A expectativa de vida é um indicador que puxa para baixo a posição do Brasil no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Se esse fator fosse considerado isoladamente, a posição brasileira na lista seria a 81ª. No ranking de nações divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil aparece na 75ª posição, com uma expectativa de vida de 72,2 anos, em média.
A partir dessa constatação, o relatório da ONU defende um aumento na expectativa de vida para melhorar o IDH do país. Essa melhora poderia vir com o aumento de recursos para a área da saúde.
Segundo o levantamento, o Brasil destinou 14,5% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação, no período compreendido entre os anos 2000 e 2007, e apenas metade disso - 7,2% - com saúde (dado de 2006).
O economista sênior do Pnud, Flávio Comim, afirma que a desigualdade de renda no país se reflete na expectativa de vida. "Ao mesmo tempo em que encontramos bairros com expectativa acima de 80 anos em outros lugares a média é de 60 anos."
Segundo ele, uma das principais causas da expectativa de vida no país ainda não ser a ideal é a mortalidade infantil. Em regiões mais pobres do Brasil, onde as mães têm nível educacional inferior, o índice chega a 119 crianças mortas a cada mil. "Uma taxa superior a alguns países africanos", explica.
"Investir na educação também ajuda a melhorar a expectativa de vida. A educação está na direção certa. Mas tem que investir mais em saúde, dando atenção aos mais pobres", defende Comim.
"O importante é saber como uma expectativa de vida de 72,2 anos possa passar para 82 anos, como no Japão, ou para 80 anos, como na maioria dos países desenvolvidos. Para isso é necessário um conjunto de políticas que vão desde a saúde até o combate à violência".
Ministério da Saúde contesta dados
O Ministério da Saúde afirma que o quadro atual da mortalidade infantil no Brasil é diferente do apresentado pela ONU. "Não estão pegando a realidade recente do Brasil. Com certeza, a partir de 2010 vai haver uma melhora", diz o diretor do departamento de análise de situação de saúde do ministério, Otaliba Libânio.
Ele citou dados bem melhores em relação à mortalidade infantil. Os números mostram que, em 1990, a taxa era de 53,7 mortes a cada mil crianças entre 0 e 5 anos. Em 2007, o índice caiu par 23,1 mortes a cada mil nascidos vivos.
"Esse é o indicador que mais tem apresentado melhora. A meta do milênio, para 2015, deve ser atingida antes disso. Nossa expectativa é que, se continuar caindo assim, a meta será atingida em 2012", diz Libânio. A meta a ser atingida é de 17,9 mortes a cada mil crianças entre 0 e 5 anos.
O diretor do ministério diz que as mortes por violência, inclusive no trânsito, têm peso igualmente grande na expectativa de vida no Brasil. Concorda, no entanto, que o país precisa de mais investimento em saúde.
Para que os investimentos possam aumentar, ele cita aquela que tem sido a bandeira do Ministério da Saúde, a regulamentação da Emenda 29, que fixa percentuais mínimos a serem destinados pela União, Estados e municípios para a área de saúde.
A lei que regulamenta os percentuais está parada no Congresso Nacional por conta de uma divergência em relação à criação da nova CPMF, que está incluída na Emenda 29. A oposição é contra o novo imposto e tem obstruído a votação na Câmara dos Deputados.
Ranking IDH 2009
1) Noruega 0,971
2) Austrália 0,970
3) Islândia 0,969
4) Canadá 0,966
5) Irlanda 0,965
13) EUA 0,956
44) Chile 0,878
75) Brasil 0,813
180) Serra Leoa 0,352
181) Afeganistão0,352
182) Níger 0,340
Fonte: Uol Notícias
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Emprego na indústria volta a crescer após nove meses em queda, diz IBGE
O nível de emprego na indústria voltou a subir, depois de nove meses em queda, informou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em julho, houve alta de 0,4% em relação a junho.
Em relação a igual período do ano passado, o movimento de retração foi mantido. A queda foi de 7%, oitavo recuo consecutivo.
No acumulado dos últimos 12 meses, a retração é de 2,7%. No acumulado de janeiro a julho, verifica-se queda de 5,4% em relação a igual período em 2008.
O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve a terceira variação positiva, com alta de 0,1% frente a junho. Em relação a julho de 2008, houve retração de 3,9% neste indicador.
No acumulado dos sete primeiro meses do ano, a folha de pagamento caiu 1,6% na comparação com igual período em 2008. No acumulado nos últimos doze meses, houve avanço de 1,5%.
O número de horas pagas ficou estável em julho, se comparado a junho. Em relação a mês correspondente no ano passado, foi observado recuo de 7,6%. No acumulado de janeiro a julho, a queda é de 6,1% sobre igual período em 2008. Nos últimos 12 meses, a redução do número de horas pagas é de 3,2%.
Houve queda em todas as 14 regiões pesquisadas, se analisadas de forma comparada a julho de 2008. As principais influências vieram de São Paulo (-5,2%), Minas Gerais (-12,2%), região Norte e Centro-Oeste (-10,8%) e Rio Grande do Sul (-9,1%).
A retração no emprego na indústria paulista foi influenciada pelos desempenhos ruins dos setores de meios de transporte (-14,7%) e máquinas e equipamentos (-11,6%).
O emprego industrial apresentou recuo em 17 dos 18 setores investigados, na comparação com julho de 2008. As principais retrações foram notadas na cadeia de produção de meio de transporte (-12,9%), máquinas e equipamentos (-12,3%), produtos de metal (-11,7%) e vestuário (-8,7%). Apenas o emprego no setor de papel e gráfica subiu em julho, com alta de 8,6%.
Fonte: Folha On Line
Em relação a igual período do ano passado, o movimento de retração foi mantido. A queda foi de 7%, oitavo recuo consecutivo.
No acumulado dos últimos 12 meses, a retração é de 2,7%. No acumulado de janeiro a julho, verifica-se queda de 5,4% em relação a igual período em 2008.
O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve a terceira variação positiva, com alta de 0,1% frente a junho. Em relação a julho de 2008, houve retração de 3,9% neste indicador.
No acumulado dos sete primeiro meses do ano, a folha de pagamento caiu 1,6% na comparação com igual período em 2008. No acumulado nos últimos doze meses, houve avanço de 1,5%.
O número de horas pagas ficou estável em julho, se comparado a junho. Em relação a mês correspondente no ano passado, foi observado recuo de 7,6%. No acumulado de janeiro a julho, a queda é de 6,1% sobre igual período em 2008. Nos últimos 12 meses, a redução do número de horas pagas é de 3,2%.
Houve queda em todas as 14 regiões pesquisadas, se analisadas de forma comparada a julho de 2008. As principais influências vieram de São Paulo (-5,2%), Minas Gerais (-12,2%), região Norte e Centro-Oeste (-10,8%) e Rio Grande do Sul (-9,1%).
A retração no emprego na indústria paulista foi influenciada pelos desempenhos ruins dos setores de meios de transporte (-14,7%) e máquinas e equipamentos (-11,6%).
O emprego industrial apresentou recuo em 17 dos 18 setores investigados, na comparação com julho de 2008. As principais retrações foram notadas na cadeia de produção de meio de transporte (-12,9%), máquinas e equipamentos (-12,3%), produtos de metal (-11,7%) e vestuário (-8,7%). Apenas o emprego no setor de papel e gráfica subiu em julho, com alta de 8,6%.
Fonte: Folha On Line
Pesquisa da USP aprova uso de esgoto tratado como adubo
Irrigar plantações com esgoto tratado não só é perfeitamente seguro para vegetais e seus consumidores humanos como faz lavouras de cana, milho e tifton (gramínea usada em pastagens e para produzir feno) produzirem 30% mais.
Os resultados são de uma parceria entre a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e pesquisadores da USP de Piracicaba, que testaram o uso dos efluentes das estações de tratamento em plantações experimentais numa área de sete hectares do município de Lins, a 446 km da capital paulista.
"O aumento na produtividade se deve à própria água e aos nutrientes contidos nela, como nitrogênio e fósforo", explica Célia Regina Montes, especialista em mineralogia de solos da USP. Esses dois nutrientes são justamente os mais comuns no que sobra do tratamento do esgoto doméstico, rico em matéria orgânica, diz Luiz Paulo de Almeida Neto, superintendente da Unidade de Negócio Baixo Tietê e Grande da Sabesp.
Almeida Neto explica que as estações de tratamento mais comuns no interior paulista removem cerca de 85% da carga orgânica do esgoto. "O ideal é que os 15% que sobram voltem para o solo, até porque esses nutrientes originalmente vieram do solo por meio dos produtos de origem vegetal e animal que nós consumimos", diz.
As vantagens para os agricultores seriam consideráveis. Primeiro, eles não precisariam pagar pelo nitrogênio e fósforo dos adubos industriais --só pelo potássio, que normalmente forma uma tríade com os outros dois elementos. "Além disso, a carga orgânica também melhora a estrutura do solo e diminui a erosão", afirma ele.
Os bons resultados obtidos em Lins são similares aos que se vê em países com pouca chuva e interesse em reaproveitar o máximo de água, como Israel, Egito e Austrália, diz Montes. "No Brasil, essa técnica ainda não é utilizada pelo fato de não existir, até agora, uma legislação específica sobre o assunto", explica a pesquisadora da USP.
A ideia é que os estudos sejam utilizados como base para regulamentar a prática no Brasil. Para Montes, desde que a irrigação seja bem planejada, não há risco de contaminar o lençol freático ou os rios. "Temos muitos agricultores interessados na ideia", diz Almeida Neto.
