
O ex-presidente Fidel Castro afirmou que Cuba está em alerta de combate perante a chegada do furacão Ike, de categoria três na escala Saffir-Simpson, que vai de um a cinco.
"Toda a nação agora está no que em guerra se chama alerta de combate", ressaltou Fidel, 82, em um artigo divulgado ontem no programa de mesa-redonda da televisão cubana.
"Estamos sendo assediados neste instante pelos furacões. Mais que se imponha a racionalidade e a luta contra (...) a acomodação. É preciso atuar com absoluta honestidade", disse Fidel.
O ex-presidente pediu a dirigentes do Partido Comunista de Cuba e do governo que "entregue tudo pelo povo" e "até a vida se for necessário".
O líder cubano também falou sobre a ajuda humanitária dada por Rússia, Timor Leste, China, Vietnã e outros países.
Aviões russos e de outros países chegaram rápido de milhares de quilômetros de distância com produtos que não se medem por seu volume ou por seu preço, mas sim por seu significado", ressaltou.
Furacão
O olho do furacão Ike alcançou às 21h locais deste domingo (22h de Brasília) a costa nordeste de Cuba com ventos máximos sustentados de 195 km/h e ondas de até sete metros, informou o Instituto de Meteorologia local.
Ike atravessará praticamente toda a ilha de leste a oeste e seguirá depois uma trajetória para o golfo do México em direção ao Texas, segundo projeções do Centro Nacional de Furacões dos EUA.
O ciclone, qualificado pelas autoridades de "extremamente perigoso", atinge as Províncias orientais e centrais de Cuba, onde foram retiradas de lugares de risco mais de um milhão de pessoas (10% da população da ilha).
Antes de chegar a Cuba, Ike deixou ao menos 48 mortos no Haiti. Em sua passagem pelo sudeste das Bahamas, o fenômeno provocou grandes danos nas ilhas de Inagua e de Turcas e Caicos.
Cerca de 80% dos imóveis da região foram danificados.
2 comentários:
Professor, o Fidel Castro não morreu não?
Não Larissa, ele apenas renunciou ao cargo, deixando seu irmão Raul Castro no poder.
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