sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Obama anuncia plano para saída total do Iraque até 2011


O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira que as missões de combate dos Estados Unidos no Iraque devem terminar até 31 de agosto de 2010, quando a maior parte dos 142 mil soldados americanos devem deixar o território iraquiano.

Obama disse que, depois desta data, entre 35 mil e 50 mil soldados devem permanecer no Iraque para fornecer treinamento para as forças de segurança iraquianas. A saída deste último grupo está prevista para 2011.

"Deixe-me dizer isso da forma mais clara possível: até 31 de agosto de 2010, nossas missões de combate no Iraque vão terminar", afirmou o presidente americano, durante discurso na Carolina do Norte, onde detalhou sua estratégia para o Iraque e seus vizinhos. "Pretendo tirar todos os nossos soldados do país até o fim de 2011."

O plano anunciado é considerado um meio termo entre a relativamente rápida saída prometida por Obama durante a campanha eleitoral e a retirada mais gradual, preferida por alguns setores militares americanos.

Durante a campanha, Obama havia dado o prazo de 16 meses, após ter assumido a Presidência, para a saída total dos militares americanos do país.

Metas 'claras'

"O Iraque ainda não é seguro e teremos mais dias difíceis pela frente", disse Obama. Segundo o presidente americano, a solução de longo prazo para o Iraque deve ser política, e as decisões sobre o país devem ser tomadas pelos iraquianos.

Obama também prestou homenagem ao sacrifício de soldados americanos que serviram o país na guerra nos últimos seis anos.

O líder americano disse ainda que vai aumentar os serviços de saúde oferecidos aos veteranos de guerra, uma reivindicação recorrente de ex-combatentes dos Estados Unidos.

Obama disse ainda que uma lição importante a ser aprendida com o conflito iraquiano é que os Estados Unidos devem entrar em guerras com metas claras, pesar o custo de suas ações e"comunicar honestamente este custo ao povo americano".

Nova era

Outra importante lição para os Estados Unidos, segundo o presidente americano, é dialogar mais com outros países.

"Aprendemos a importância de trabalhar juntos com amigos e aliados, e é por isso que estamos iniciando uma nova era de diálogo no mundo", afirmou. Obama disse que, ao contrário do governo anterior de George W. Bush, pretende dialogar com o Irã e a Síria.

"Os Estados Unidos vão buscar um relacionamento sustentado, respeitando nossos princípios, com todos os países da região, incluindo o Irã e a Síria", declarou o presidente americano.

Dirigindo-se diretamente aos iraquianos, a maioria dos quais se opõe à presença militar americana no país, Obama disse que seu governo não está interessado no território ou nos recursos do Iraque, invadido pelas tropas americanas em 2003.

"Os Estados Unidos não têm interesse em seu território ou seus recursos", afirmou Obama. "Respeitamos sua soberania e os enormes sacrifícios que vocês fizeram pelo seu pais."

"Esperamos que o governo iraquiano assuma responsabilidade total pela segurança do país", acrescentou.

Durante seu pronunciamento, o presidente americano anunciou ainda o nome de Christopher Hill como novo embaixador americano para o Iraque, substituindo Ryan Crocker.

Fonte: BBC

Em carta aos funcionários, Embraer indica que retração do setor será longa

Em carta encaminhada aos funcionários, o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, responsabilizou a crise pela demissão de mais de 4.000 funcionários e afirmou que a situação não é passageira. Ele admite que a empresa assumiu um novo e menor patamar de entregas e que a atividade industrial caiu 30%.

Curado reforçou que a crise financeira não é um problema temporário. "que pode se resolver a curto prazo e que poderia viabilizar algum tipo de solução transitória". "Estamos, sim, diante de um novo patamar de entregas, bem menor do que aquele dos últimos dois anos, e sem uma clara visibilidade de quando poderá voltar a crescer".

As demissões vão atingir cerca de 20% do efetivo de 21.362 empregados da empresa e se concentram na mão-de-obra operacional, administrativa e lideranças, incluindo a "eliminação de um nível hierárquico de sua estrutura gerencial".

O presidente afirmou que, a "despeito dos esforços positivos" do governo brasileiros e de outros países, "a situação mundial ainda continua se deteriorando e não se prevê reação a curto prazo".

