, com leilões de venda no mercado à vista e no mercado futuro ("swap" cambial).
O economista José Francisco Gonçalves, do banco Fator, projeta uma taxa de R$ 2 para o final de ano. Em comentário sobre as expectativas para o câmbio, ele defende que o BC "deixará de elevar a Selic até o fim de 2008" e "que a pressão compradora sobre o dólar por parte dos 'vendidos' deve se manter por mais alguns meses".
As Bolsas européias despencaram no fechamento de hoje: em Londres, o índice FTSE cedeu 5,34%; em Paris, o CAC perdeu 5,91%, enquanto o índice Dax, do mercado de Frankfurt, caiu 4,91%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou com ganho de 4,68%.
As Bolsas de Nova York fecharam em alta hoje, após um pregão de muita volatilidade, e saltaram 4% no fim da sessão. Além de investidores que buscam ações baratas --ontem Wall Street teve seu pior dia desde a crise de 1987--, houve alta de empresas de consumo em meio ao recuo nos preços do petróleo.
EUA
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) divulgou uma das piores notícias do dia: a produção industrial caiu 2,8% em setembro. Trata-se da maior queda num único mês desde 1974. Analistas do setor financeiro projetavam um declínio de 1,5%. Segundo o Fed, a greve da Boeing e o impacto dos furacões Gustav e Ike influenciaram no desempenho do setor industrial.
Entre outras notícias, o banco norte-americano Citigroup anunciou revelou um prejuízo de US$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre. Em idêntico período no ano passado, esse gigante financeiro havia apurado lucro de US$ 2,21 bilhões. O prejuízo por ação (US$ 0,60) ficou, no entanto, um pouco melhor que a previsão da maioria dos analistas do setor financeiro (US$ 0,70).
Ainda nos EUA, o Departamento de Trabalho informou que a inflação medida pelo CPI (preços ao consumidor) apontou estabilidade em setembro, ante uma variação de 0,1% em agosto. Ontem, o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, voltou a sinalizar para uma relaxamento da política de juros, tendo em vista a crise financeira. Economistas de grandes bancos de investimentos estimam que a taxa básica americana, hoje em 2% ao ano, pode encerrar 2008 em 1,5%.
Na Europa, o governo alemão reduziu para 0,2% a projeção de crescimento econômico para 2009, contra uma estimativa anterior de 1,2%. A empresa finlandesa Nokia, maior fabricante do mundo de telefones celulares, revelou que o lucro do terceiro trimestre foi 30% menor que os ganhos apurados no mesmo trimestre do ano passado.
Para analistas, os investidores operam "no escuro", bastante sensíveis a quaisquer notícias negativas e aproveitando "pausas" na crise para reavaliar posições.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, retrocedeu 1,06% no fechamento e marcou os 36.441 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,51 bilhões. No pior momento do dia, o índice chegou a apontar baixa de 8,22%.
Com volume de R$ 1,2 bilhão em negócios, a ação preferencial da Petrobras cedeu 7,50% neste pregão. A ação preferencial da Vale, outro papel bastante influente da Bolsa, caiu 2,12%.
Alguns papéis que foram fortemente castigados nas últimas semanas tiveram um momento de "respiro" nesse pregão: a ação da Gol é um dos exemplos mais visíveis, valorizando 24,32% hoje.
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,163 na venda, em leve baixa de 0,13%. A taxa de risco-país marca 476 pontos, número 3,25% acima da pontuação anterior.
O Banco Central entrou por três vezes no mercado de câmbio, com leilões de venda no mercado à vista e no mercado futuro ("swap" cambial).
O economista José Francisco Gonçalves, do banco Fator, projeta uma taxa de R$ 2 para o final de ano. Em comentário sobre as expectativas para o câmbio, ele defende que o BC "deixará de elevar a Selic até o fim de 2008" e "que a pressão compradora sobre o dólar por parte dos 'vendidos' deve se manter por mais alguns meses".
As Bolsas européias despencaram no fechamento de hoje: em Londres, o índice FTSE cedeu 5,34%; em Paris, o CAC perdeu 5,91%, enquanto o índice Dax, do mercado de Frankfurt, caiu 4,91%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou com ganho de 4,68%.
As Bolsas de Nova York fecharam em alta hoje, após um pregão de muita volatilidade, e saltaram 4% no fim da sessão. Além de investidores que buscam ações baratas --ontem Wall Street teve seu pior dia desde a crise de 1987--, houve alta de empresas de consumo em meio ao recuo nos preços do petróleo.
EUA
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) divulgou uma das piores notícias do dia: a produção industrial caiu 2,8% em setembro. Trata-se da maior queda num único mês desde 1974. Analistas do setor financeiro projetavam um declínio de 1,5%. Segundo o Fed, a greve da Boeing e o impacto dos furacões Gustav e Ike influenciaram no desempenho do setor industrial.
Entre outras notícias, o banco norte-americano Citigroup anunciou revelou um prejuízo de US$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre. Em idêntico período no ano passado, esse gigante financeiro havia apurado lucro de US$ 2,21 bilhões. O prejuízo por ação (US$ 0,60) ficou, no entanto, um pouco melhor que a previsão da maioria dos analistas do setor financeiro (US$ 0,70).
Ainda nos EUA, o Departamento de Trabalho informou que a inflação medida pelo CPI (preços ao consumidor) apontou estabilidade em setembro, ante uma variação de 0,1% em agosto. Ontem, o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, voltou a sinalizar para uma relaxamento da política de juros, tendo em vista a crise financeira. Economistas de grandes bancos de investimentos estimam que a taxa básica americana, hoje em 2% ao ano, pode encerrar 2008 em 1,5%.
Na Europa, o governo alemão reduziu para 0,2% a projeção de crescimento econômico para 2009, contra uma estimativa anterior de 1,2%. A empresa finlandesa Nokia, maior fabricante do mundo de telefones celulares, revelou que o lucro do terceiro trimestre foi 30% menor que os ganhos apurados no mesmo trimestre do ano passado.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Rússia e Geórgia se reúnem pela 1ª vez desde confronto

Representantes dos governos da Rússia e da Geórgia iniciaram conversações face a face na manhã desta quarta-feira em Genebra, na Suíça, pela primeira vez desde o conflito de cinco dias em agosto por conta da Ossétia do Sul.
As negociações, que estão sendo mediadas pela ONU, União Européia e Organização pela Segurança e Cooperação Européia (OSCE), têm como objetivo encorajar o retorno à estabilidade e segurança na região.
Em agosto passado, a Rússia enviou tropas à Ossétia do Sul para expulsar forças da Geórgia que tentavam recuperar o controle sobre a região separatista.
Depois do conflito, Moscou reconheceu a independência da região e da Abecásia – outra região rebelde da Geórgia – provocando críticas de Tbilisi e de líderes ocidentais.
A Geórgia, que cortou laços diplomáticos com a Rússia, afirma que as duas regiões são parte integral de seu território, exigindo a retirada imediata de todas as tropas russa.
Por conta das dificuldades diplomáticas, a agenda do encontro é modesta e prevê apenas a discussão sobre formas de ajudar as pessoas deslocadas pelo conflito e de diminuir a tensão na região.
Retirada
Na semana passada, as tropas russas deixaram as zonas de segurança estabelecidas por Moscou em torno das regiões rebeldes, cumprindo o acordo de cessar-fogo negociado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.
Mas o governo russo já declarou que pretende manter cerca de 8.000 soldados na Abecásia e na Ossétia do Sul.
As diferenças fundamentais sobre o status dos territórios da Ossétia do Sul e da Abecásia, no entanto, podem dificultar as negociações.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já advertiu que apenas este encontro não deve trazer nenhuma solução rápida.
“A discussão internacional que começa nesta quarta-feira é apenas um começo. Ela não deve ser vista como o fim”, disse ele na cidade suíça, na terça-feira.
“Ela pode levar tempo, então, precisamos ter alguma paciência.”
Alexander Stubb, atual presidente da OSCE, disse: “Nós sabemos que este é um longo processo, estamos levando a coisa devagar, passo a passo.”
Cúpula da UE discute ação coordenada contra crise
A União Européia deve estender a todos seus 27 países membros o plano de ajuda financeira adotado no domingo passado, em Paris, pelos países que utilizam o euro como moeda oficial.
O tema domina a agenda de uma cúpula que os governantes do bloco realizam nesta quarta e quinta-feira em Bruxelas.
Seguindo a estratégia adotada pelos quinze países que formam o chamado Eurogrupo - que exclui, por exemplo, a Grã-Bretanha, a Suécia e a Dinamarca - agora a UE como um todo deve se comprometer a “atuar de forma coordenada e global para proteger o sistema financeiro e os depositantes”, de acordo com o projeto de conclusão, ao qual a BBC Brasil teve acesso.
O documento também reitera o compromisso de adotar “todas as medidas necessárias, em todas as circunstâncias, para preservar a estabilidade do sistema financeiro e garantir a proteção dos depósitos”.
Entretanto, não faz referência explícita a garantias para empréstimos interbancários ou injeções de dinheiro público para recapitalizar instituições em perigo, as bases do plano do Eurogrupo, que o presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, espera que sejam aceitas pelos outros doze países do bloco.
“Esse é um programa detalhado para a zona euro e para a UE em geral. É um programa para sentar as bases da recuperação e da sustentabilidade futura”, disse Barroso em entrevista coletiva na véspera da cúpula européia.