Fonte: Folha de S.Paulo
Os resultados são de uma parceria entre a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e pesquisadores da USP de Piracicaba, que testaram o uso dos efluentes das estações de tratamento em plantações experimentais numa área de sete hectares do município de Lins, a 446 km da capital paulista.
"O aumento na produtividade se deve à própria água e aos nutrientes contidos nela, como nitrogênio e fósforo", explica Célia Regina Montes, especialista em mineralogia de solos da USP. Esses dois nutrientes são justamente os mais comuns no que sobra do tratamento do esgoto doméstico, rico em matéria orgânica, diz Luiz Paulo de Almeida Neto, superintendente da Unidade de Negócio Baixo Tietê e Grande da Sabesp.
Almeida Neto explica que as estações de tratamento mais comuns no interior paulista removem cerca de 85% da carga orgânica do esgoto. "O ideal é que os 15% que sobram voltem para o solo, até porque esses nutrientes originalmente vieram do solo por meio dos produtos de origem vegetal e animal que nós consumimos", diz.
As vantagens para os agricultores seriam consideráveis. Primeiro, eles não precisariam pagar pelo nitrogênio e fósforo dos adubos industriais --só pelo potássio, que normalmente forma uma tríade com os outros dois elementos. "Além disso, a carga orgânica também melhora a estrutura do solo e diminui a erosão", afirma ele.
Os bons resultados obtidos em Lins são similares aos que se vê em países com pouca chuva e interesse em reaproveitar o máximo de água, como Israel, Egito e Austrália, diz Montes. "No Brasil, essa técnica ainda não é utilizada pelo fato de não existir, até agora, uma legislação específica sobre o assunto", explica a pesquisadora da USP.
A ideia é que os estudos sejam utilizados como base para regulamentar a prática no Brasil. Para Montes, desde que a irrigação seja bem planejada, não há risco de contaminar o lençol freático ou os rios. "Temos muitos agricultores interessados na ideia", diz Almeida Neto.
Fonte: Folha de S.Paulo
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
China sinaliza corte de emissões de CO2

A China precisa de metas rígidas para que suas emissões de gases do efeito estufa desacelerem e comecem a cair até 2030, indica um estudo produzido por um grupo de pesquisadores ligados ao governo do país.
O apelo por "metas quantificáveis" para limitar a poluição de gases-estufa se opõe à política adotada por Pequim, que até agora vinha evitando assumir compromissos de corte.
"Em 2008, a China se tornou o país que mais emite gases-estufa, e agora encara desafios sem precedentes", afirma o relatório de 900 páginas, reconhecendo publicamente que a população chinesa ultrapassou a americana em queima de combustíveis fósseis -apesar de a emissão per capita ser mais alta nos EUA. "Assim que possível, é preciso estudar e esboçar metas relativas e depois absolutas para limitar o volume total de emissões de CO2."
O documento, intitulado "Relatório de Energia e Emissões de CO2 na China de 2050", propõe que o aumento das emissões desacelere acentuadamente em 2020 e passe a cair a partir de 2030.
Se a meta for alcançada, daqui a quatro décadas a produção de gases-estufa por queima de combustível fóssil no país "pode cair para o mesmo nível de emissões de 2005, ou até mais", afirma o estudo.
Apesar de produzido por assessores do governo chinês, o relatório não equivale a uma declaração política. O documento sinaliza, porém, que a China deve buscar uma posição para permitir a construção de um consenso no próximo acordo global de corte de emissões. O tratado, que deve ser firmado em dezembro num encontro em Copenhague, dará continuidade ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Pelo acordo atual, a China e outros países em desenvolvimento estão desobrigados de metas de corte de emissões. Até agora, o governo chinês vinha resistindo a pressões para que essa regra mude.
"Este relatório pretende mostrar ao governo [chinês] quais são suas opções", diz Deborah Seligsohn, da ONG World Resources Institute, que promove políticas contra o aquecimento global. "Acho que eles estão concentrando bastante seus esforços para levar as negociações adiante."
Clima nos bastidores
No início do mês, o embaixador chinês para assuntos de clima, Yu Qingtai, afirmou que seu país pretende reduzir a curva de crescimento das emissões assim que possível.
Na próxima semana, o Comitê Permanente --autoridade do Partido Comunista que define as prioridades a serem apreciadas no parlamento chinês-- deve analisar um outro relatório sobre política para mudança climática, afirmou a agência de notícias estatal Xinhua.
Os autores do novo relatório incluem especialistas em clima de organizações chinesas como o Instituto de Pesquisa Energética e o Centro de Pesquisa em Desenvolvimento, que assessoram o governo. Os pesquisadores reforçam que o estudo é um trabalho científico e não um plano de metas definitivo. As propostas, porém, já passaram pelas mãos de autoridades e foram mencionadas numa reunião de cúpula do partido na semana passada. O documento também lista os problemas estruturais que a China pode vir a ter com o aquecimento global.
Fonte: Reuters
Itamaraty confirma que Brasil terá meta contra aquecimento

O Brasil deverá apresentar números específicos de redução de emissões de gases poluentes durante a conferência do clima de Copenhague, em dezembro, confirmou ontem o Itamaraty. Serão "ações quantificadas", afirmou Sérgio Serra, embaixador extraordinário para a mudança do clima, durante reunião informal da Convenção do Clima das Nações Unidas que acontece em Bonn, Alemanha, até sexta-feira.
Ainda se discute como esse número será calculado. Mas, apresentando objetivos quantificados no âmbito da convenção o país poderá ser cobrado internacionalmente sobre as suas ações no combate ao aquecimento global e ao desmatamento na Amazônia.
A proposta representa uma mudança de posição do Brasil em relação à adoção de metas de redução pelas nações pobres. "Mas o número também servirá para colocar uma exigência maior aos países desenvolvidos, já que a meta tem potencial para ser maior que a soma de reduções de vários deles", disse Luiz Alberto Figueiredo Machado, negociador-chefe de clima do Brasil.
"Só espero que não seja um discurso vazio", disse João Talocchi, coordenador da campanha de clima do Greenpeace. "Não adianta nada chegar aqui com um plano bonito ao mesmo tempo em que se constroem estradas como a BR-319 na Amazônia, por exemplo."
Sobre as críticas que vêm sendo feitas ao país por não querer a inclusão, no mercado de carbono, do Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), os diplomatas brasileiros em Bonn disseram que o financiamento para evitar o desmatamento viria de várias fontes --até do mercado de carbono.
Para Figueiredo, a rodada de discussões em Bonn evidenciou que falta avançar nas discussões do financiamento de ações de combate ao aquecimento global. "Hoje, não se diria que haverá um resultado ambicioso", disse Serra. O Secretariado da Convenção do Clima da ONU pede US$ 250 bilhões dos ricos para os países mais pobres. Mas os ricos querem financiar grande parte dessa quantia com dinheiro conseguido no mercado de capitais.
Fonte: Folha de São Paulo
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Desmatamento na Amazônia foi 7,3% maior do que projetado em novembro, aponta Inpe

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) concluiu o levantamento do desmatamento na Amazônia Legal para o período 2007-2008 realizado pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), no período compreendido entre agosto de 2007 e julho de 2008. Segundo os dados obtidos, a área desmatada totaliza 12.911 km2.
O resultado foi obtido a partir da análise total de 334 imagens de satélites, e divulgado na terça-feira (4).
Em novembro de 2008, o Inpe havia divulgado um número preliminar, que apontava o desmatamento em 11.968 km2 --o dado divulgado ontem aponta um aumento de 7,3% em relação à projeção anterior. Segundo o instituto, o dado consolidado está dentro da margem de erro, cujo índice é 10%.
No entanto, os dados relativos ao período representam um aumento de 12% em relação à medição do mesmo período anterior.
Os Estados que apresentam taxas altas de desmatamento em 2008 são Pará e Mato Grosso, que juntos representam 69% do desmatamento na Amazônia, com 43,4% e 25,2%, respectivamente.
O Pará tem apresentado taxas de desmatamento altas e relativamente constantes desde 2005. O Mato Grosso, que reduziu sucessivamente suas taxas de desmatamento entre os anos de 2004 e 2007, apresentou um aumento de 22% em relação a 2007.
No Estado do Maranhão foi registrado em 2008 um aumento de 108% em relação à taxa de desmatamento de 2007. Com este aumento, o Maranhão atingiu taxa de desmatamento superior à de Rondônia que apresentou em 2008 --uma redução de 29% em relação a 2007.
Fonte: Folha On Line
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Coreia do Norte prepara lançamento de míssil que pode atingir EUA
A Coreia do Norte está preparando um míssil, concebido para atingir os Estados Unidos, cujo lançamento poderia ocorrer em semanas, aumentando a tensão depois do segundo teste nuclear subterrâneo realizado pelo país, informaram jornais sul-coreanos nesta segunda-feira, citando fontes não identificadas do governo.
Imagens de satélite e outros dados de inteligência sinalizaram nesta segunda-feira que o governo norte-coreano transportou seu mais avançado míssil de longa distância para a nova instalação de Dongchang-ni, próxima à China. Ele pode estar pronto para ser lançado nas próximas duas semanas, segundo relatou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
O jornal "JoongAng Ilbo", citando uma fonte do governo da Coreia do Sul, afirmou que pode se tratar de um míssil balístico intercontinental que pode atingir até 6.500 km de distância.
Assim, o Estado do Alasca e bases americanas na ilha de Guam, no Pacífico, além de todo o Japão, estariam ao alcance do míssil.
Em visita a Manila, nas Filipinas, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse que, apesar de a Coreia do Norte estar trabalhando em seus mísseis de longo alcance, ainda não estavam claros os objetivos do país.