"As regiões que vinham crescendo em importância em nossa carteira de pedidos, como Oriente Médio, Ásia e América Latina, também vêm sofrendo fortes desacelerações econômicas, com impactos diretos e imediatos sobre a atividade de transporte aéreo,"

Encomendas

O executivo também relembra comunicados anteriores, de novembro do ano passado, quando alertava que nem mesmo a extensa carteira de pedidos seria suficiente "para assegurar receita futura, pois a efetiva capacidade de os clientes receberem suas aeronaves é que ditaria nosso ritmo e nível de produção".

"Nesse últimos quatro meses verificamos uma crescente adversidade para as linhas aéreas em todo o mundo e tivemos um grande número de solicitações de adiamento de aeronaves, com impacto direto sobre nossas entregas, receitas e cadências e produção".

O presidente também afirma na carta que a situação foi agravada nos últimos meses com o mercados de aviação comercial em "uma espiral descendente, causando uma quase paralisação de novas vendas e grande quantidade de pedidos de cancelamentos e adiamentos das encomendas existentes".

"Apesar de todos os esforços junto aos clientes nesse período, tanto da aviação comercial quanto executiva, fomos impactados por um grande volume de adiamentos, muito deles por mais de dois anos, e já não é mais possível sustentar os atuais níveis de produção e entregas planejadas para 2009".

Produção
Segundo o presidente, de forma agregada, a atividade industrial da Embraer está se reduzindo em mais de 30%, "o que torna absolutamente inevitável que façamos um ajuste em nossa estrutura e base de custos".

"No total, meus colegas, cerca de 20% de nossas pessoas estão nos deixando nesse momento e muito de nós, que atravessamos diversas fases da vida de nossa empresa, sabemos exatamente como esse momento é difícil para todos, não apenas para aqueles que saem, mas também para os que ficam".

Curado esclarece que, em meio as demissões, reduzirá cargos de chefia e termina ressaltando que a Embraer já passou por crises anteriores e que, se a empresa retomar o ritmo verificado antes do agravamento da crise, poderá recontratar no futuro.

Estimativa
A Embraer também revisou suas estimativas para 2009. A empresa estima entregar 242 aeronaves no período (ante 270 na previsão anterior), com uma receita prevista de US$ 5,5 bilhões (ante US$ 6,3 bilhões). Por conta da redução da estimativa de receita, a empresa refez sua previsão de investimentos para US$ 350 milhões neste ano (ante US$ 450 milhões).

Terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e da Airbus, a Embraer informou que, apesar de ter sede no Brasil, depende fundamentalmente do mercado externo e do desempenho da economia global --mais de 90% de suas receitas são provenientes de exportações--, e que não se beneficia do aquecimento do mercado doméstico brasileiro.

"A Embraer expressa seu profundo respeito às pessoas que ora deixam suas posições na empresa. Respeito pelo trabalho que desenvolveram, pelo tempo de convívio profissional e pessoal, pelo momento difícil que atravessam", diz a empresa.

Protesto
O Sindicato dos Metalúrgico de São José dos Campos informou que vai iniciar protestos contra as demissões da empresa e que o assunto será debatido com o prefeito da cidade, onde fica a sede da empresa, Eduardo Cury.

"Esperamos que o prefeito adote medidas práticas e urgentes para intervir nessa grave situação. Essas demissões terão um impacto extremamente negativo em toda a cadeia produtiva da cidade", afirmou o presidente do sindicato, Adilson dos Santos.

Entre as alternativas defendidas pelo sindicato para evitar demissões estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e com estabilidade no emprego. Segundo a entidade, a Embraer tem jornada de 43 horas semanais.

O sindicato apontou ainda que a Embraer, desde sua privatização, em 1994, recebeu cerca de US$ 7 bilhões por meio de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A empresa não confirma os números.

A Embraer já fabricou e vendeu mais de 4.900 aviões que operam em 78 países, nos cinco continentes.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Brasileira é atacada na Suíça por skinheads e perde bebês


Uma advogada brasileira de 26 anos foi espancada e teve boa parte do corpo retalhado por estilete na Suíça por três homens brancos e carecas que pareciam skinheads, na noite de segunda-feira (9).

Grávida de três meses de gêmeas, Paula Oliveira sofreu aborto na mesma noite, quando foi socorrida e internada em hospital universitário de Zurique. Ela continua em repouso, mas já não corre mais risco de morte.