Ao mesmo tempo, o projeto de conclusão elaborado pela Presidência européia rotativa, em mãos do governo francês, insiste na necessidade de negociar com outros países uma reforma “real e completa” do sistema financeiro internacional, “fundada nos princípios da transparência, solidez bancária, responsabilidade, integridade e governança mundial”.
Por sua parte a CE, órgão Executivo da UE, apresentará uma proposta legislativa para harmonizar as regras nacionais de garantias para depósitos bancários, depois que o bloco decidiu, na semana passada, ampliar para 50 mil euros a garantia mínima que cada país deve oferecer.
Imigração, Rússia e meio ambiente
Apesar de o agravamento da crise financeira ter colocado em segundo plano os demais temas previstos para a reunião, os líderes europeus terão que encontrar tempo também para assinar o Pacto para a Imigração.
Esse é o último passo pendente para que entre em vigor o acordo político pelo qual os 27 países se comprometem a seguir determinados princípios comuns na elaboração de suas leis para essa área.
Segundo o documento de conclusão da cúpula, as iniciativas incluídas no pacto deverão ser colocadas em prática imediatamente. Entre elas está o compromisso de todos os países de não realizar regularizações massivas de imigrantes ilegais e criar mecanismos de incentivo ao retorno voluntário.
A agenda da reunião de dois dias ainda inclui um debate sobre a conveniência de retomar as negociações com Rússia para o estabelecimento de um novo acordo de associação, importante para o abastecimento energético da UE.
Os europeus decidiram suspender o diálogo em 1 de setembro, em represália às ações militares de Moscou em território da Geórgia, e condicionaram a volta à retirada das tropas russas às posições anteriores ao início do conflito.
Na sexta-feira passada, o Alto Representante da UE, Javier Solana, confirmou que Rússia teria concluído a retirada, mas os países bálticos, com apoio da Grã-Bretanha, discordam dessa avaliação.
Além disso, a Presidência francesa insiste em não deixar de fora um novo debate sobre o plano europeu para combater o aquecimento global, que inclui reduzir em 20% as emissões de gases que causam o efeito estufa até 2020.
Por causa da crise financeira, há temores de que alguns países queiram suavizar as metas com as quais já haviam concordado, mas o projeto de conclusão inclui uma linha que expressa a “determinação (da UE) de cumprir os ambiciosos compromissos que assumiu em matéria de política climática e energética”.
Barroso prometeu que as indústrias européias não terão que pagar sozinhas a fatura das adaptações necessárias para que o plano seja respeitado e pediu “ética” e “responsabilidade” aos governantes dos 27.
“Entendo que os países agora queiram se proteger dos efeitos da crise, mas não podemos nos esquecer da ameaça global de mudança no planeta. A crise financeira não reduziu os riscos da mudança climática”, afirmou também na véspera da cúpula.
O tema domina a agenda de uma cúpula que os governantes do bloco realizam nesta quarta e quinta-feira em Bruxelas.
Seguindo a estratégia adotada pelos quinze países que formam o chamado Eurogrupo - que exclui, por exemplo, a Grã-Bretanha, a Suécia e a Dinamarca - agora a UE como um todo deve se comprometer a “atuar de forma coordenada e global para proteger o sistema financeiro e os depositantes”, de acordo com o projeto de conclusão, ao qual a BBC Brasil teve acesso.
O documento também reitera o compromisso de adotar “todas as medidas necessárias, em todas as circunstâncias, para preservar a estabilidade do sistema financeiro e garantir a proteção dos depósitos”.
Entretanto, não faz referência explícita a garantias para empréstimos interbancários ou injeções de dinheiro público para recapitalizar instituições em perigo, as bases do plano do Eurogrupo, que o presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, espera que sejam aceitas pelos outros doze países do bloco.
“Esse é um programa detalhado para a zona euro e para a UE em geral. É um programa para sentar as bases da recuperação e da sustentabilidade futura”, disse Barroso em entrevista coletiva na véspera da cúpula européia.
Ao mesmo tempo, o projeto de conclusão elaborado pela Presidência européia rotativa, em mãos do governo francês, insiste na necessidade de negociar com outros países uma reforma “real e completa” do sistema financeiro internacional, “fundada nos princípios da transparência, solidez bancária, responsabilidade, integridade e governança mundial”.
Por sua parte a CE, órgão Executivo da UE, apresentará uma proposta legislativa para harmonizar as regras nacionais de garantias para depósitos bancários, depois que o bloco decidiu, na semana passada, ampliar para 50 mil euros a garantia mínima que cada país deve oferecer.
Imigração, Rússia e meio ambiente
Apesar de o agravamento da crise financeira ter colocado em segundo plano os demais temas previstos para a reunião, os líderes europeus terão que encontrar tempo também para assinar o Pacto para a Imigração.
Esse é o último passo pendente para que entre em vigor o acordo político pelo qual os 27 países se comprometem a seguir determinados princípios comuns na elaboração de suas leis para essa área.
Segundo o documento de conclusão da cúpula, as iniciativas incluídas no pacto deverão ser colocadas em prática imediatamente. Entre elas está o compromisso de todos os países de não realizar regularizações massivas de imigrantes ilegais e criar mecanismos de incentivo ao retorno voluntário.
A agenda da reunião de dois dias ainda inclui um debate sobre a conveniência de retomar as negociações com Rússia para o estabelecimento de um novo acordo de associação, importante para o abastecimento energético da UE.
Os europeus decidiram suspender o diálogo em 1 de setembro, em represália às ações militares de Moscou em território da Geórgia, e condicionaram a volta à retirada das tropas russas às posições anteriores ao início do conflito.
Na sexta-feira passada, o Alto Representante da UE, Javier Solana, confirmou que Rússia teria concluído a retirada, mas os países bálticos, com apoio da Grã-Bretanha, discordam dessa avaliação.
Além disso, a Presidência francesa insiste em não deixar de fora um novo debate sobre o plano europeu para combater o aquecimento global, que inclui reduzir em 20% as emissões de gases que causam o efeito estufa até 2020.
Por causa da crise financeira, há temores de que alguns países queiram suavizar as metas com as quais já haviam concordado, mas o projeto de conclusão inclui uma linha que expressa a “determinação (da UE) de cumprir os ambiciosos compromissos que assumiu em matéria de política climática e energética”.
Barroso prometeu que as indústrias européias não terão que pagar sozinhas a fatura das adaptações necessárias para que o plano seja respeitado e pediu “ética” e “responsabilidade” aos governantes dos 27.
“Entendo que os países agora queiram se proteger dos efeitos da crise, mas não podemos nos esquecer da ameaça global de mudança no planeta. A crise financeira não reduziu os riscos da mudança climática”, afirmou também na véspera da cúpula.
Análise: Status de superpotência dos EUA está ameaçado
A crise econômica global deve abalar o status dos Estados Unidos como única superpotência da atualidade.
Do ponto de vista prático, os Estados Unidos estão militarmente no limite, com operações no Iraque e no Afeganistão – e, agora, estão também financeiramente no limite.
Do ponto de vista filosófico, vai ficar mais difícil para os americanos defenderem o livre mercado em um momento em que o seu próprio mercado entrou em colapso.
Alguns já vêem o atual momento como crucial.
O filósofo político John Gray, que recentemente se aposentou da prestigiada faculdade de ciências sociais London School of Economics, em Londres, deu seu ponto de vista em um artigo no jornal britânico The Observer: "Temos aqui uma histórica mudança geopolítica, na qual o balanço de poder do mundo está sendo alterado de forma irreversível".
"A era da liderança global americana, que vem desde a Segunda Guerra Mundial, está acabada… a crença americana no livre mercado se autodestruiu, enquanto outros países que mantiveram um controle geral dos mercados tiveram sua vingança."
"Em uma mudança com implicações mais amplas do que a queda da União Soviética, um modelo inteiro de governo e de economia entrou em colapso."
"Quão simbólica é a imagem de astronautas chineses fazendo uma caminhada no espaço enquanto o secretário do Tesouro dos Estados Unidos fica de joelhos", diz.
Não é o fim do mundo
Nem todos concordam que o apocalipse americano chegou. Afinal de contas, o sistema passou por testes no passado.
Em 1987, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu mais de 20% em um único dia. Em 2000, a bolha do "ponto com" estourou. Ainda assim, em ambos os casos, os Estados Unidos se recuperaram, como fizeram depois da Guerra do Vietnã.
Os comentários do professor Gray certamente não impressionaram uma dos mais ferrenhos neoconservadores a servirem no governo Bush, o ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton.
Quando apresentei a ele as declarações de Gray, ele perguntou se o professor por acaso estava vendendo os ativos que possui nos Estados Unidos.
"Se estiver, onde ele está aplicando o dinheiro? E se ele não tem ativos nos Estados Unidos, por que devemos prestar atenção nele?"
Não obstante, parece de fato que o conceito de uma superpotência sem concorrentes, que se tornou verdadeiro após o colapso do comunismo (e o suposto fim da história) não é mais válido.
Mundo multipolar
Até mesmo os mais destacados pensadores neoconservadores reconhecem que um mundo mais multipolar está surgindo, mas um em que a posição americana será de liderança.
Em 1987, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu mais de 20% em um único dia. Em 2000, a bolha do "ponto com" estourou. Ainda assim, em ambos os casos, os Estados Unidos se recuperaram, como fizeram depois da Guerra do Vietnã.