A atividade no campo de lançamento ocorre depois de o Conselho de Segurança da ONU ameaçar punir Pyongyang pelo teste nuclear de 25 de maio, e antes de um encontro em Washington entre o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, e o americano, Barack Obama, em 16 de junho.
O presidente sul-coreano alertou, em sua mensagem semanal no rádio, que país "nunca irá tolerar" ameaças militares.
A guarda costeira do sul estava escoltando barcos pesqueiros nas proximidades da ilha de Yeonpyeong, e a agência de notícias sul-coreana Yonhap informou que tropas da Coreia do Norte realizaram manobras anfíbias e manobras rápidas, o que poderia ser uma preparação para confrontos no mar.
As Coreias encerraram a guerra de três anos em 1953 com uma trégua, mas Pyongyang disse na semana passada que deixará de cumprir as condições do armistício. O governo norte-coreano também contesta a fronteira marítima ocidental determinada pela ONU, ao redor da qual conflitos sangrentos com a Coreia do Sul ocorreram em 1999 e 2002.
Nenhum incidente foi reportado na Zona Desmilitarizada que separa os dois países, e a vida parece normal no lado norte-coreano do rio Yalu, que marca a fronteira do país com a China.
Em meio à tensão na península coreana, o governo da Coreia do Norte anunciou que na próxima quinta-feira (4) começará o julgamento de duas jornalistas americanas, Laura Ling e Euna Lee, acusadas de entrar no país ilegalmente e de participar de "atos hostis".
Aviso
As recentes ações da Coreia do Norte aconteceram após sinais de escalada da tensão enviados pelo regime comunista liderado por Kim Jong-Il.
No final de abril, Pyongyang ameaçou realizar testes nucleares e com mísseis de longo alcance ao menos que o Conselho de Segurança se desculpasse pelas críticas feitas pelo lançamento feito em 5 de abril, que teve o objetivo de colocar um satélite em órbita, segundo o governo norte-coreano, mas que foi considerado pelo governos ocidentais como um teste de míssil balístico --uma infração das sanções impostas ao país em 2006.
Na semana passada, o governo norte-coreano ameaçou tomar outras medidas de "autodefesa" se o Conselho de Segurança provocasse o país --a ameaça foi entendida como uma referência a um teste com um míssil intercontinental.
Ressaltando a ameaça, a Coreia do Norte designou uma grande área de sua costa ocidental como "não navegável" até o fim do próximo mês, de acordo com o jornal sul-coreano "Chosun Ilbo".
Por outro lado, a imprensa norte-coreana defende o posicionamento desafiador do país, que teria sido provocado pela Coreia do Sul e pelos EUA.
"Os imperialistas americanos e as marionetes da Coreia do Sul perpetraram ao menos 200 casos de espionagem aérea contra a República Democrática Popular da Coreia em maio, ou 30 casos a mais do que no mesmo mês do ano passado", escreveu a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.
Especialistas dizem que a capacidade militar da Coreia do Norte, apesar de estar aumentando, ainda não é uma ameaça direta aos seus vizinhos. Eles dizem que a principal preocupação é que o regime norte-coreano tente vender a tecnologia nuclear para outros países.
Imagens de satélite e outros dados de inteligência sinalizaram nesta segunda-feira que o governo norte-coreano transportou seu mais avançado míssil de longa distância para a nova instalação de Dongchang-ni, próxima à China. Ele pode estar pronto para ser lançado nas próximas duas semanas, segundo relatou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
O jornal "JoongAng Ilbo", citando uma fonte do governo da Coreia do Sul, afirmou que pode se tratar de um míssil balístico intercontinental que pode atingir até 6.500 km de distância.
Assim, o Estado do Alasca e bases americanas na ilha de Guam, no Pacífico, além de todo o Japão, estariam ao alcance do míssil.
Em visita a Manila, nas Filipinas, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse que, apesar de a Coreia do Norte estar trabalhando em seus mísseis de longo alcance, ainda não estavam claros os objetivos do país.
A atividade no campo de lançamento ocorre depois de o Conselho de Segurança da ONU ameaçar punir Pyongyang pelo teste nuclear de 25 de maio, e antes de um encontro em Washington entre o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, e o americano, Barack Obama, em 16 de junho.
O presidente sul-coreano alertou, em sua mensagem semanal no rádio, que país "nunca irá tolerar" ameaças militares.
A guarda costeira do sul estava escoltando barcos pesqueiros nas proximidades da ilha de Yeonpyeong, e a agência de notícias sul-coreana Yonhap informou que tropas da Coreia do Norte realizaram manobras anfíbias e manobras rápidas, o que poderia ser uma preparação para confrontos no mar.
As Coreias encerraram a guerra de três anos em 1953 com uma trégua, mas Pyongyang disse na semana passada que deixará de cumprir as condições do armistício. O governo norte-coreano também contesta a fronteira marítima ocidental determinada pela ONU, ao redor da qual conflitos sangrentos com a Coreia do Sul ocorreram em 1999 e 2002.
Nenhum incidente foi reportado na Zona Desmilitarizada que separa os dois países, e a vida parece normal no lado norte-coreano do rio Yalu, que marca a fronteira do país com a China.
Em meio à tensão na península coreana, o governo da Coreia do Norte anunciou que na próxima quinta-feira (4) começará o julgamento de duas jornalistas americanas, Laura Ling e Euna Lee, acusadas de entrar no país ilegalmente e de participar de "atos hostis".
Aviso
As recentes ações da Coreia do Norte aconteceram após sinais de escalada da tensão enviados pelo regime comunista liderado por Kim Jong-Il.
No final de abril, Pyongyang ameaçou realizar testes nucleares e com mísseis de longo alcance ao menos que o Conselho de Segurança se desculpasse pelas críticas feitas pelo lançamento feito em 5 de abril, que teve o objetivo de colocar um satélite em órbita, segundo o governo norte-coreano, mas que foi considerado pelo governos ocidentais como um teste de míssil balístico --uma infração das sanções impostas ao país em 2006.
Na semana passada, o governo norte-coreano ameaçou tomar outras medidas de "autodefesa" se o Conselho de Segurança provocasse o país --a ameaça foi entendida como uma referência a um teste com um míssil intercontinental.
Ressaltando a ameaça, a Coreia do Norte designou uma grande área de sua costa ocidental como "não navegável" até o fim do próximo mês, de acordo com o jornal sul-coreano "Chosun Ilbo".
Por outro lado, a imprensa norte-coreana defende o posicionamento desafiador do país, que teria sido provocado pela Coreia do Sul e pelos EUA.
"Os imperialistas americanos e as marionetes da Coreia do Sul perpetraram ao menos 200 casos de espionagem aérea contra a República Democrática Popular da Coreia em maio, ou 30 casos a mais do que no mesmo mês do ano passado", escreveu a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.
Especialistas dizem que a capacidade militar da Coreia do Norte, apesar de estar aumentando, ainda não é uma ameaça direta aos seus vizinhos. Eles dizem que a principal preocupação é que o regime norte-coreano tente vender a tecnologia nuclear para outros países.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Coreia do Norte rompe armistício e ameaça sul com ação militar
Após adesão da Coreia do Sul a programa que prevê vistoria de navios, Pyonyang fala em 'estado de guerra'.
A Coreia do Norte advertiu nesta quarta-feira que poderá adotar uma ação militar em resposta ao anúncio da Coreia do Sul de aderir a um programa liderado pelos Estados Unidos que prevê a vistoria de navios suspeitos de transportar armas de destruição em massa.
"Qualquer ação hostil contra nossos navios pacíficos, inclusive com busca e confisco (de material) será considerada uma violação imperdoável da nossa soberania e nós vamos responder imediatamente com um poderoso ataque militar", disse um porta-voz do Exército norte-coreano, de acordo com a agência de notícias oficial do país KCNA.
A Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI, na sigla em inglês), é um programa criado durante o governo do ex-presidente americano George W. Bush para impedir o tráfico mundial deste tipo de arma.
A Coreia do Norte disse que não se vê mais obrigada a cumprir o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953, e que "a península coreana vai retornar ao estado de guerra".
Um porta-voz militar mencionado pela mídia oficial norte-coreana disse que o governo não pode mais garantir a segurança do tráfego marítimo na região.
A mais recente ameaça é feita depois de um teste nuclear subterrâneo há dois dias e vários testes com mísseis.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas está elaborando uma resolução condenando duramente o que a organização considera uma violação de suas convenções.
Após um primeiro teste nuclear pela Coreia do Norte em 2006, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução proibindo o país de realizar novos testes.
Anti-proliferação
A Coreia do Sul anunciou na terça-feira que não vai mais protelar a sua adesão à PSI.
A Coreia do Norte advertiu reiteradamente que a participação dos sul-coreanos na PSI seria equivalente a uma declaração de guerra.
Mas o ministro do Exterior da Coreia do Sul, Yu Myung-hwan, disse que a adesão à iniciativa "é uma obrigação natural", de acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap. "Ela vai ajudar a controlar o desenvolvimento de material perigoso pela Coreia do Norte."
A Coreia do Norte lançou cinco mísseis de curto alcance em dois dias, apesar de protestos veementes da comunidade internacional - inclusive da China e da Rússia.
A mídia da Coreia do Sul informou que foi visto um tipo de vapor saindo da usina nuclear da Coreia do Norte em Yongbyon, sugerindo que a usina de reprocessamento foi reativada.
"Satélites espiões dos Estados Unidos mostraram recentemente vários sinais da reativação da instalação de reprocessamento, paralisada no passado, tais como vapor d'água", disse uma autoridade não-identificada ao jornal Chosun Ilbo.