De acordo com informações do Itamaraty, Paula é funcionária do grupo controlador dinamarquês A. P. Moller - Maersk. O ataque aconteceu quando ela estava na estação de trem de Dubendorf, pequena cidade a cerca de cinco quilômetros de Zurique, onde trabalha.

A brasileira foi arrastada pelo grupo até uma área cercada por árvores e atacada pelos homens por cerca de 10 minutos.

Quando foi abordada, a advogada, que é branca, falava ao celular em português com a mãe, que mora no Brasil, o que faz aumentar a suspeita de que o grupo que a atacou é composto por simpatizantes nazistas. Um dos agressores tinha uma suástica na cabeça.

Algumas das marcas de estilete que atingem especialmente as pernas e a barriga da advogada formam a sigla SVP, do Partido do Povo Suíço, que defende políticas anti-imigrantes consideradas, muitas vezes, racistas pela oposição.

Em eleição parlamentar de 2007, um cartaz do partido exibia uma ovelha negra sendo expulsa por três brancas da bandeira da Suíça com os dizeres "Por mais segurança".

Em resposta, simpatizantes da oposição social-democrata picharam peças de propaganda do SVP com suásticas e imagens de Adolf Hitler. Uma das principais queixas do SVP é que imigrantes, mesmo europeus, são contratados para postos de trabalho que poderiam ser ocupados por suíços.

Paula é noiva de um suíço, que soube da agressão por telefone. Segundo o Itamaraty, ela mora no país legalmente.

O pai da advogada, o assessor parlamentar Paulo Oliveira, viajou na terça-feira para o país. Ele disse ao "Jornal Nacional" que espera trazê-la de volta para o Brasil assim que ela estiver em melhores condições de saúde, o que pode levar cerca de 10 dias.

Saiba mais

O ataque à brasileira grávida, supostamente praticado por grupos neonazistas, ocorre em um momento em que a Suíça discute a questão dos estrangeiros no país.

Em referendo nesta semana, projeto que facilita que cidadãos de países-membros da União Europeia morem e trabalhem na Suíça foi aprovado por 60% dos eleitores. Grupos políticos do país se opõem à flexibilização.

As letras SVP, talhadas no corpo da brasileira agredida em cidade próxima a Zurique, coincidem com a do Partido do Povo Suíço, que se posiciona contrariamente à política de imigração.

Satélites russo e norte-americano colidem no espaço


Acesse o Link:
href="http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/afp/2009/02/12/ult4541u67.jhtm">

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Produção de veículos sobe em janeiro; vendas apontam leve recuperação

A produção de veículos registrou forte queda em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, mas disparou 92% ante dezembro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

De acordo com a entidade, no mês de janeiro foram produzidos 186,1 mil veículos, ante 255,2 em janeiro de 2008, o que representa queda de 27,1%. No entanto, em relação ao mês anterior, dezembro de 2008 (96,6 mil), a alta foi de 92,7%.

Os licenciamentos, indicador de vendas, atingiram 197,5 mil veículos em janeiro, alta de 1,5% em relação a dezembro (194,5 mil), mas queda de 8,1%% na comparação com o registrado no mesmo período de 2008, quando foram comercializadas 215 mil unidades.

Já as exportações de veículos somaram US$ 428,3 milhões em janeiro, queda de 58,3% em relação a janeiro do ano passado, quando atingiu US$ 1,023 bilhão, e queda de 50,5% em relação ao mês anterior, dezembro de 2008, (US$ 865,3 milhões).

O número de empregos nas montadoras registrou em janeiro a terceira queda consecutiva do ano, redução de 1,5%, com fechamento de 1.858 vagas. Com a redução da demanda do mercado exterrno e a falta de crédito internamente, uma série de montadoras anunciou férias coletivas e dispensas de temporários de seus quadros.

Para estimular o setor, o governo federal anunciou em dezembro a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para as montadoras. Os carros populares 1.0 tiveram a alíquota do IPI reduzida de 7% para zero. Os modelos médios, com motor entre 1.0 e 2.0, tiveram a alíquota reduzida de 13% para 6,5% (modelos a gasolina) e de 11% para 5,5% (nos modelos flex e a álcool). Todas as reduções valem até o dia 31 de março.

Fonte: Folha Dinheiro