Os comentários do professor Gray certamente não impressionaram uma dos mais ferrenhos neoconservadores a servirem no governo Bush, o ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton.
Quando apresentei a ele as declarações de Gray, ele perguntou se o professor por acaso estava vendendo os ativos que possui nos Estados Unidos.
"Se estiver, onde ele está aplicando o dinheiro? E se ele não tem ativos nos Estados Unidos, por que devemos prestar atenção nele?"
Não obstante, parece de fato que o conceito de uma superpotência sem concorrentes, que se tornou verdadeiro após o colapso do comunismo (e o suposto fim da história) não é mais válido.
Mundo multipolar
Até mesmo os mais destacados pensadores neoconservadores reconhecem que um mundo mais multipolar está surgindo, mas um em que a posição americana será de liderança.
"Seus cortes nos impostos não vieram acompanhados pela redução nos gastos. O efeito combinado de fatos como as derrotas no Iraque, as dificuldades no Afeganistão, o rechaço da Rússia à interferência americana quando os russos se envolveram na Geórgia e em outros lugares, tudo isso conduz à sensação de que trata-se do fim de uma era."
Força empreendedora
Niblett, entretanto, acredita que é preciso esperar um pouco antes de anunciar um veredicto, já que estruturalmente os Estados Unidos ainda têm força.
"Os Estados Unidos ainda são imensamente atraentes para imigrantes qualificados, e ainda são capazes de produzir uma Microsoft ou uma Google”, continuou.
"Mesmo suas dívidas atuais podem ser revertidas. Eles têm uma enorme resiliência econômica, o que se vê na produção local e no surgimento de novos empreendimentos."
"E há quem possa perguntar – os Estados Unidos estão em decadência em relação a quem? A China está em uma corrida desesperada de crescimento para alimentar sua população e, com isso, evitar transtornos civis em 15 ou 20 anos. A Rússia não é exatamente inofensiva, mas está ampliando seus limites com uma nova estratégia assentada em uma base frágil. A Índia tem imensas contradições internas. A Europa tem, em geral, se mostrado incapaz de sair da estagnação com o dinamismo dos Estados Unidos.”
"Mas os Estados Unidos precisam reencontrar seu caminho nas finanças e o quão bem conseguirem fazer isso vai determinar como será sua capacidade militar. Se tiverem menos dinheiro, terão menos tropas."
Com a eleição presidencial americana se aproximando, valerá a pena voltar ao assunto dentro de um ano para verificar como o mundo vai estar - e qual será o lugar dos Estados Unidos nele.
Do ponto de vista prático, os Estados Unidos estão militarmente no limite, com operações no Iraque e no Afeganistão – e, agora, estão também financeiramente no limite.
Do ponto de vista filosófico, vai ficar mais difícil para os americanos defenderem o livre mercado em um momento em que o seu próprio mercado entrou em colapso.
Alguns já vêem o atual momento como crucial.
O filósofo político John Gray, que recentemente se aposentou da prestigiada faculdade de ciências sociais London School of Economics, em Londres, deu seu ponto de vista em um artigo no jornal britânico The Observer: "Temos aqui uma histórica mudança geopolítica, na qual o balanço de poder do mundo está sendo alterado de forma irreversível".
"A era da liderança global americana, que vem desde a Segunda Guerra Mundial, está acabada… a crença americana no livre mercado se autodestruiu, enquanto outros países que mantiveram um controle geral dos mercados tiveram sua vingança."
"Em uma mudança com implicações mais amplas do que a queda da União Soviética, um modelo inteiro de governo e de economia entrou em colapso."
"Quão simbólica é a imagem de astronautas chineses fazendo uma caminhada no espaço enquanto o secretário do Tesouro dos Estados Unidos fica de joelhos", diz.
Não é o fim do mundo
Nem todos concordam que o apocalipse americano chegou. Afinal de contas, o sistema passou por testes no passado.
Em 1987, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu mais de 20% em um único dia. Em 2000, a bolha do "ponto com" estourou. Ainda assim, em ambos os casos, os Estados Unidos se recuperaram, como fizeram depois da Guerra do Vietnã.
Os comentários do professor Gray certamente não impressionaram uma dos mais ferrenhos neoconservadores a servirem no governo Bush, o ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton.
Quando apresentei a ele as declarações de Gray, ele perguntou se o professor por acaso estava vendendo os ativos que possui nos Estados Unidos.
"Se estiver, onde ele está aplicando o dinheiro? E se ele não tem ativos nos Estados Unidos, por que devemos prestar atenção nele?"
Não obstante, parece de fato que o conceito de uma superpotência sem concorrentes, que se tornou verdadeiro após o colapso do comunismo (e o suposto fim da história) não é mais válido.
Mundo multipolar
Até mesmo os mais destacados pensadores neoconservadores reconhecem que um mundo mais multipolar está surgindo, mas um em que a posição americana será de liderança.
Em 1987, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu mais de 20% em um único dia. Em 2000, a bolha do "ponto com" estourou. Ainda assim, em ambos os casos, os Estados Unidos se recuperaram, como fizeram depois da Guerra do Vietnã.
Os comentários do professor Gray certamente não impressionaram uma dos mais ferrenhos neoconservadores a servirem no governo Bush, o ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton.
Quando apresentei a ele as declarações de Gray, ele perguntou se o professor por acaso estava vendendo os ativos que possui nos Estados Unidos.
"Se estiver, onde ele está aplicando o dinheiro? E se ele não tem ativos nos Estados Unidos, por que devemos prestar atenção nele?"
Não obstante, parece de fato que o conceito de uma superpotência sem concorrentes, que se tornou verdadeiro após o colapso do comunismo (e o suposto fim da história) não é mais válido.
Mundo multipolar
Até mesmo os mais destacados pensadores neoconservadores reconhecem que um mundo mais multipolar está surgindo, mas um em que a posição americana será de liderança.
"Seus cortes nos impostos não vieram acompanhados pela redução nos gastos. O efeito combinado de fatos como as derrotas no Iraque, as dificuldades no Afeganistão, o rechaço da Rússia à interferência americana quando os russos se envolveram na Geórgia e em outros lugares, tudo isso conduz à sensação de que trata-se do fim de uma era."
Força empreendedora
Niblett, entretanto, acredita que é preciso esperar um pouco antes de anunciar um veredicto, já que estruturalmente os Estados Unidos ainda têm força.
"Os Estados Unidos ainda são imensamente atraentes para imigrantes qualificados, e ainda são capazes de produzir uma Microsoft ou uma Google”, continuou.
"Mesmo suas dívidas atuais podem ser revertidas. Eles têm uma enorme resiliência econômica, o que se vê na produção local e no surgimento de novos empreendimentos."
"E há quem possa perguntar – os Estados Unidos estão em decadência em relação a quem? A China está em uma corrida desesperada de crescimento para alimentar sua população e, com isso, evitar transtornos civis em 15 ou 20 anos. A Rússia não é exatamente inofensiva, mas está ampliando seus limites com uma nova estratégia assentada em uma base frágil. A Índia tem imensas contradições internas. A Europa tem, em geral, se mostrado incapaz de sair da estagnação com o dinamismo dos Estados Unidos.”
"Mas os Estados Unidos precisam reencontrar seu caminho nas finanças e o quão bem conseguirem fazer isso vai determinar como será sua capacidade militar. Se tiverem menos dinheiro, terão menos tropas."
Com a eleição presidencial americana se aproximando, valerá a pena voltar ao assunto dentro de um ano para verificar como o mundo vai estar - e qual será o lugar dos Estados Unidos nele.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Ministros da UE fecham acordo em pacto sobre imigração
O Conselho de Ministros da União Européia (UE) fechou hoje um acordo no pacto sobre a imigração e asilo, que busca limitar a chegada de imigrantes ao estritamente necessário para o mercado de trabalho.
O pacto, que será aprovado formalmente pela cúpula de líderes da UE em 15 e 16 de outubro, opta por uma imigração seletiva, controlada de acordo com as necessidades trabalhistas e a capacidade de integração do país de amparada, e com firmeza total contra os imigrantes ilegais e sem regularizações maciças.
O texto, apoiado de forma unânime pelos 27 países da UE, busca dar um novo impulso para uma política comum de imigração e asilo que leve em conta o interesse coletivo da UE, ao considerar "imprescindível" que cada Estado-membro leve em conta o resto do bloco ao aprovar suas políticas no assunto.
O pacto, um dos principais objetivos da Presidência francesa da UE deste semestre, tem cinco pontos básicos: organizar a imigração legal de acordo com as necessidades e a capacidade de ampará-la, combater a imigração ilegal e expulsar os irregulares, fortalecer os controles fronteiriços, aumentar a cooperação com os países de origem e melhorar o sistema de asilo.
"A União Européia não dispõe de meios para receber dignamente todos os emigrantes que esperam encontrar uma vida melhor", indica o pacto.
Por isso, indica que a gestão da imigração na UE deve levar em conta a situação do mercado de trabalho, assim como os recursos disponíveis em matéria de alojamento, saúde e educação.
Cada país do bloco determinará as condições de admissão a seu território e fixará o número de imigrantes que pode receber, em função das necessidades do mercado de trabalho.
O pacto afirma que os países da UE promoverão a integração dos imigrantes, buscando o equilíbrio entre seus direitos (acesso à educação, ao trabalho e aos serviços públicos e sociais) e deveres (respeito às leis do país de amparada), com medidas específicas para facilitar a aprendizagem da língua e o acesso ao emprego.