Uma notícia semelhante foi divulgada pela agência estatal Yonhap.
A Coreia do Norte anunciou no mês passado que estava abandonando as conversações multilaterais (EUA, as duas Coreias, Japão, China e Rússia) sobre o seu desarmamento e que reabriria a usina de Yongbyon, fechada em julho de 2007, como parte de um acordo.
As autoridades norte-coreanas atribuem a decisão à censura do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao lançamento de um foguete da Coreia do Norte no dia 5 de abril.
Estados Unidos
O governo dos Estados Unidos está pedindo uma resposta rápida e unificada da comunidade internacional que deixe claro à Coreia do Norte que suas ações trarão consequências.
Diplomatas dos cinco membros-permanentes do Conselho de Segurança, além de japoneses e sul-coreanos, reuniram-se a portas fechadas para discutir uma resolução.
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse que a porta para a retomada das conversações multilaterais ainda está aberta e que os Estados Unidos estão examinando "uma ampla gama de opções".
Este é um sinal da necessidade de cuidado para lidar com o país recluso, disse a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas.
A China tem uma fronteira com a Coreia do Norte e receia pressionar demais o governo norte-coreano, afirma Ghattas.
Fonte: BBC-Brasil
A Coreia do Norte advertiu nesta quarta-feira que poderá adotar uma ação militar em resposta ao anúncio da Coreia do Sul de aderir a um programa liderado pelos Estados Unidos que prevê a vistoria de navios suspeitos de transportar armas de destruição em massa.
"Qualquer ação hostil contra nossos navios pacíficos, inclusive com busca e confisco (de material) será considerada uma violação imperdoável da nossa soberania e nós vamos responder imediatamente com um poderoso ataque militar", disse um porta-voz do Exército norte-coreano, de acordo com a agência de notícias oficial do país KCNA.
A Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI, na sigla em inglês), é um programa criado durante o governo do ex-presidente americano George W. Bush para impedir o tráfico mundial deste tipo de arma.
A Coreia do Norte disse que não se vê mais obrigada a cumprir o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953, e que "a península coreana vai retornar ao estado de guerra".
Um porta-voz militar mencionado pela mídia oficial norte-coreana disse que o governo não pode mais garantir a segurança do tráfego marítimo na região.
A mais recente ameaça é feita depois de um teste nuclear subterrâneo há dois dias e vários testes com mísseis.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas está elaborando uma resolução condenando duramente o que a organização considera uma violação de suas convenções.
Após um primeiro teste nuclear pela Coreia do Norte em 2006, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução proibindo o país de realizar novos testes.
Anti-proliferação
A Coreia do Sul anunciou na terça-feira que não vai mais protelar a sua adesão à PSI.
A Coreia do Norte advertiu reiteradamente que a participação dos sul-coreanos na PSI seria equivalente a uma declaração de guerra.
Mas o ministro do Exterior da Coreia do Sul, Yu Myung-hwan, disse que a adesão à iniciativa "é uma obrigação natural", de acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap. "Ela vai ajudar a controlar o desenvolvimento de material perigoso pela Coreia do Norte."
A Coreia do Norte lançou cinco mísseis de curto alcance em dois dias, apesar de protestos veementes da comunidade internacional - inclusive da China e da Rússia.
A mídia da Coreia do Sul informou que foi visto um tipo de vapor saindo da usina nuclear da Coreia do Norte em Yongbyon, sugerindo que a usina de reprocessamento foi reativada.
"Satélites espiões dos Estados Unidos mostraram recentemente vários sinais da reativação da instalação de reprocessamento, paralisada no passado, tais como vapor d'água", disse uma autoridade não-identificada ao jornal Chosun Ilbo.
Uma notícia semelhante foi divulgada pela agência estatal Yonhap.
A Coreia do Norte anunciou no mês passado que estava abandonando as conversações multilaterais (EUA, as duas Coreias, Japão, China e Rússia) sobre o seu desarmamento e que reabriria a usina de Yongbyon, fechada em julho de 2007, como parte de um acordo.
As autoridades norte-coreanas atribuem a decisão à censura do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao lançamento de um foguete da Coreia do Norte no dia 5 de abril.
Estados Unidos
O governo dos Estados Unidos está pedindo uma resposta rápida e unificada da comunidade internacional que deixe claro à Coreia do Norte que suas ações trarão consequências.
Diplomatas dos cinco membros-permanentes do Conselho de Segurança, além de japoneses e sul-coreanos, reuniram-se a portas fechadas para discutir uma resolução.
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse que a porta para a retomada das conversações multilaterais ainda está aberta e que os Estados Unidos estão examinando "uma ampla gama de opções".
Este é um sinal da necessidade de cuidado para lidar com o país recluso, disse a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas.
A China tem uma fronteira com a Coreia do Norte e receia pressionar demais o governo norte-coreano, afirma Ghattas.
Fonte: BBC-Brasil
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Ministério da Saúde confirma mais um caso de gripe suína no Brasil; agora são 9
O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (21) mais um caso de paciente contaminado por influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, no Brasil. Agora são nove casos em todo o país. Desde o último dia 10, nenhum novo caso da doença havia sido confirmado.
De acordo com a Secretaria da Saúde de São Paulo, onde está o paciente, trata-se de um homem de 39 anos, que esteve em Nova Iorque entre os dias 13 e 19 de maio e apresentou os primeiros sintomas no dia do desembarque no Brasil.
Ele foi atendido ontem (20) no Hospital Israelita Albert Einstein. Ele permanece em isolamento domiciliar e passa bem. Hoje, outros quatro pacientes estão sob suspeita no Estado e outros cinco são monitorados.
Os casos foram registrados nos Estados do Rio de Janeiro (3), São Paulo (3), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1). Oito deles já receberam alta.
Em todos as situações, segundo o ministério, estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes.
O Ministério da Saúde volta a afirmar que não há evidências da transmissão de pessoa a pessoa do vírus, uma vez que, até o momento, foram detectados somente dois casos de transmissão autóctone (dentro do território nacional). Os dois casos são do Rio de Janeiro.
Até o momento, são 14 casos suspeitos da doença no Brasil, e 14 pessoas estão sendo monitoradas em cinco Estados. O ministério já descartou 288 possibilidades de contaminação. Ontem, 13 foram descartados por exames laboratoriais com resultado negativo.
Fonte: UOL Notícias
De acordo com a Secretaria da Saúde de São Paulo, onde está o paciente, trata-se de um homem de 39 anos, que esteve em Nova Iorque entre os dias 13 e 19 de maio e apresentou os primeiros sintomas no dia do desembarque no Brasil.
Ele foi atendido ontem (20) no Hospital Israelita Albert Einstein. Ele permanece em isolamento domiciliar e passa bem. Hoje, outros quatro pacientes estão sob suspeita no Estado e outros cinco são monitorados.
Os casos foram registrados nos Estados do Rio de Janeiro (3), São Paulo (3), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1). Oito deles já receberam alta.
Em todos as situações, segundo o ministério, estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes.
O Ministério da Saúde volta a afirmar que não há evidências da transmissão de pessoa a pessoa do vírus, uma vez que, até o momento, foram detectados somente dois casos de transmissão autóctone (dentro do território nacional). Os dois casos são do Rio de Janeiro.
Até o momento, são 14 casos suspeitos da doença no Brasil, e 14 pessoas estão sendo monitoradas em cinco Estados. O ministério já descartou 288 possibilidades de contaminação. Ontem, 13 foram descartados por exames laboratoriais com resultado negativo.
Fonte: UOL Notícias
domingo, 10 de maio de 2009
Número de casos confirmados de gripe suína no Brasil sobe para oito
O Ministério da Saúde divulgou na tarde deste domingo que o número de casos confirmados de Influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, no Brasil subiu de seis para oito, sendo 6 com vínculo de viagens internacionais e dois autóctones (dentro do território nacional).
Um dos casos confirmados neste domingo é do Rio de Janeiro. Com este, somam três os pacientes infectados pelo vírus no Estado, sendo dois de transmissão autóctone, vinculados ao primeiro, que contraiu a doença no México.
O outro caso confirmado é do Rio Grande do Sul. A pessoa infectada esteve na Europa (Alemanha, República Tcheca, Hungria, Áustria, Itália e Espanha) antes de voltar ao Brasil. Apresentou os primeiros sintomas, leves, em 3 de maio, na Itália. Viajou no mesmo dia para Madri (Espanha), onde embarcou no dia seguinte para o Brasil. Procurou o serviço de saúde e foi notificada no dia 7.
Mais cedo, o ministério havia divulgado que caiu de 30 para 18 o número de casos suspeitos da gripe suína no país.
Balanço mundial
A gripe suína já infectou 4.379 pessoas em 29 países, anunciou neste domingo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentando a contagem de doentes em quase mil pessoas de um dia para outro.
A contagem da OMS tende a estar atrasada em relação aos números reportados pelos diferentes países, mas é vista como mais definitiva.
A agência da ONU disse que o México relatou 1.626 casos confirmados da doença, contra 1.364 no sábado, e repetiu que 45 pessoas já morreram nesse país do novo tipo de gripe que é uma mistura genética de vírus suínos, aviários e humanos.
O governo mexicano declarou que o pior já passou e afrouxou as restrições à atividade comercial e pública no país que está ao epicentro do surto.
A contagem mais recente da OMS elevou o número de casos confirmados da gripe nos Estados Unidos de 1.639 relatados no sábado para 2.254, enquanto o número de mortes relatadas continuou igual -duas.
Autoridades norte-americanas disseram no sábado que um homem morreu da nova gripe no Estado de Washington na semana passada, elevando o número de mortos nos EUA para três.
