O número de casos confirmados da gripe suína pela Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a 1.085 em 21 países, divulgou a Organização Mundial da Saúde (OMS), em um balanço oficial, na tarde desta segunda-feira.
No México, país mais afetado pela gripe, 590 casos da doença foram confirmados, incluindo 25 mortes, segundo a OMS. Nos Estados Unidos, segundo país do mundo em número de casos, 286 pessoas tiveram testes com resultado positivo para o vírus, com uma morte. O número de casos suspeitos da gripe suína no Brasil subiu para 25, de acordo com informações do Ministério da Saúde divulgadas nesta segunda-feira (4).
Outros países com casos confirmados da doença, sem nenhuma morte, de acordo com a OMS, são: Canadá (101), Espanha (54), Reino Unido (18), Alemanha (8), Nova Zelândia (6), Israel (4), França (4), El Salvador (2), Áustria (1), China (1, em Hong Kong), Colômbia (1), Coreia do Sul (1), Costa Rica (1), Portugal (1), Dinamarca (1), Irlanda (1), Itália (2), Holanda (1) e Suíça (1).
O governo mexicano anunciou nesta segunda-feira, que o número de mortos por gripe suína no país subiu para 26. Segundo o secretário de Saúde, José Angel Córdova, o número de doentes já chega a 701.
Na Europa, Portugal confirmou o primeiro caso da gripe suína, afirmou a ministra da Saúde Ana Jorge. Segundo a ministra, o paciente português contaminado esteve no México de férias recentemente e está se recuperando bem. Não há outro caso suspeito no país.
"Em Portugal, não há evidência de transmissão entre as pessoas. Esse paciente não representa nenhum risco de contágio. Ele está clinicamente saudável há algum tempo", afirmou Ana Jorge.
Espanha e Itália também confirmaram novos casos de gripe suína.
O ministério da saúde da Espanha anunciou que dez novos casos de gripe suína foram confirmados na região da Andaluzia e de Valência. Entre os pacientes contaminados estão quatro pessoas que não viajaram recentemente ao México.
Com isso, o número de casos de gripe suína no país subiu para 54. No geral, 60 pessoas estão sob observação.
Na Itália, dois novos casos da doença foram confirmados nesta segunda-feira. Os doentes são um jovem de 16 anos e uma criança de 11, que foram internados em hospitais de Roma. No total, quatro pacientes já foram diagnosticados com gripe suína no país, de acordo com o governo.
Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o número de pessoas infectadas pela doença no país subiu para 286 em 36 Estados.
Já no Reino Unido, segundo o jornal "The Guardian", mais nove casos foram confirmados nesta segunda-feira, chegando a um total de 27 casos.
OMS reforça alerta
O México afirmou nesta segunda-feira que está vencendo a batalha contra uma nova e mortal forma de gripe, já que o número de novos casos diminuiu, mas o país permanece praticamente parado, e autoridades globais de saúde sinalizaram que uma pandemia continua sendo provável.
Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou contra a complacência por causa das boas notícias vindas do México.
"Os vírus da gripe são muito imprevisíveis, muito enganosos... Não devemos ficar excessivamente confiantes. Não se deve dar ao (vírus) H1N1 a possibilidade de se misturar com outros vírus", disse ela.
A OMS pode elevar a qualquer momento o seu nível de alerta de 5 para 6, o topo da escala, o que indicaria uma situação de pandemia (epidemia global) da doença que ficou conhecida como gripe suína. No entanto, isso reflete apenas a forma de difusão do vírus, e não os seus efeitos.
"O nível 6 não significa, de forma alguma, que estamos enfrentando o fim do mundo. É importante deixar isso claro, porque, se não, quando anunciarmos o nível 6 isso irá causar um pânico desnecessário", disse Chan.
Situação no México
Empresas e órgãos públicos permaneceram fechados nesta segunda-feira no México, como parte de um recesso nacional de cinco dias destinado a tentar conter a transmissão. No domingo, o Ministério da Saúde anunciou que o pior da epidemia já passou, e especialistas disseram que o H1N1 pode não ser mais grave do que uma gripe normal.
"O vírus entrou numa fase de estabilização. Os casos estão começando a diminuir", disse o presidente Felipe Calderón no domingo, acrescentando que o país vai começar a se normalizar depois da paralisação de escolas, escritórios, restaurantes e igrejas.
"Nosso objetivo é retornar à normalidade o mais rápido possível, mas o que desejo é fazê-lo em condições seguras", afirmou.
Após dias de um alarme que manteve as ruas estranhamente vazias, a Cidade do México parece mais relaxada, e algumas pessoas se atrevem a sair para correr ou passear de bicicleta. Muita gente já deixou de usar as máscaras cirúrgicas que se tornaram quase item obrigatório na semana passada.
O México decidiu enviar um avião para recolher cidadãos seus retidos na China, cujo governo decidiu isolar mexicanos, doentes ou não, em hotéis e outros lugares. O fato provocou um incidente diplomático entre os dois países.
Uma fonte da embaixada mexicana em Pequim disse que as autoridades locais mantêm em quarentena mais de 70 executivos e turistas mexicanos, depois que alguns apresentaram sintomas de gripe. A China rejeitou as acusações de discriminação.
Brasil
O número de casos suspeitos da gripe suína no Brasil subiu de 15 para 25, de acordo com informações do Ministério da Saúde divulgadas nesta segunda-feira. São 10 casos no Estado de São Paulo, 4 em Minas Gerais, 3 no Rio de Janeiro, 2 no Distrito Federal, 2 no Tocantins, e 1 em Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O Ministério afirma que outros 36 casos estão em monitoramento em 19 Estados e 60 foram descartados. Os números referem-se a informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 9h30 desta segunda-feira.
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