Além disso, defenderá o respeito da identidade dos países do bloco e da própria UE, assim como de seus valores fundamentais (como direitos humanos, liberdade de opinião, tolerância, igualdade entre homens e mulheres e escolarização obrigatória das crianças).
Também impulsionará a admissão de trabalhadores qualificados e favorecerá a imigração temporária, para evitar a fuga de cérebros.
No entanto, os mecanismos de reagrupamento familiar levarão em conta os recursos e condições de residência, assim como o conhecimento do idioma do país de amparada.
Os imigrantes em situação irregular terão que deixar o território da União Européia e as regularizações serão feitas caso a caso.
Para conseguir as repatriações, haverá a tentativa de estabelecer acordos de readmissão com os países de origem, com os quais também será reforçada a cooperação para combater o tráfico de pessoas.
Além disso, no início de 2012, no máximo, serão implantados os vistos com informação biométrica, e até esta data também terá que estar funcionando um registro eletrônico de saídas e entradas na UE.
O pacto estabelece também que sejam reforçados o papel e os recursos da Frontex, a agência européia de controle de fronteiras.
Fonte: EFE
O pacto, que será aprovado formalmente pela cúpula de líderes da UE em 15 e 16 de outubro, opta por uma imigração seletiva, controlada de acordo com as necessidades trabalhistas e a capacidade de integração do país de amparada, e com firmeza total contra os imigrantes ilegais e sem regularizações maciças.
O texto, apoiado de forma unânime pelos 27 países da UE, busca dar um novo impulso para uma política comum de imigração e asilo que leve em conta o interesse coletivo da UE, ao considerar "imprescindível" que cada Estado-membro leve em conta o resto do bloco ao aprovar suas políticas no assunto.
O pacto, um dos principais objetivos da Presidência francesa da UE deste semestre, tem cinco pontos básicos: organizar a imigração legal de acordo com as necessidades e a capacidade de ampará-la, combater a imigração ilegal e expulsar os irregulares, fortalecer os controles fronteiriços, aumentar a cooperação com os países de origem e melhorar o sistema de asilo.
"A União Européia não dispõe de meios para receber dignamente todos os emigrantes que esperam encontrar uma vida melhor", indica o pacto.
Por isso, indica que a gestão da imigração na UE deve levar em conta a situação do mercado de trabalho, assim como os recursos disponíveis em matéria de alojamento, saúde e educação.
Cada país do bloco determinará as condições de admissão a seu território e fixará o número de imigrantes que pode receber, em função das necessidades do mercado de trabalho.
O pacto afirma que os países da UE promoverão a integração dos imigrantes, buscando o equilíbrio entre seus direitos (acesso à educação, ao trabalho e aos serviços públicos e sociais) e deveres (respeito às leis do país de amparada), com medidas específicas para facilitar a aprendizagem da língua e o acesso ao emprego.
Além disso, defenderá o respeito da identidade dos países do bloco e da própria UE, assim como de seus valores fundamentais (como direitos humanos, liberdade de opinião, tolerância, igualdade entre homens e mulheres e escolarização obrigatória das crianças).
Também impulsionará a admissão de trabalhadores qualificados e favorecerá a imigração temporária, para evitar a fuga de cérebros.
No entanto, os mecanismos de reagrupamento familiar levarão em conta os recursos e condições de residência, assim como o conhecimento do idioma do país de amparada.
Os imigrantes em situação irregular terão que deixar o território da União Européia e as regularizações serão feitas caso a caso.
Para conseguir as repatriações, haverá a tentativa de estabelecer acordos de readmissão com os países de origem, com os quais também será reforçada a cooperação para combater o tráfico de pessoas.
Além disso, no início de 2012, no máximo, serão implantados os vistos com informação biométrica, e até esta data também terá que estar funcionando um registro eletrônico de saídas e entradas na UE.
O pacto estabelece também que sejam reforçados o papel e os recursos da Frontex, a agência européia de controle de fronteiras.
Fonte: EFE
Bush admite que EUA estão imersos em uma "grave crise financeira"

O presidente americano, George W. Bush, assumiu que os Estados Unidos estão "imersos em uma grave crise financeira". Em discurso televisionado da Casa Branca, o presidente pediu a aprovação urgente do pacote de US$ 700 bilhões para solucionar a crise financeira no país.
Bush afirmou que foi obrigado a intervir para evitar o pânico financeiro e a recessão. Ele disse que, se a ajuda não for aprovada, poupanças serão perdidas, os despejos aumentarão, empregos serão perdidos, empresas vão fechar e o país irá mergulhar em "uma longa e dolorosa recessão."
"Eu tenho profunda crença nas trocas comerciais livres, por isso me oponho à qualquer intervenção do governo", disse. Mas essas "não são circunstâncias normais. Os mercados não estão funcionando corretamente. Há uma disseminação da perda da confiança."
"Sem ação imediata do Congresso, os EUA podem afundar em um pânico profundo", declarou o presidente na noite desta quarta-feira. "Esse esforço de resgate não se destina a preservar alguma empresa ou setor em particular. Ele pretende preservar a economia como um todo", afirmou o presidente.
Tentando explicar onde começou toda a crise, o presidente afirmou que o colapso das gigantes financeiras teve origem a partir problema no crédito "subprime" (empréstimos imobiliários de segunda linha) no setor hipotecário, que teve enorme desenvolvimento na última década.
Pacote
Pouco antes do pronunciamento de Bush, a Casa Branca informou que convidou os candidatos à Presidência dos EUA, Barack Obama e John McCain --que são senadores--, além de líderes do Congresso, para um encontro nesta quinta-feira (25), a fim de tentar chegar a um acordo sobre o pacote.
McCain e Obama divulgaram um comunicado conjunto, no qual pediram que democratas e republicanos no Congresso trabalhem em conjunto. "Esse é o tempo de superarmos a política pelo bem do país (...) Não podemos nos arriscar a uma catástrofe econômica", diz o documento.
Mais cedo, nesta quarta-feira, Bush afirmou saber que o plano --que ainda circula no Congresso à espera da aprovação-- provocaria debates acalorados no Congresso americano.
"Nosso processo legislativo está cheio de toma lá da cá", disse Bush em uma reunião para promoção de acordos de livre comércio. "Mas quando tudo tiver sido dito e feito, teremos um plano robusto", acrescentou.
Ontem, Bush disse, em discurso na 63ª Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que o governo dos EUA tem tomado "atitudes ousadas para evitar efeitos devastadores" na economia do país.
"Na semana passada eu anunciei um plano decisivo para manter as raízes da estabilidade (...) Posso garantir que meu governo está trabalhando para aprovar esta estratégia. Precisamos agir com a urgência que a crise precisa", disse. "Precisamos trabalhar em termos de metas e nos mantermos firmes em relação às nossas propostas."
O plano de resgate prevê a liberação de até US$ 700 bilhões de dinheiro público para recomprar os ativos podres acumulados pelos bancos com a crise de créditos "subprime" (empréstimos imobiliários de segunda linha).
Crise
Nesta quarta-feira o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou um panorama bastante desanimador sobre os prejuízos causados pela crise na economia americana.
O diretor-geral do fundo, Dominique Strauss-Kahn, disse que o custo da crise financeira global pode chegar a US$ 1,3 trilhão, contra uma estimativa anterior de US$ 1 trilhão a US$ 1,1 trilhão, segundo a porta-voz do Fundo, Conny Lotze.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, compareceram ao Congresso nos dois últimos dias para enfatizar a necessidade de ter a aprovação rápida do plano.
Bernanke disse nesta quarta que um agravamento da crise financeira pode ser um forte obstáculo ao crescimento dos negócios nos EUA, o que pode acabar pesando sobre a economia.
Nem consumidores nem empresas conseguiram financiamentos, o que provocaria uma paralisia na economia americana, disse. "A intensificação da pressão financeira nas últimas semanas, que tornarão as instituições de crédito mais cautelosas em liberar financiamentos a domicílios e empresas, pode se provar um peso significativo para o crescimento", afirmou.
"O risco de baixa para o cenário do crescimento continua, assim, a ser uma preocupação expressiva", acrescentou.
Bernanke disse ainda que a economia americana no segundo semestre deve se manter em ritmo fraco; o consumo deve desacelerar com um aumento do desemprego, um encolhimento dos salários e o fim do programa de estímulo aprovado pelo governo em fevereiro deste ano. A desaceleração das economias dos outros países também não está ajudando, disse.
Recessão
Na terça-feira (23), ao lado de Paulson, Bernanke disse ao comitê bancário que a economia americana corre o risco de entrar em recessão, com o aumento do desemprego e do número de despejos, se o Congresso não aprovar o pacote.
"Os mercados financeiros estão em condição frágil e acredito que, na ausência de um plano, eles fiquem em situação pior", disse Bernanke. "Acredito que se os mercados de crédito não estiverem funcionando, empregos serão perdidos, nossa taxa de crédito vai aumentar, mais despejos vão ocorrer, o PIB [Produto Interno Bruto] vai contrair e a economia não vai conseguir se recuperar de um modo normal."
Uma economia com dois trimestres consecutivos de PIB negativo está em recessão, segundo analistas. A economia dos EUA cresceu 3,3% no segundo trimestre, depois de uma revisão do dado inicial, que mostrava uma expansão de 1,9%. para os próximos trimestres, no entanto, as expectativas são de uma atividade econômica ainda mais lenta.