A OMS elevou o número de contaminados no Canadá de 242 para 280 e repetiu que uma pessoa morreu nesse país. De acordo com a organização, uma pessoa morreu em Costa Rica, que tem oito casos confirmados da doença.
Os países europeus com casos confirmados em laboratórios da OMS incluem a Espanha (93), Reino Unido (39), Alemanha (11), Itália (9), França (12), Portugal (1), Irlanda (1), Holanda (3), Áustria (1), Dinamarca (1), Suécia (1), Suíça (1) e Polônia (1).
A OMS também confirmou os números de doentes em outras partes do mundo: Israel (7), Nova Zelândia (7), Brasil (6), Japão (4), Panamá (3), Coréia do Sul (3), El Salvador (2), Hong Kong, China (1), Guatemala (1), Colômbia (1), Argentina (1) e Austrália (1).
As evidências de que a doença já chegou a comunidades fora das Américas pode levar a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, a declarar uma pandemia plena.
Na semana passada Chan elevou o alerta global de pandemia ao nível 5 (de um nível máximo de 6), em resposta à difusão da gripe H1N1. O nível 5 indica a iminência de pandemia.
A OMS também repetiu a orientação de que as viagens internacionais não devem ser restritas em função do surto.
Fonte: Uol Notícias
Um dos casos confirmados neste domingo é do Rio de Janeiro. Com este, somam três os pacientes infectados pelo vírus no Estado, sendo dois de transmissão autóctone, vinculados ao primeiro, que contraiu a doença no México.
O outro caso confirmado é do Rio Grande do Sul. A pessoa infectada esteve na Europa (Alemanha, República Tcheca, Hungria, Áustria, Itália e Espanha) antes de voltar ao Brasil. Apresentou os primeiros sintomas, leves, em 3 de maio, na Itália. Viajou no mesmo dia para Madri (Espanha), onde embarcou no dia seguinte para o Brasil. Procurou o serviço de saúde e foi notificada no dia 7.
Mais cedo, o ministério havia divulgado que caiu de 30 para 18 o número de casos suspeitos da gripe suína no país.
Balanço mundial
A gripe suína já infectou 4.379 pessoas em 29 países, anunciou neste domingo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentando a contagem de doentes em quase mil pessoas de um dia para outro.
A contagem da OMS tende a estar atrasada em relação aos números reportados pelos diferentes países, mas é vista como mais definitiva.
A agência da ONU disse que o México relatou 1.626 casos confirmados da doença, contra 1.364 no sábado, e repetiu que 45 pessoas já morreram nesse país do novo tipo de gripe que é uma mistura genética de vírus suínos, aviários e humanos.
O governo mexicano declarou que o pior já passou e afrouxou as restrições à atividade comercial e pública no país que está ao epicentro do surto.
A contagem mais recente da OMS elevou o número de casos confirmados da gripe nos Estados Unidos de 1.639 relatados no sábado para 2.254, enquanto o número de mortes relatadas continuou igual -duas.
Autoridades norte-americanas disseram no sábado que um homem morreu da nova gripe no Estado de Washington na semana passada, elevando o número de mortos nos EUA para três.
A OMS elevou o número de contaminados no Canadá de 242 para 280 e repetiu que uma pessoa morreu nesse país. De acordo com a organização, uma pessoa morreu em Costa Rica, que tem oito casos confirmados da doença.
Os países europeus com casos confirmados em laboratórios da OMS incluem a Espanha (93), Reino Unido (39), Alemanha (11), Itália (9), França (12), Portugal (1), Irlanda (1), Holanda (3), Áustria (1), Dinamarca (1), Suécia (1), Suíça (1) e Polônia (1).
A OMS também confirmou os números de doentes em outras partes do mundo: Israel (7), Nova Zelândia (7), Brasil (6), Japão (4), Panamá (3), Coréia do Sul (3), El Salvador (2), Hong Kong, China (1), Guatemala (1), Colômbia (1), Argentina (1) e Austrália (1).
As evidências de que a doença já chegou a comunidades fora das Américas pode levar a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, a declarar uma pandemia plena.
Na semana passada Chan elevou o alerta global de pandemia ao nível 5 (de um nível máximo de 6), em resposta à difusão da gripe H1N1. O nível 5 indica a iminência de pandemia.
A OMS também repetiu a orientação de que as viagens internacionais não devem ser restritas em função do surto.
Fonte: Uol Notícias
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Ministério da Saúde confirma quatro casos de gripe suína no Brasil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou, em entrevista coletiva na noite desta quinta-feira (7), que o Brasil tem quatro casos de pessoas infectadas pela gripe suína (H1N1).
As quatro vítimas são brasileiras, e as contaminações foram confirmadas por três laboratórios. Duas vítimas são de São Paulo, uma do Rio de Janeiro e outra de Minas Gerais. Os quatro são adultos e apresentam quadro clínico estável.
Segundo o ministro, "o governo está com a situação sob controle". "Todos os casos foram importados, e não existem evidências de que foram contaminadas outras pessoas no país, ou seja, o vírus não circula no Brasil", disse. "Volto a afirmar, todos os pacientes passam bem."
Temporão afirma que um dos pacientes, de SP, esteve no México entre 17 e 22 de abril e começou a ter os sintomas no dia 24. Ficou internado até o dia 4 de maio e passa bem. Outro paciente, de MG, começou a apresentar sintomas já no México e permaneceu isolado até o dia 6 de maio.
Outro dos casos, que está em SP, esteve na Flórida e chegou ao Brasil no dia 28 de abril. Não chegou a ser internado, mas foi mantido em isolamento familiar. Já o outro paciente, do Rio, esteve no México e voltou ao país no dia 3 de maio. Ele permanece internado desde o dia 5 de maio. Segundo o ministro, todos passam bem e não correm risco de morte ou de transmitir o vírus a outras pessoas.
O ministro diz ainda que o governo está preparado para tratar 9 milhões de pessoas. "Do ponto de vista de estratégia e mobilização, nós vamos continuar fazendo a mesma operação. Até o momento, não há nenhum registro de pessoa para pessoa no Brasil. Reitero que estamos mostrando total transparência nas nossas ações", disse Temporão.
O alerta do ministério é para que as pessoas não se automediquem, mesmo que tenham vindo do exterior ou possuam alguns dos sintomas da doença. "Estamos preparados, fiquem tranquilos, a informação está sob controle."
Números da gripe
Em balanço divulgado nesta tarde, o Ministério da Saúde havia retificado para 24 o número de pessoas no Brasil suspeitas de terem se infectado com a gripe suína. Pela manhã, o ministério havia informado que eram 21 casos suspeitos.
Os casos informados pelo Ministério da Saúde foram registrados nos Estados de São Paulo (7), Paraná (3), Rio de Janeiro (3), Distrito Federal (2), Goiás (2), Santa Catarina (2), Mato Grosso do Sul (1), Minas Gerais (1), Paraíba (1), Pernambuco (1) e Rondônia (1).
Além disso, o total de casos descartados chegou a 110 (veja quadro abaixo). Vinte pacientes estão em monitoramento. Os números referem-se a informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 16h desta quinta-feira.
Chegaram hoje ao Brasil os kits para realização de exames laboratoriais que irão permitir o diagnóstico mais rápido de gripe suína. Com isso, a confirmação ou descarte de casos suspeitos de gripe poderão ser feitos em até três dias, e não mais em 15 dias como ocorria até o momento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a fabricação da vacina influenzae A (H1N1) no Brasil, destinada para prevenir a gripe suína. A Resolução n.º 18, publicada na edição de hoje (7) do Diário Oficial da União, determina critérios para a produção.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Casos confirmados de gripe suína chegam a 1.085, em 21 países, diz OMS
O número de casos confirmados da gripe suína pela Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a 1.085 em 21 países, divulgou a Organização Mundial da Saúde (OMS), em um balanço oficial, na tarde desta segunda-feira.
No México, país mais afetado pela gripe, 590 casos da doença foram confirmados, incluindo 25 mortes, segundo a OMS. Nos Estados Unidos, segundo país do mundo em número de casos, 286 pessoas tiveram testes com resultado positivo para o vírus, com uma morte. O número de casos suspeitos da gripe suína no Brasil subiu para 25, de acordo com informações do Ministério da Saúde divulgadas nesta segunda-feira (4).
Outros países com casos confirmados da doença, sem nenhuma morte, de acordo com a OMS, são: Canadá (101), Espanha (54), Reino Unido (18), Alemanha (8), Nova Zelândia (6), Israel (4), França (4), El Salvador (2), Áustria (1), China (1, em Hong Kong), Colômbia (1), Coreia do Sul (1), Costa Rica (1), Portugal (1), Dinamarca (1), Irlanda (1), Itália (2), Holanda (1) e Suíça (1).
O governo mexicano anunciou nesta segunda-feira, que o número de mortos por gripe suína no país subiu para 26. Segundo o secretário de Saúde, José Angel Córdova, o número de doentes já chega a 701.
Na Europa, Portugal confirmou o primeiro caso da gripe suína, afirmou a ministra da Saúde Ana Jorge. Segundo a ministra, o paciente português contaminado esteve no México de férias recentemente e está se recuperando bem. Não há outro caso suspeito no país.
"Em Portugal, não há evidência de transmissão entre as pessoas. Esse paciente não representa nenhum risco de contágio. Ele está clinicamente saudável há algum tempo", afirmou Ana Jorge.
Espanha e Itália também confirmaram novos casos de gripe suína.
O ministério da saúde da Espanha anunciou que dez novos casos de gripe suína foram confirmados na região da Andaluzia e de Valência. Entre os pacientes contaminados estão quatro pessoas que não viajaram recentemente ao México.