Origem
O atual momento da crise financeira americana começou na semana passada, quando o banco de investimentos Lehman Brothers pediu concordata, depois de semanas tentando encontrar um modo de captar recursos para honrar seus compromissos.
Outras instituições privadas se recusaram a conceder crédito ao Lehman, e o governo também não cedeu. Com isso, o banco quebrou.
Além disso, o banco de investimentos Merrill Lynch foi vendido ao Bank of America e a seguradora AIG, perto de um fim como o Lehman, conseguiu do Fed um empréstimo de US$ 85 bilhões.
No início do mês já havia sinais de agravamento da situação: as duas gigantes hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac, também sem caixa, levaram o Tesouro a preparar uma ajuda de US$ 200 bilhões, para manterem as portas abertas. As duas, no entanto, passaram a ser controladas pelo governo, através da FHFA (Federal Housing Finance Agency), a agência financeira federal para o setor imobiliário residencial.
Fonte: Folha Online
Terceira missão tripulada chinesa é lançada ao espaço

A nave espacial chinesa Shenzhou-7, com três astronautas a bordo, foi lançada hoje da base de Jiuquan, em uma zona desértica do noroeste da China, iniciando assim a terceira missão tripulada do país asiático.
A bordo da nave, viajam os pilotos da Força Aérea chinesa Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng, os três de 42 anos.
O lançamento é interpretado em Pequim como uma "nota final" ao êxito da China na recente realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, e indicará o marco de ser a primeira viagem chinesa ao espaço na qual os astronautas realizarão uma caminhada fora da nave.
A China lançou seu primeiro astronauta ao espaço em outubro de 2003, o piloto militar Yang Liwei, e realizou sua segunda missão tripulada dois anos depois, em uma viagem protagonizada por Fei Junlong e Nie Haisheng.
domingo, 21 de setembro de 2008
ATENÇÃO
Alunos do 3ºAno:
Não esqueçam de vereificar a lista com os principais vestibulares de São Paulo.
Caso queiram outras universidades deixem um comentário, que pesquisarei para vocês.
Abraços
Profº Roberto Augusto
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VESTIBULARES
Cásper Líbero 2009
Inscrições na Internet: 08/09/2008 a 28/11/2008
Taxa de inscrição: R$ 115
Site: www.facasper.com.br
Unesp 2009
Inscrições na Internet: 22/09/2008 a 10/10/2008
http://www.vunesp.com.br/
Unicamp 2009
Inscrições na Internet: 01/09/2008 a 07/10/2008
http://www.comvest.unicamp.br/vest2009/inscricao.html
PUC-SP 2009 – DIREITO SÃO BERNARDO (UNIFICADO)
Inscrições na Internet: 13/10/2008 a 14/11/2008
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Inscrições na Internet: 23/09/2008 a 17/11/2008
http://www.mackenzie.br
Universidade Metodista de São Paulo – METODISTA
A inscrição para o Processo Seletivo será realizada nas seguintes modalidades:
• presencial, de 30 de setembro a 25 de novembro de 2008;
• via internet, de 30 de setembro a 20 de novembro de 2008.
http://www.metodista.br/vestibular/presencial/inscricoes
FEI
Inscrições: 22/09 a 04/11
http://www.fei.edu.br/processoseletivo.htm
Fatec
Inscrições na Internet: 06/10/2008 a 20/10/2008
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São Camilo
Inscrições presenciais: 05/09/2008 a 25/10/2008
Inscrições na Internet: 05/09/2008 a 23/10/2008
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Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR
Inscrições na Internet: 22/09/2008 a 17/10/2008
Instituto Mauá de Tecnologia- MAUÁ
Inscrições: 08/09/2008 a 04/11/2008
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Universidade Federal do ABC – UFABC
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Taxa de fecundidade fica abaixo do nível de reposição, aponta IBGE
Com uma taxa de fecundidade de 1,95 filho por mulher e um aumento da população com mais de 60 anos, a população do Brasil continua envelhecendo a cada ano, de acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE.
Apesar de a taxa de fecundidade estar abaixo do nível de reposição populacional (2 filhos por mulher), ainda é muito cedo para afirmar que a população brasileira não está sendo reposta. "O número indica uma tendência de queda, mas está muito na fronteira para se afirmar que não há mais reposição da população", diz Adriana Perenguy, técnica da Coordenadoria de Renda e Emprego do IBGE.
O índice, que vem caindo a cada nova pesquisa, é o menor já alcançado pelo país, e confirma a diminuição da população jovem brasileira. Essa queda vem sendo observada desde os anos 60, com a introdução de novos métodos contraceptivos. Na época, a fecundidade era de 6,3 nascimentos por mulher. Já em 1970, o índice caiu para 5,8 filhos por mulher e, dez anos depois, para 4,4. No ano passado, a taxa era de 2 filhos por mulher.
A região brasileira com a maior taxa de fecundidade é a Norte, com 2,6 filhos por mulher, seguida pela Nordeste, com 2,29, e a Centro-Oeste, com 2,01. A menor taxa é a da região Sudeste, com 1,62 filho por mulher. Na região Sul, foi registrado 1,78 filho por mulher.
Menos jovens
A população brasileira vem envelhecendo a cada ano, com o aumento contínuo dos residentes com mais de 40 anos. Em comparação aos dados de 1992 a 2007, as faixas etárias de 0 a 9 anos e de 10 a 17 anos sofreram reduções de 6,2 e 3,3 pontos percentuais, respectivamente. Já as faixas de 40 a 59 e 60 ou mais tiveram aumentos de 6,1 e 2,7 pontos percentuais, respectivamente.
Com relação a 2006, a pesquisa revelou uma redução de 0,7% da população de 0 a 14 anos, que atualmente representa 25,4% da população do país. A faixa de 40 anos ou mais aumentou 4,2% e equivale agora a 33,2% da população, sendo que a de mais de 60 anos representa 10,5% - um leve aumento em relação a 2006, quando era 10,2%.
A região Norte continua sendo a única do Brasil onde a população de 0 a 4 anos é maior que a de 60 anos ou mais, com 1,6 milhão e 1 milhão de residentes, respectivamente. Além disso, ela foi a única a ter um crescimento dos jovens até 14 anos, com 1,3% de aumento, e é a que tem a menor porcentagem de população com mais de 40 anos, com um índice total de 23,7%.
Mulheres vivem mais
A pesquisa também apontou que as mulheres continuam sendo a maioria da população brasileira, com 51,2% dos residentes, ou seja, 97,2 milhões de pessoas. O dado não traz mudanças significativas em relação a 2006, quando a população residente era de 51,3% de mulheres e 48,7% de homens.
Ainda segundo o IBGE, nascem mais homens no país, mas são as mulheres que vivem mais. A pesquisa revela que o percentual de mulheres com 40 anos ou mais de idade é de 34,7% e o de homens, 31,5%. Na faixa etária mais jovem, de 0 a 4 anos, elas respondem por 7% da população residente, enquanto eles, por 7,7%.
Acesse o site e tenha maiores informações sobre os dados PNAD: http://noticias.uol.com.br/especiais/pnad/
Fonte: UOL
Apesar de a taxa de fecundidade estar abaixo do nível de reposição populacional (2 filhos por mulher), ainda é muito cedo para afirmar que a população brasileira não está sendo reposta. "O número indica uma tendência de queda, mas está muito na fronteira para se afirmar que não há mais reposição da população", diz Adriana Perenguy, técnica da Coordenadoria de Renda e Emprego do IBGE.
O índice, que vem caindo a cada nova pesquisa, é o menor já alcançado pelo país, e confirma a diminuição da população jovem brasileira. Essa queda vem sendo observada desde os anos 60, com a introdução de novos métodos contraceptivos. Na época, a fecundidade era de 6,3 nascimentos por mulher. Já em 1970, o índice caiu para 5,8 filhos por mulher e, dez anos depois, para 4,4. No ano passado, a taxa era de 2 filhos por mulher.
A região brasileira com a maior taxa de fecundidade é a Norte, com 2,6 filhos por mulher, seguida pela Nordeste, com 2,29, e a Centro-Oeste, com 2,01. A menor taxa é a da região Sudeste, com 1,62 filho por mulher. Na região Sul, foi registrado 1,78 filho por mulher.
Menos jovens
A população brasileira vem envelhecendo a cada ano, com o aumento contínuo dos residentes com mais de 40 anos. Em comparação aos dados de 1992 a 2007, as faixas etárias de 0 a 9 anos e de 10 a 17 anos sofreram reduções de 6,2 e 3,3 pontos percentuais, respectivamente. Já as faixas de 40 a 59 e 60 ou mais tiveram aumentos de 6,1 e 2,7 pontos percentuais, respectivamente.
Com relação a 2006, a pesquisa revelou uma redução de 0,7% da população de 0 a 14 anos, que atualmente representa 25,4% da população do país. A faixa de 40 anos ou mais aumentou 4,2% e equivale agora a 33,2% da população, sendo que a de mais de 60 anos representa 10,5% - um leve aumento em relação a 2006, quando era 10,2%.
A região Norte continua sendo a única do Brasil onde a população de 0 a 4 anos é maior que a de 60 anos ou mais, com 1,6 milhão e 1 milhão de residentes, respectivamente. Além disso, ela foi a única a ter um crescimento dos jovens até 14 anos, com 1,3% de aumento, e é a que tem a menor porcentagem de população com mais de 40 anos, com um índice total de 23,7%.
Mulheres vivem mais
A pesquisa também apontou que as mulheres continuam sendo a maioria da população brasileira, com 51,2% dos residentes, ou seja, 97,2 milhões de pessoas. O dado não traz mudanças significativas em relação a 2006, quando a população residente era de 51,3% de mulheres e 48,7% de homens.
Ainda segundo o IBGE, nascem mais homens no país, mas são as mulheres que vivem mais. A pesquisa revela que o percentual de mulheres com 40 anos ou mais de idade é de 34,7% e o de homens, 31,5%. Na faixa etária mais jovem, de 0 a 4 anos, elas respondem por 7% da população residente, enquanto eles, por 7,7%.
Acesse o site e tenha maiores informações sobre os dados PNAD: http://noticias.uol.com.br/especiais/pnad/
Fonte: UOL
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Furacão Ike perde força e vira tempestade tropical

O furacão Ike, que na noite desta sexta-feira (12/09) atingiu o litoral do Estado americano do Texas causando inundações e inúmeros prejuízos, perdeu força neste sábado e voltou a ser classificado como tempestade tropical, anunciou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), sediado em Miami, no Estado americano da Flórida.
Quando o centro de Ike alcançou a costa texana, na noite de sexta para sábado, ele estava classificado como um furacão de categoria 2 na escala de Saffir Simpson --que vai de 1 a 5--, com ventos de 175 km/h e rajadas que superavam os 200 km/h.
No entanto, o furacão foi enfraquecendo à medida que entrava pelo continente e a intensidade do Ike pode diminuir ainda mais até a noite deste sábado, segundo o NHC.
O Ike prejudicou mais de um quinto da produção de petróleo dos Estados Unidos e deixou cerca de 4 milhões de pessoas sem energia elétrica na região de Houston.
Um furacão de categoria 2 causa danos de médio porte, arrancando telhados das casas, portas e janelas. Árvores podem ser arrancadas e embarcações pequenas --que estiverem ancoradas em áreas na rota do furacão-- também sofrem danos.
Na cidade litorânea de Gavelston, também no Texas, o furacão jogou uma parede de água sobre Galveston e submergiu uma barreira de cinco metros construída para proteger a cidade do mar.
O Ike, um furacão do tamanho do próprio Estado do Texas, é a maior tempestade a atingir uma cidade norte-americana desde que o Katrina devastou Nova Orleans, em 2005. Os ventos ainda castigam a região, que continua a registrar ondas gigantescas de até cinco metros de altura.
A prefeita de Galveston, Lyda Ann Thomas, ordenou um toque de recolher durante a madrugada até segunda-feira. Porém, apesar das advertências, apenas 38 mil dos cerca de 60 mil habitantes de Galveston abandonaram a região, segundo a prefeitura.
As autoridades criaram um abrigo de emergência em uma escola, capaz de abrigar 2.200 pessoas. Elas anunciaram ainda temer encontrar muitas vítimas após a passagem do Ike, quando os bombeiros tiverem condições de constatar os danos na região.
Bush
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou neste sábado (13/09) uma simplificação dos procedimentos de importação de petróleo para responder às dificuldades de fornecimento provocadas pela passagem do furacão sobre as refinarias da região de Houston.
"Nossa administração agiu rapidamente", afirma um comunicado lido por Bush na televisão, no qual explica que suspendeu algumas restrições para "facilitar as importações" de gasolina para que o combustível possa "chegar ao mercado".
"O Departamento de Energia, a Federal Trade Comission [organismo que controla as condições da concorrência] e as autoridades do Estado vigiarão os preços da gasolina, para que os consumidores sejam tratados de modo justo", disse.
Ainda segundo Bush, os serviços de emergência começarão a trabalhar assim que o perigo passar e as condições meteorológicas permitirem. "É uma tempestade enorme e ainda não terminou de passar pela região", disse o presidente.
O presidente americano prometeu toda a ajuda necessária dos níveis federal, estadual e local, mas expressou sua preocupação pelo impacto que a passagem do Ike pode ter no setor energético dos EUA.
Fonte: Folha On Line
Entenda a quebra do banco Lehman Brothers

O Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, pediu concordata após incorrer em perdas bilionárias em decorrência da crise financeira global.
Temores de que a carteira de ativos do banco, em grande parte ancorada em valores hipotecários, valia muito menos do que o originalmente estimado minaram a confiança na instituição de 158 anos.
Do ano passado para cá, Lehman Brothers viu suas ações despencarem mais de 95%.
A seguir, entenda as causa da quebra do banco e as conseqüências para o mercado financeiro e os seus clientes.
Por que o Lehman Brothers pediu concordata?
O Lehman Brothers é considerado um dos maiores operadores de empréstimos a juros fixos de Wall Street e havia investido fortemente em títulos ligados ao mercado do chamado subprime, o crédito imobiliário para pessoas consideradas com alto risco de inadimplência.
Com esses investimentos agora considerados arriscados demais, analistas dizem que era inevitável que aumentasse a desconfiança em relação ao Lehman Brothers – particularmente depois do colapso do banco Bear Stearns, no início do ano.
No período de junho a agosto do ano passado, o banco anunciou uma baixa contábil de US$ 700 milhões, ao revisar para baixo o valor de seus investimentos em hipotecas para imóveis residenciais e comerciais.
Neste ano, esse valor subiu para US$ 7,8 bilhões, levando o banco a anunciar, na semana passada, o maior prejuízo líquido de sua história.
O banco também admitiu que ainda possuía US$ 54 bilhões em investimentos atrelados ao mercado imobiliário com risco potencial de difícil avaliação.
Com a desconfiança a respeito da segurança desses investimentos, houve uma queda no valor das ações da empresa na semana passada, em meio ao fracasso de negociações para levantar bilhões de dólares para dar garantia de solidez a investidores.
Como isto me afeta?
Ninguém tem cheque ou conta corrente do Lehman Brothers. Trata-se de um banco especializado em grandes e complexas operações e investimentos.
Apesar disso, o colapso da instituição provavelmente será sentido por milhões de pessoas em todo o mundo – pelo menos indiretamente. Muitos bancos e fundos de pensão têm negócios com o Lehman Brothers ou com firmas como fundos de hedge que operam exclusivamente com o banco.
Desatar as complexas relações do Lehman Brothers pode levar semanas ou até meses. Neste tempo, o mercado financeiro permanecerá confuso. Muitos bancos não saberão exatamente em que medida estão expostos ao Lehman, e será difícil liberar recursos nestes casos.
Ao mesmo tempo, isto deve intensificar a crise de crédito, com conseqüências potencialmente negativas para as companhias e os consumidores.
O colapso dramático do Lehman Brothers também já abalou as bolsas, com os preços de ações despencando em todo o mundo.
Há outras companhias enfrentando problemas parecidos aos do Lehman Brothers?
Sim – por exemplo, o banco Merrill Lynch, outro grande banco de investimento americano.
O Bank of America anunciou uma fusão com a instituição, em um negócio envolvendo cerca de US$ 50 bilhões.
Com a crise, havia muitos temores a respeito da carteira de investimento do Merrill Lynch e quanto dela era atrelada ao subprime.
A maior dor de cabeça, porém, é em relação à seguradora AIG, uma das maiores do mundo. Ela teria pedido ao banco central americano, o Federal Reserve, um empréstimo de curto prazo de US$ 40 bilhões.
Com a AIG em dificuldades, milhões de consumidores e companhias seriam afetados em todo o mundo. O sistema financeiro como um todo também seria atingido.
Por que o Tesouro americano não resgatou o Lehman Brothers?
Quando o Bear Stearns começou a dar sinais de ser afetado pela crise, o Tesouro americano ajudou o JP Morgan Chase a comprá-lo.
Além disso, na semana passada, o governo na prática nacionalizou as firmas de hipoteca Fannie Mãe e Freddie Mac, que entre si possuem ou avalizam cerca de metade do mercado de hipotecas americano, avaliado em US$ 12 trilhões.
Os contribuintes americanos correm o risco de ter um prejuízo de bilhões de dólares com essas injeções de recursos, por isso está cada vez mais difícil politicamente para o governo socorrer companhias privadas.
Ao rejeitar conceder garantias para uma operação de compra do Lehman Brothers pelo banco britânico Barclays, analistas dizem que o Tesouro americano traçou uma linha para demarcar a vontade de usar dinheiro público no resgate a bancos que tomaram decisões equivocadas.
Em vez disso, autoridades preferiram apoiar o sistema de outras formas, anunciando medidas para facilitar o acesso de empresas com dificuldades financeiras a créditos de emergência.
Qual o tamanho do Lehman Brothers?
Fundado em 1850 por três judeus imigrantes da Alemanha, o Lehman Brothers é há décadas um proeminente banco de investimentos de Wall Street.
Suas operações são com governos, companhias e outras instituições financeiras e emprega 25 mil pessoas em todo o mundo.
Seu principal negócio é a compra e venda de ações e ativos de renda fixa, pesquisa, gerenciamento de investimentos e fundos.
Desde o início da crise nos mercados financeiros, a instituição viu o valor de sua ação encolher de US$ 82 para menos de US$ 4, uma queda de 95%.