Com isso, o número de casos de gripe suína no país subiu para 54. No geral, 60 pessoas estão sob observação.
Na Itália, dois novos casos da doença foram confirmados nesta segunda-feira. Os doentes são um jovem de 16 anos e uma criança de 11, que foram internados em hospitais de Roma. No total, quatro pacientes já foram diagnosticados com gripe suína no país, de acordo com o governo.
Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o número de pessoas infectadas pela doença no país subiu para 286 em 36 Estados.
Já no Reino Unido, segundo o jornal "The Guardian", mais nove casos foram confirmados nesta segunda-feira, chegando a um total de 27 casos.
OMS reforça alerta
O México afirmou nesta segunda-feira que está vencendo a batalha contra uma nova e mortal forma de gripe, já que o número de novos casos diminuiu, mas o país permanece praticamente parado, e autoridades globais de saúde sinalizaram que uma pandemia continua sendo provável.
Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou contra a complacência por causa das boas notícias vindas do México.
"Os vírus da gripe são muito imprevisíveis, muito enganosos... Não devemos ficar excessivamente confiantes. Não se deve dar ao (vírus) H1N1 a possibilidade de se misturar com outros vírus", disse ela.
A OMS pode elevar a qualquer momento o seu nível de alerta de 5 para 6, o topo da escala, o que indicaria uma situação de pandemia (epidemia global) da doença que ficou conhecida como gripe suína. No entanto, isso reflete apenas a forma de difusão do vírus, e não os seus efeitos.
"O nível 6 não significa, de forma alguma, que estamos enfrentando o fim do mundo. É importante deixar isso claro, porque, se não, quando anunciarmos o nível 6 isso irá causar um pânico desnecessário", disse Chan.
Situação no México
Empresas e órgãos públicos permaneceram fechados nesta segunda-feira no México, como parte de um recesso nacional de cinco dias destinado a tentar conter a transmissão. No domingo, o Ministério da Saúde anunciou que o pior da epidemia já passou, e especialistas disseram que o H1N1 pode não ser mais grave do que uma gripe normal.
"O vírus entrou numa fase de estabilização. Os casos estão começando a diminuir", disse o presidente Felipe Calderón no domingo, acrescentando que o país vai começar a se normalizar depois da paralisação de escolas, escritórios, restaurantes e igrejas.
"Nosso objetivo é retornar à normalidade o mais rápido possível, mas o que desejo é fazê-lo em condições seguras", afirmou.
Após dias de um alarme que manteve as ruas estranhamente vazias, a Cidade do México parece mais relaxada, e algumas pessoas se atrevem a sair para correr ou passear de bicicleta. Muita gente já deixou de usar as máscaras cirúrgicas que se tornaram quase item obrigatório na semana passada.
O México decidiu enviar um avião para recolher cidadãos seus retidos na China, cujo governo decidiu isolar mexicanos, doentes ou não, em hotéis e outros lugares. O fato provocou um incidente diplomático entre os dois países.
Uma fonte da embaixada mexicana em Pequim disse que as autoridades locais mantêm em quarentena mais de 70 executivos e turistas mexicanos, depois que alguns apresentaram sintomas de gripe. A China rejeitou as acusações de discriminação.
Brasil
O número de casos suspeitos da gripe suína no Brasil subiu de 15 para 25, de acordo com informações do Ministério da Saúde divulgadas nesta segunda-feira. São 10 casos no Estado de São Paulo, 4 em Minas Gerais, 3 no Rio de Janeiro, 2 no Distrito Federal, 2 no Tocantins, e 1 em Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O Ministério afirma que outros 36 casos estão em monitoramento em 19 Estados e 60 foram descartados. Os números referem-se a informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 9h30 desta segunda-feira.
No México, país mais afetado pela gripe, 590 casos da doença foram confirmados, incluindo 25 mortes, segundo a OMS. Nos Estados Unidos, segundo país do mundo em número de casos, 286 pessoas tiveram testes com resultado positivo para o vírus, com uma morte. O número de casos suspeitos da gripe suína no Brasil subiu para 25, de acordo com informações do Ministério da Saúde divulgadas nesta segunda-feira (4).
Outros países com casos confirmados da doença, sem nenhuma morte, de acordo com a OMS, são: Canadá (101), Espanha (54), Reino Unido (18), Alemanha (8), Nova Zelândia (6), Israel (4), França (4), El Salvador (2), Áustria (1), China (1, em Hong Kong), Colômbia (1), Coreia do Sul (1), Costa Rica (1), Portugal (1), Dinamarca (1), Irlanda (1), Itália (2), Holanda (1) e Suíça (1).
O governo mexicano anunciou nesta segunda-feira, que o número de mortos por gripe suína no país subiu para 26. Segundo o secretário de Saúde, José Angel Córdova, o número de doentes já chega a 701.
Na Europa, Portugal confirmou o primeiro caso da gripe suína, afirmou a ministra da Saúde Ana Jorge. Segundo a ministra, o paciente português contaminado esteve no México de férias recentemente e está se recuperando bem. Não há outro caso suspeito no país.
"Em Portugal, não há evidência de transmissão entre as pessoas. Esse paciente não representa nenhum risco de contágio. Ele está clinicamente saudável há algum tempo", afirmou Ana Jorge.
Espanha e Itália também confirmaram novos casos de gripe suína.
O ministério da saúde da Espanha anunciou que dez novos casos de gripe suína foram confirmados na região da Andaluzia e de Valência. Entre os pacientes contaminados estão quatro pessoas que não viajaram recentemente ao México.
Com isso, o número de casos de gripe suína no país subiu para 54. No geral, 60 pessoas estão sob observação.
Na Itália, dois novos casos da doença foram confirmados nesta segunda-feira. Os doentes são um jovem de 16 anos e uma criança de 11, que foram internados em hospitais de Roma. No total, quatro pacientes já foram diagnosticados com gripe suína no país, de acordo com o governo.
Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o número de pessoas infectadas pela doença no país subiu para 286 em 36 Estados.
Já no Reino Unido, segundo o jornal "The Guardian", mais nove casos foram confirmados nesta segunda-feira, chegando a um total de 27 casos.
OMS reforça alerta
O México afirmou nesta segunda-feira que está vencendo a batalha contra uma nova e mortal forma de gripe, já que o número de novos casos diminuiu, mas o país permanece praticamente parado, e autoridades globais de saúde sinalizaram que uma pandemia continua sendo provável.
Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou contra a complacência por causa das boas notícias vindas do México.
"Os vírus da gripe são muito imprevisíveis, muito enganosos... Não devemos ficar excessivamente confiantes. Não se deve dar ao (vírus) H1N1 a possibilidade de se misturar com outros vírus", disse ela.
A OMS pode elevar a qualquer momento o seu nível de alerta de 5 para 6, o topo da escala, o que indicaria uma situação de pandemia (epidemia global) da doença que ficou conhecida como gripe suína. No entanto, isso reflete apenas a forma de difusão do vírus, e não os seus efeitos.
"O nível 6 não significa, de forma alguma, que estamos enfrentando o fim do mundo. É importante deixar isso claro, porque, se não, quando anunciarmos o nível 6 isso irá causar um pânico desnecessário", disse Chan.
Situação no México
Empresas e órgãos públicos permaneceram fechados nesta segunda-feira no México, como parte de um recesso nacional de cinco dias destinado a tentar conter a transmissão. No domingo, o Ministério da Saúde anunciou que o pior da epidemia já passou, e especialistas disseram que o H1N1 pode não ser mais grave do que uma gripe normal.
"O vírus entrou numa fase de estabilização. Os casos estão começando a diminuir", disse o presidente Felipe Calderón no domingo, acrescentando que o país vai começar a se normalizar depois da paralisação de escolas, escritórios, restaurantes e igrejas.
"Nosso objetivo é retornar à normalidade o mais rápido possível, mas o que desejo é fazê-lo em condições seguras", afirmou.
Após dias de um alarme que manteve as ruas estranhamente vazias, a Cidade do México parece mais relaxada, e algumas pessoas se atrevem a sair para correr ou passear de bicicleta. Muita gente já deixou de usar as máscaras cirúrgicas que se tornaram quase item obrigatório na semana passada.
O México decidiu enviar um avião para recolher cidadãos seus retidos na China, cujo governo decidiu isolar mexicanos, doentes ou não, em hotéis e outros lugares. O fato provocou um incidente diplomático entre os dois países.
Uma fonte da embaixada mexicana em Pequim disse que as autoridades locais mantêm em quarentena mais de 70 executivos e turistas mexicanos, depois que alguns apresentaram sintomas de gripe. A China rejeitou as acusações de discriminação.
Brasil
O número de casos suspeitos da gripe suína no Brasil subiu de 15 para 25, de acordo com informações do Ministério da Saúde divulgadas nesta segunda-feira. São 10 casos no Estado de São Paulo, 4 em Minas Gerais, 3 no Rio de Janeiro, 2 no Distrito Federal, 2 no Tocantins, e 1 em Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O Ministério afirma que outros 36 casos estão em monitoramento em 19 Estados e 60 foram descartados. Os números referem-se a informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 9h30 desta segunda-feira.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Gripe suína tem casos confirmados em quatro continentes

Mais dois países, Nova Zelândia e Israel, confirmaram casos de gripe suína nesta terça-feira, depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que o vírus da doença não pode mais ser contido e os governos agora devem se focar em medidas para amenizar seus efeitos.
Com estas confirmações, a gripe já foi registrada em quatro continentes. Na África, ainda não foram notificados casos da doença.