Fonte: BBC Brasil
Crise em bancos dos EUA derruba bolsas em todo o mundo

A intensificação dos problemas bancários nos Estados Unidos com pedido de concordata feito nesta segunda-feira pelo Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos americano, provocou quedas generalizadas nos principais bolsas de valores de todo o mundo nesta segunda-feira.
Também nesta segunda-feira, o Bank of America anunciou ter acertado a fusão com o banco de investimentos Merrill Lynch, em um negócio de cerca de US$ 50 bilhões que reforçou o tom pessimista a respeito da crise nos Estados Unidos.
O Lehman Brothers e o Merrill Lynch, duas instituições-símbolo de Wall Street, vinham sofrendo prejuízos bilionários desde o ano passado com o aumento da inadimplência das pessoas que contraíram dívidas imobiliárias.
Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, uma das maiores seguradoras do mundo, a americana AIG, está tentando obter uma ajuda de cerca de US$ 40 bilhões do Fed, o Banco Central americano, para manter suas operações.
Na Europa, o índice FTSE da bolsa de Londres encerrou o dia em -3,92%; em Paris, o Cac fechou em -3,78% e, em Frankfurt, o Dax terminou a segunda-feira em -2,74%.
Na Ásia, à exceção de China, Japão, Hong Kong e Coréia do Sul - onde o mercado não funcionou por conta de um feriado - as bolsas fecharam com fortes quedas.
De volta a 1920?
Em suas primeiras declarações após os últimos desdobramentos, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que seu governo está trabalhando para minimizar o impacto dos problemas.
“Estamos concentrados na saúde do sistema financeiro como um todo. No curto prazo, ajustes nos mercados financeiros podem ser dolorosos”, disse. “No longo prazo, confio que nossos mercados de capital são flexíveis e resilientes e poderão lidar com os esses ajustes.”
O Lehman Brothers, uma instituição de 158 anos, pediu proteção de acordo com o previsto no capítulo 11 da Lei de Falências americana.
O capítulo prevê que a empresa seja administrada com supervisão judicial, dando a ela uma chance de se recuperar, mas uma possível liquidação do banco no futuro não está descartada e seria uma das maiores da história do sistema financeiro mundial.
No fim de semana, fracassou uma tentativa de negociação para que a instituição passasse ao controle do banco britânico Barclays, que havia manifestado interesse nisso.
Aparentemente, o Barclays recuou nos seus planos por ter concluído que seria impossível assumir as operações do Lehman Brothers sem uma injeção de recursos do governo americano.
A concordata do Lehman Brothers foi pedida seis meses depois do colapso de outro importante banco de investimentos americano, o Bear Stearns – que acabou sendo comprado pelo JP Morgan Chase com a ajuda do Tesouro americano.
Segundo o analista de negócios da BBC Robert Penson, os últimos desdobramentos da crise econômica nos Estados Unidos já estão sendo comparados aos problemas vividos pelos mercados no fim da década de 20.
“A economia global, no mundo das finanças, nunca foi testada nos últimos anos por tal combinação de incidentes e surtos de confiança”, disse.
Reações
Para tentar evitar pânico nos mercados, o banco central americano disse que, pela primeira vez, vai passar a aceitar ações de propriedade dos bancos como garantia para empréstimos de curto prazo.
Isso representa uma ampliação do programa de emergência que já havia sido anunciado para ajudar as instituições bancárias.
Na Europa, os bancos central Europeu e da Grã-Bretanha anunciaram ter injetado US$ 50 bilhões no mercado financeiro, com o mesmo objetivo.
A crise também fez com que um consórcio mundial de bancos anunciasse que está levantando fundos com o objetivo de ajudar instituições em dificuldades.
Os dez bancos – Bank of America, Barclays, Citibank, Credit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JP Morgan, Merrill Lynch, Morgan Stanley e UBS – concordam em doar cada um US$ 7 bilhões para o fundo.
Fonte: BBC Brasil
Sistema financeiro enfrenta turbulência
Entenda os protestos contra Morales na Bolívia

Cinco dos nove departamentos (Estados) da Bolívia iniciaram nesta segunda-feira (08) a terceira semana de protestos contra o presidente Evo Morales. Estradas foram bloqueadas, escritórios estatais tomados e as fronteiras com Brasil, Argentina e Paraguai foram fechadas.
As manifestações estão concentradas na região do Chaco boliviano, no sudeste do país, onde as maiores reservas de gás do país fazem fronteira com Brasil, Argentina e Paraguai. Há bloqueios nos departamentos (Estados) oposicionistas de Tarija, Beni, Pando, Chuquisaca e Santa Cruz.
Os governadores desses departamentos lideram os protestos contra o governo de Morales. No centro do debate estão: a nova Constituição, proposta pelo presidente boliviano, e um programa de pensão aos idosos do país, que conta com verbas obtidas da renda do gás.
Cerne do debate
Os últimos distúrbios começaram, depois que o departamento de Tarija, onde se concentra 60% da produção de gás e 85% das reservas do país, se opôs à decisão do governo de reduzir o repasse das verbas do principal imposto petrolífero do país, o IDH. Morales anunciou a medida com o intuito de aumentar a pensão dos idosos.
Em seguida, os outros quatro departamentos oposicionistas concordaram com Tarija e iniciaram protestos contra Morales. Eles argumentam que as verbas dirigidas aos idosos são o dobro do necessário e temem que o governo volte a reduzir os repasses de verbas.
Nas últimas horas, autoridades bolivianas reconheceram que os departamentos oposicionistas estão praticamente isolados devido aos protestos nas estradas. Em várias cidades bolivianas, os moradores são obrigados a fazer longas caminhadas e, de acordo com o governo, já há escassez de alguns itens de alimentação
Carros, manifestantes e montanhas de areia interrompem o trânsito nas cidades de San Vicente e San Matías, em Santa Cruz, no caminho para Cuiabá (MT), e de Puerto Suarez, em frente a Corumbá (MS).
No departamento de Tarija, foram registrados 17 pontos de bloqueio, em todas as estradas de acesso a essa região e nas cidades de Bermejo e Yacuiba, na fronteira com a Argentina onde os manifestantes ameaçam tomar os poços petrolíferos. Em Santa Cruz, todos os pedágios estavam tomados.
Constituição
O outro principal fator para o agravamento da crise na Bolívia é o projeto da nova Constituição, idealizada por Morales e rejeitada pela oposição. Depois do referendo revogatório do dia 10 de agosto, em que Morales e a maior parte dos governadores da oposição tiveram seus mandatos confirmados, o presidente tenta obter apoio para um referendo sobre o projeto da Carta Magna.
Morales obteve 67,4% dos votos, com grande aprovação até nas regiões opositoras, e resolveu convocar para dezembro os referendos necessários para promulgar a nova Constituição -um deles limitará o tamanho de latifúndios, tema sensível nas férteis terras do leste. A oposição rejeita a Carta, aprovada por constituintes governistas no ano passado.
O presidente anunciou neste sábado (06) que enviou ao Congresso um projeto de lei para a convocação dos dois referendos que faltam para a ratificação da nova Constituição. Em 28 de agosto, Morales decidiu, por decreto, que as duas consultas acontecerão dia 7 de dezembro.
Mas a Corte Nacional Eleitoral declarou-se impedida de preparar a votação, porque os referendos teriam de passar pelo Parlamento. Em resposta, Morales acusou o tribunal de "subordinação à direita", mas acabou baixando o tom do discurso.
O governo não tem maioria no Senado. Agora, Morales deve repetir estratégia que já usou em episódios anteriores: convocar sessão conjunta do Parlamento -com a Câmara, os governistas são maioria- enquanto milhares de simpatizantes cercam o edifício para pressionar pela votação.
Fronteira com o Brasil
A crise ameaça também o envio de combustíveis ao Brasil, que é o principal importador de gás da Bolívia. Mais de 70% do que o mercado brasileiro compra se destina ao mercado paulista.
No final de semana, integrantes do comitê cívico local --que reúne empresários e comerciantes aliados dos governadores de oposição-- ocuparam uma estação de compressão de gás, nos arredores de Tarija.
Foi a primeira invasão de uma instalação de gás desde que os líderes oposicionistas ameaçaram interromper a distribuição para Brasil e Argentina. Na sexta-feira (05), o chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse que a Embaixada do Brasil em La Paz estava em contato com líderes da oposição e descartou que os manifestantes cumprissem suas ameaças.
Nesta segunda-feira (08), em Beni, os líderes opositores disseram que "não permitirão" as saídas para o Brasil "por Guayaramerín", ao passo que, em Pando, as pontes Internacional e da Amizade, que fazem ligação com o território brasileiro, também foram fechadas, informou a imprensa local.
"Faremos todo o possível para que restituam o IDH, reconheçam a autonomia departamental', e para que o governo 'detenha essa Constituição (...) que quer nos impor", disse David Sejas, presidente da União Juvenil Cruzenha.
O ativista lembrou que termina hoje a "trégua" de 72 horas dada pelas organizações civis, após a qual a pressão dos protestos deverá ser intensificada. Segundo Sejas, não estão descartadas a ocupação de aeroportos e o corte nas exportações de gás ao Brasil e à Argentina.
Há 15 dias, o bloqueio de estradas no leste e no sul da Bolívia provocou uma grave crise no fornecimento de combustíveis aos quatro departamentos. Desta vez, o acirramento dos protestos pode retomar o cenário de escassez.