A doença foi detectada pela primeira vez no México em meados de abril, espalhando-se depois por Estados Unidos, Canadá, Espanha e Grã-Bretanha.
Até agora, a gripe só causou mortes no México. O governo do país confirmou 20 vítimas fatais, suspeita que outras 132 mortes possam ter sido causadas pelo vírus e monitora 1.614 pessoas que podem ter a gripe.
Brasil
O Brasil, ao lado de Guatemala, Peru, Austrália, Coreia do Sul e sete países da União Europeia monitora casos suspeitos.
No Brasil, o governo anunciou que 12 pessoas estão sendo monitoradas sob suspeita de terem o vírus. Todas elas tinham feito viagens a áreas afetadas pela gripe suína.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alertou para os perigos da automedicação, após relatos de que medicamentos contra a gripe estariam desaparecendo de várias farmácias.
O plano de contingência formulado para conter o possível avanço da gripe do frango, em 2006, está sendo aplicado agora. Voos internacionais estão sendo monitorados e casos suspeitos são levados diretamente a hospitais de referência, capazes de detectar a doença.
A gripe suína é uma variante do tradicional vírus H1N1, que atacava porcos e passou a atingir humanos.
Os sintomas são febre alta (superior a 39°C) e repentina, tosse, dores de cabeça intensas, dores musculares e nas articulaçãoes, irritação nos olhos e corisa.
Pandemia e vacina
"Com a disseminação do vírus... fechar fronteiras ou restringir viagens tem muito pouco efeito na contenção desse vírus", disse o diretor-geral-assistente da Organização Mundial de Saúde, Keiji Fukuda.
A organização anunciou que estava aumentando seu nível de alerta para 4 - dois níveis abaixo do referente a uma pandemia.
Segundo ele, o aumento no nível de alerta representa "um passo significativo em direção a uma pandemia de gripe", mas ele ressaltou "que uma pandemia não é considerada inevitável".
O nível de alerta grau 4 sinaliza que o vírus está mostrando a capacidade de ser transmitido entre humanos, com a possibilidade de causar surtos em comunidades.
Os primeiros lotes de vacina contra a gripe suína podem estar prontos em quatro ou seis meses, mas, de acordo com Fukuda, levará mais alguns meses para que ela seja produzida em grandes quantidades.
Especialistas em saúde afirmam que o vírus da gripe suína tem a mesma origem de vírus que causam surtos periódicos em humanos. Mas eles afirmam que a nova versão do vírus que foi detectada contém material genético de vírus que normalmente afetam porcos e pássaros.
FAO
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), está enviando nesta terça uma equipe para investigar fazendas comerciais de criação de porcos no México que poderiam ser a fonte do surto de gripe suína.
Em quase todos os casos registrados de gripe suína fora do México, os infectados ficaram apenas levemente doentes e conseguiram se recuperar completamente.
Nos Estados Unidos, mais 20 casos foram confirmados no Estado de Nova York. Casos também foram registrados nos Estados de Ohio, Kansas, Texas e Califórnia. O total de casos confirmados no país já chega a 40.
No Canadá, seis casos foram registrados em pontos diferentes do país.
A gripe suína chegou oficialmente chegou à Europa na segunda-feira, quando testes confirmaram que um jovem na Espanha e duas pessoas na Escócia estavam infectados. Todos eles haviam visitado o México recentemente.
Os infectados na Europa, segundo as últimas informações, estariam se recuperando bem.
Também nesta segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA divulgou um comunicado onde recomenda que os cidadãos americanos evitem viagens "que não sejam essenciais" ao México.
O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha também pediu que os cidadãos do país evitem viajar para o México.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
USP aprova novo formato no vestibular da Fuvest 2010
O Conselho de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) aprovou na tarde desta quinta-feira (16) mudanças para o próximo processo seletivo, segundo informou a assessoria de imprensa da instituição. A Fuvest 2010, no novo formato, manterá a primeira fase com 90 questões - mas as provas da segunda fase foram alteradas.
A primeira fase também passou a ser eliminatória - ou seja, a nota não conta mais no final do processo seletivo para classificar os estudantes. Apenas elimina quem não tiver desempenho suficiente para chegar à etapa final.
A segunda fase do vestibular vai avaliar todas as matérias do ensino médio. Até a Fuvest 2009, só disciplinas relacionadas ao curso pretendido eram alvo de exames.
No primeiro dia da segunda fase, o candidato resolverá uma prova de português com dez questões discursivas, mais uma redação. No segundo dia, será a vez de 20 perguntas de biologia, química, física, matemática, história, geografia e inglês. Já o terceiro dia terá 12 questões que podem variar conforme o curso (até três disciplinas podem ser abordadas).
Contextualização
A USP também pretende incluir questões contextualizadas na segunda fase, que abarquem conhecimentos de mais de uma disciplina - as chamadas perguntas interdisciplinares. De acordo com a proposta da instituição, uma maneira de se cobrar o conteúdo de maneira integrada é fazendo enunciados que exijam a resolução de problemas.
As alterações no processo seletivo começam já na primeira fase, que deverá ter caráter mais generalista e apenas eliminar os candidatos menos preparados. A pontuação obtida nesta fase, diferentemente do que ocorreu até a Fuvest 2009, não será mais aproveitada na nota final e na classificação dos vestibulandos.
O projeto pretende fazer com que a segunda fase seja mais "padronizada" e executada em três dias. Todos os vestibulandos continuam com os exames de português inaugurando a etapa decisiva da seleção.
Para os cursos de arquitetura, artes plásticas e artes cênicas, será aplicada também uma prova de habilidades específicas, considerada a quarta avaliação da segunda fase.
A primeira fase também passou a ser eliminatória - ou seja, a nota não conta mais no final do processo seletivo para classificar os estudantes. Apenas elimina quem não tiver desempenho suficiente para chegar à etapa final.
A segunda fase do vestibular vai avaliar todas as matérias do ensino médio. Até a Fuvest 2009, só disciplinas relacionadas ao curso pretendido eram alvo de exames.
No primeiro dia da segunda fase, o candidato resolverá uma prova de português com dez questões discursivas, mais uma redação. No segundo dia, será a vez de 20 perguntas de biologia, química, física, matemática, história, geografia e inglês. Já o terceiro dia terá 12 questões que podem variar conforme o curso (até três disciplinas podem ser abordadas).
Contextualização
A USP também pretende incluir questões contextualizadas na segunda fase, que abarquem conhecimentos de mais de uma disciplina - as chamadas perguntas interdisciplinares. De acordo com a proposta da instituição, uma maneira de se cobrar o conteúdo de maneira integrada é fazendo enunciados que exijam a resolução de problemas.
As alterações no processo seletivo começam já na primeira fase, que deverá ter caráter mais generalista e apenas eliminar os candidatos menos preparados. A pontuação obtida nesta fase, diferentemente do que ocorreu até a Fuvest 2009, não será mais aproveitada na nota final e na classificação dos vestibulandos.
O projeto pretende fazer com que a segunda fase seja mais "padronizada" e executada em três dias. Todos os vestibulandos continuam com os exames de português inaugurando a etapa decisiva da seleção.
Para os cursos de arquitetura, artes plásticas e artes cênicas, será aplicada também uma prova de habilidades específicas, considerada a quarta avaliação da segunda fase.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
EUA suspendem restrições a viagens e remessas para Cuba

A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira o fim de certas restrições nas relações do país com Cuba - entre elas os limites impostos a cubano-americanos interessados em viajar à ilha ao em enviar dinheiro aos seus parentes no país caribenho.
A medida havia sido uma promessa de campanha do presidente americano, Barack Obama e deve ajudar a aproximar membros de famílias cubanas que vivem nos dois países, separados por décadas de sanções americanas.
" O presidente pediu a seus secretários de Estado, Tesouro e Comércio que tomem as medidas necessárias para levantar todas as restrições impostas às pessoas que queiram visitar membros de suas famílias em Cuba ou enviar remessas de dinheiro", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
Gibbs disse que o objetivo das medidas é promover a democracia e o respeito aos direitos humanos na ilha.
Sanções
No mês passado, Obama já havia assinado uma lei que relaxava algumas sanções econômicas impostas a Cuba.
O presidente já indicou que está aberto a um diálogo com os líderes cubanos.
Mas acrescentou que, como os presidentes americanos anteriores, ele apenas vai considerar a suspensão completa do embargo se o governo comunista de Cuba tomar medidas importantes, como a realização de eleições democráticas.
O presidente cubano, Raúl Castro, afirmou que está pronto para negociar com o novo governo americano desde que não sejam impostas condições.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Diminuição do gelo no Ártico continua, mostra estudo

Um estudo feito a partir de novos dados obtidos pelo satélite Acqua, da Nasa, a agência espacial norte-americana, mostra que o processo de diminuição do gelo marinho no Ártico - que já dura uma década - continua. O manto de gelo também está cada vez mais fino.
O gelo marinho no Ártico funciona como se fosse uma espécie de ar condicionado para o sistema climático global. O gelo naturalmente esfria as massas de ar e água, tem papel fundamental na circulação oceânica e reflete a radiação solar de volta ao espaço.
Pesquisadores que monitoram a calota glacial ártica a partir do espaço afirmam que no último inverno (no hemisfério Norte) o gelo no círculo polar apresentou a quinta menor extensão desde que esse tipo de registro começou a ser feito, em 1979.
Os seis menores níveis ocorreram justamente nos últimos seis anos, de 2004 a 2009. A velocidade com que o gelo marinho no extremo norte do planeta está encolhendo tem surpreendido os cientistas.