Entre as estradas bloqueadas pelos manifestantes está o acesso a um megacampo de gás no extremo sul da Bolívia operado pela Petrobras.
Diante das ameaças, o governo militarizou campos e unidades de gás, assim como instalações públicas, nos departamentos de Tarija e Santa Cruz, ambos de oposição a Morales.
O chefe das Forças Armadas, general Luis Trigo, disse à imprensa boliviana nesta segunda-feira que os governadores das regiões que realizam manifestações devem "dialogar" com o governo.
"Pedimos o diálogo e que se evitem enfrentamentos", afirmou. "Temos que proteger áreas vitais do país, como a infra-estrutura, os recursos energéticos. Por isso, pedimos cabeça fria para negociar. E vamos evitar os enfrentamentos porque o pior seria que ocorressem mortes", afirmou Trigo.
Reforma no governo
Em meio à crise, Morales empossou nesta segunda-feira cinco ministros, realizando um ajuste no gabinete. Ingressaram no governo: o novo ministro da Saúde, Ramiro Tapia, que assumiu a pasta de Wálter Selum e o ministro de Hidrocarbonetos Saúl Avalos, que substituiu Carlos Villegas, que passou ao ministério do Planejamento.
Carlos Romero assumiu como ministro do Desenvolvimento Rural e Agropecuário no lugar de Susana Rivero, que passou ao ministério da Microempresa. A dança das cadeiras no ministério de Morales --especialmente na área de hidrocarbonetos-- surpreendeu políticos e analistas. Foi a terceira reforma ministerial do atual governo em dois anos e meio de gestão, desde a posse em janeiro de 2006.
Na pasta de Hidrocarbonetos, Villegas era visto como "moderado" por interlocutores de países vizinhos. Ávalos ficou mais conhecido durante a Assembléia Constituinte, da qual foi integrante e defensor das propostas do governo.
Em maio passado, ele foi designado pela administração central como "interventor" --equivalente a diretor, indicado pelo presidente-- da CLHB (Companhia Logística de Hidrocarbonetos da Bolívia). A empresa foi nacionalizada e controla quase vinte locais de armazenagem de combustíveis, além de oleodutos, que abastecem o mercado boliviano.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Fidel diz que Cuba está em alerta de combate perante furacão

O ex-presidente Fidel Castro afirmou que Cuba está em alerta de combate perante a chegada do furacão Ike, de categoria três na escala Saffir-Simpson, que vai de um a cinco.
"Toda a nação agora está no que em guerra se chama alerta de combate", ressaltou Fidel, 82, em um artigo divulgado ontem no programa de mesa-redonda da televisão cubana.
"Estamos sendo assediados neste instante pelos furacões. Mais que se imponha a racionalidade e a luta contra (...) a acomodação. É preciso atuar com absoluta honestidade", disse Fidel.
O ex-presidente pediu a dirigentes do Partido Comunista de Cuba e do governo que "entregue tudo pelo povo" e "até a vida se for necessário".
O líder cubano também falou sobre a ajuda humanitária dada por Rússia, Timor Leste, China, Vietnã e outros países.
Aviões russos e de outros países chegaram rápido de milhares de quilômetros de distância com produtos que não se medem por seu volume ou por seu preço, mas sim por seu significado", ressaltou.
Furacão
O olho do furacão Ike alcançou às 21h locais deste domingo (22h de Brasília) a costa nordeste de Cuba com ventos máximos sustentados de 195 km/h e ondas de até sete metros, informou o Instituto de Meteorologia local.
Ike atravessará praticamente toda a ilha de leste a oeste e seguirá depois uma trajetória para o golfo do México em direção ao Texas, segundo projeções do Centro Nacional de Furacões dos EUA.
O ciclone, qualificado pelas autoridades de "extremamente perigoso", atinge as Províncias orientais e centrais de Cuba, onde foram retiradas de lugares de risco mais de um milhão de pessoas (10% da população da ilha).
Antes de chegar a Cuba, Ike deixou ao menos 48 mortos no Haiti. Em sua passagem pelo sudeste das Bahamas, o fenômeno provocou grandes danos nas ilhas de Inagua e de Turcas e Caicos.
Cerca de 80% dos imóveis da região foram danificados.
Furacões têm cinco categorias de força e destruição
Furacões são classificados em cinco categorias, dentro de uma escala chamada Saffir-Simpson, que considera a pressão medida no centro do fenômeno, velocidade dos ventos e tempestades provocadas pelo furacão.
Um furacão considerado categoria 1 é o mais fraco, e causa pequenos danos materiais, e o de categoria 5, o mais forte, com ventos que ultrapassam os 249 km/h, pode destruir tudo o que estiver pelo seu caminho.
Veja quais são a velocidades dos ventos e os estragos causados por furacões, de acordo com sua categoria:
Categoria 1 - um furacão de categoria 1 pode causar vários danos em casas, principalmente aquelas que contam com uma infra-estrutura precária. Os ventos também podem chegar a derrubar árvores e áreas baixas podem sofrer inundações. Nessa categoria, um furacão chega a ter ventos com velocidade entre 119 km/h e 153 km/h.
Categoria 2 - um furacão de categoria 2 causa danos de médio porte, e seus ventos podem alcançar o mínimo de 154 km/h, e ir até 177 km/h. Geralmente, furacões dessa categoria conseguem arrancar telhados das casas, portas, e estourar janelas. Árvores podem ser arrancadas e embarcações pequenas --que estiverem ancoradas em áreas na rota do furacão também sofrem danos.
Categoria 3 - um furacão de categoria 3 pode causar grandes danos e mortes em uma região densamente habitada. Seus ventos podem ter o mínimo de 178 km/h, chegando até 209 km/h. O fenômeno provoca grandes tempestades, que podem aumentar em intensidade, de acordo com a velocidade do furacão: quanto mais lento ele se move, maior será a quantidade de chuva que o fenômeno pode precipitar. Nesses casos, o Centro Nacional de Furacões de Miami já recomenda a retirada de todas as pessoas dos locais por onde o furacão passar.
Categoria 4 - um furacão de categoria 4 causa grandes danos em áreas habitadas. Casas e até mesmo prédios podem ser derrubados pelos ventos, que chegam a ter o mínimo de 210 km/h, e o máximo de 249 km/h. Grandes tempestades provocam alagamentos em enormes áreas. Rotas de saída das áreas atingidas que estejam localizadas em áreas muito baixas, suscetíveis a enchentes, devem ser fechadas cinco horas antes da chegada do furacão, e há necessidade de retirada em larga escala de pessoas que morem em regiões por onde o furacão pode passar.
Categoria 5 - furacões de categoria 5 têm ventos superiores a 249 km/h. Fenômeno considerado "raro" pelos meteorologistas, pode destruir tudo que estiver no seu caminho. Áreas costeiras podem ser invadidas em até 10 km pelo mar. É obrigatória a retirada de todas as pessoas que morem perto da costa.
Fonte: Folha On Line
Um furacão considerado categoria 1 é o mais fraco, e causa pequenos danos materiais, e o de categoria 5, o mais forte, com ventos que ultrapassam os 249 km/h, pode destruir tudo o que estiver pelo seu caminho.
Veja quais são a velocidades dos ventos e os estragos causados por furacões, de acordo com sua categoria:
Categoria 1 - um furacão de categoria 1 pode causar vários danos em casas, principalmente aquelas que contam com uma infra-estrutura precária. Os ventos também podem chegar a derrubar árvores e áreas baixas podem sofrer inundações. Nessa categoria, um furacão chega a ter ventos com velocidade entre 119 km/h e 153 km/h.
Categoria 2 - um furacão de categoria 2 causa danos de médio porte, e seus ventos podem alcançar o mínimo de 154 km/h, e ir até 177 km/h. Geralmente, furacões dessa categoria conseguem arrancar telhados das casas, portas, e estourar janelas. Árvores podem ser arrancadas e embarcações pequenas --que estiverem ancoradas em áreas na rota do furacão também sofrem danos.
Categoria 3 - um furacão de categoria 3 pode causar grandes danos e mortes em uma região densamente habitada. Seus ventos podem ter o mínimo de 178 km/h, chegando até 209 km/h. O fenômeno provoca grandes tempestades, que podem aumentar em intensidade, de acordo com a velocidade do furacão: quanto mais lento ele se move, maior será a quantidade de chuva que o fenômeno pode precipitar. Nesses casos, o Centro Nacional de Furacões de Miami já recomenda a retirada de todas as pessoas dos locais por onde o furacão passar.
Categoria 4 - um furacão de categoria 4 causa grandes danos em áreas habitadas. Casas e até mesmo prédios podem ser derrubados pelos ventos, que chegam a ter o mínimo de 210 km/h, e o máximo de 249 km/h. Grandes tempestades provocam alagamentos em enormes áreas. Rotas de saída das áreas atingidas que estejam localizadas em áreas muito baixas, suscetíveis a enchentes, devem ser fechadas cinco horas antes da chegada do furacão, e há necessidade de retirada em larga escala de pessoas que morem em regiões por onde o furacão pode passar.
Categoria 5 - furacões de categoria 5 têm ventos superiores a 249 km/h. Fenômeno considerado "raro" pelos meteorologistas, pode destruir tudo que estiver no seu caminho. Áreas costeiras podem ser invadidas em até 10 km pelo mar. É obrigatória a retirada de todas as pessoas que morem perto da costa.
Fonte: Folha On Line
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