Até recentemente, a maior parte do gelo marinho no Ártico costumava permanecer por no mínimo um verão e, muitas vezes, durante vários. Mas tal cenário tem mudado dramaticamente, segundo Charles Flowler, da Universidade do Colorado, que coordenou o novo estudo.
Hoje, o gelo sazonal fino - que derrete e recongela a cada ano - responde por cerca de 70% da cobertura no Ártico no inverno. Até a década de 1990, o total desse tipo de gelo chegava no máximo a 50%.
Segundo os cientistas, o gelo mais espesso, capaz de resistir por dois ou mais anos, agora equivale a apenas 10% da cobertura ártica no inverno. Até a década de 1990, variava entre 30% e 40%.
O estudo destaca que a extensão máxima do gelo marinho na região no período 2008-2009, atingida em 28 de fevereiro, chegou a 15 milhões de quilômetros quadrados. O total corresponde a 720 mil quilômetros quadrados a menos do que a média entre 1979 e 2000.
"A extensão do gelo é uma medida importante da saúde do Ártico, mas ela nos dá apenas uma visão bidimensional da cobertura do gelo. Espessura também é importante, especialmente no inverno, porque se trata do melhor indicador geral da calota. À medida que a camada de gelo no Ártico fica mais fina, ela se torna mais vulnerável ao aquecimento que ocorre no verão", explicou Walter Meier, um dos pesquisadores do grupo de Flowler.
Segundo os cientistas, conforme o gelo mais espesso desaparece, ele é substituído por uma camada mais nova. Essa cobertura é também mais fina e mais suscetível ao derretimento no verão. O gelo sazonal tem em média 1,8 metro, enquanto que a capa mais espessa - capaz de sobreviver a mais de um verão - tem cerca de 2,7 metros.
Fonte: Agência Fapesp
terça-feira, 7 de abril de 2009
Novo terremoto volta a abalar a Itália; mortos na região de L'Aquila passam de 200

A região da cidade de L'Aquila, em Abruzzo, no centro da Itália, voltou a sofrer um forte abalo sísmico, no ínicio da noite desta terça-feira (hora local), um dia depois do terremoto que matou mais de 200 pessoas. O novo tremor não causou nenhuma morte, segundo os bombeiros.
Anteriormente, autoridades haviam informado que uma pessoa, moradora de Santa Rufina di Roio, a sete quilômetros de L'Aquila, teria morrido.
As cidades de Fossa, Rocca di Cambio e Sant'Eusanio estão em um raio de três quilômetros do epicentro do novo terremoto e foram as mais afetadas, segundo a Defesa Civil
O terremoto desta terça-feira foi de 5,6 graus na escala Richter, segundo o Instituto de Geofísica dos EUA, e ocorreu às 19h45 (hora local, 14h45 pelo horário de Brasília). Os moradores de Roma voltaram a sentir a terra tremer com o novo abalo.
Com o tremor desta terça, alguns prédios já danificados no terremoto de segunda ficaram totalmente destruídos. As equipes de resgate que trabalhavam na busca por sobreviventes foram surpreendidas.
A magnitude do terremoto que deixou mais de 200 mortos na segunda-feira foi de 6,3 graus na escala Richter, segundo o Instituto de Geofísica dos EUA. No entanto, o Instituto Nacional de Geofísica da Itália diz que foi de 5,8 graus.
Sem ajuda internacional
Nesta terça-feira, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, declarou que seu país não precisa de ajuda internacional para socorrer as vítimas do terremoto que atingiu a região de Abruzzo na madrugada desta segunda-feira (6).
"Agradeço aos países estrangeiros por sua solidariedade, mas pedimos a eles que não mandem ajuda", disse Berlusconi, que concedeu uma entrevista coletiva na cidade de L'Aquila, epicentro do temor, que atingiu 6,3 graus na escala Richter e, segundo o próprio primeiro-ministro, matou 207 pessoas, das quais 17 ainda não foram identificadas.
O premier, que retornou hoje à área mais atingida pelo desastre, afirmou ainda que a Itália "é capaz de responder sozinha às exigências". "Somos um povo altivo. Agradeço, mas somos suficientes sozinhos", ressaltou ele.
Além disso, Berlusconi assegurou que 30 milhões de euros serão destinados de forma imediata aos desabrigados. Porém, ele afirmou que posteriormente será feito um pedido aos fundos europeus que pode chegar a algumas centenas de milhões de euros.
Segundo o Consulado do Brasil em Roma, ainda não há informações sobre brasileiros feridos. Nenhum brasileiro entrou em contato com o serviço consular para alegar problemas causados pelo terremoto. O Consulado não soube precisar o número de brasileiros que vive na região de Abruzzo.
Resgate
Equipes de resgate usam escavadeiras e as próprias mãos na busca por sobreviventes. Mais de 24 horas depois de que o tremor sacudiu a região, equipes de emergência retiraram dois estudantes na manhã desta terça-feira (7) dos escombros de prédios em L'Aquila, a cidade de montanhas mais atingida pelo terremoto.
Fontes dos serviços de emergência disseram à agência de notícias Efe que, desde a madrugada da segunda-feira, foram captados 300 movimentos telúricos de maior ou menor intensidade. A réplica mais prolongada aconteceu à 1h15 (20h15 de Brasília da segunda-feira) com uma magnitude de 4,8 graus na escala Richter, que amedrontou os que tentavam dormir e interrompeu os trabalhos de resgate.
O primeiro-ministro italiano informou também que, nas áreas atingidas, trabalham mais de 7 mil pessoas nas operações de resgate e socorro e também afirmou que estes novos tremores estão colocando em risco a vida das equipes de resgate, mas disse que a busca por sobreviventes deve continuar. As previsões do tempo indicam também chuvas, o que dificulta os trabalhos.
Cerca de 100 pessoas foram retiradas com vida dos escombros. Mas muitos ainda estão desaparecidos a Defesa Civil diz que as esperanças de encontrar mais alguém com vida diminui a cada hora.
Na madrugada, equipes de resgate conseguiram salvar a jovem Marta Valente, que estava presa nos escombros de um imóvel de quatro andares que desabou devido ao terremoto.
A jovem dormia no momento em que o edifício que morava desabou. Vários pedaços grandes de cimento armado impediram que ela fosse atingida gravemente pelos escombros.
Simone De Meo contou à agência Efe que acordou às pressas o irmão, que estava dormindo, mandando que pusesse os sapatos e saísse para rua. "Nesse momento, senti muito pânico", afirmou.
Outro desabrigado, Giuseppe Cesarano, lembrou que sentiu o tremor mais forte com pedaços das paredes de seu quarto, que se soltaram, e com o corte da corrente elétrica. "Acordei e desci correndo para o jardim de casa."
Sua amiga Daniela Petito afirmou que nada dava a entender que o tremor da madrugada aumentaria até ficar tão forte, porque os dois anteriores haviam sido "bem suaves".
Desabrigados
Fontes dos serviços de emergência disseram que ainda não houve a apuração definitiva dos desabrigados que dormiram nas tendas de campanha, nem se sabe quantas pessoas passaram a noite nos seus carros.
Também não se sabe quantas pessoas deixaram a cidade e foram para Pescara, cidade próxima a L'Aquila, dormir nos hotéis do Adriático.
O premiê italiano falou também sobre a situação dos milhares de evacuados que na noite passada tiveram que dormir ao ar livre, diante da impossibilidade de voltar para casa, e anunciou a instalação de mais tendas de campanha.
Vinte novas instalações serão habilitadas, com 2.416 tendas de campanha com capacidade para 14,5 mil pessoas e nas quais serão colocadas em funcionamento 16 cozinhas de acampamento. O Exército ofereceu ainda 105 tendas, 1.500 cobertores e 1.400 camas de campanha, além de 13 escavadeiras, uma cisterna e torres de iluminação.
Fonte: Uol Notícias
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Terremoto mata 50 e deixa 50 mil desabrigados na Itália

Um terremoto de 6,3 graus na escala Richter atingiu o centro da Itália às 3h32 desta segunda-feira --22h32 deste domingo (5) no horário de Brasília-- e deixou ao menos 50 mortos, segundo o ministro do Interior, Roberto Maroni. Um porta-voz da Agência de Proteção Civil afirmou que ao menos 50 mil ficaram desabrigados.
O último terremoto deste porte a atingir a Itália foi em 31 de outubro de 2002. O tremor, de 5,9 graus, atingiu Campobasso, no centro-sul da Itália, e deixou 30 mortos, a maioria crianças, em San Giuliano di Puglia.
Maroni disse que os serviços de resgate começaram a atuar 15 minutos depois do tremor, que não permitiu uma resposta mais rápida.
Ainda segundo a Proteção Civil, mais de 10 mil casas e edifícios foram danificados pelo terremoto na cidade de L'Aquila, capital da região montanhosa dos Abruzzos, a 110 km de Roma.
Várias pessoas são consideradas desaparecidas, de acordo com a polícia. O epicentro foi localizado a cinco quilômetros abaixo de L'Aquila.
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, decretou estado de emergência nacional e designou o chefe da Defesa Civil, Guido Bertolaso, como coordenador dos trabalhos de resgate. "É uma tragédia sem precedentes", afirmou Berlusconi, que cancelou uma viagem que faria nesta segunda-feira a Moscou.
"Teremos muitas vítimas, muitos feridos e muitas casas derrubadas", declarou Bertolaso.
A área histórica de Aquila, uma cidade de 60 mil habitantes, foi bastante afetada. A nave de uma igreja desabou, assim como parte de um albergue estudantil.
Nas ruas de L'Aquila, capital homônima da Província, centenas de pessoas --algumas ainda de pijama-- estão pelas ruas, acampando em praças e parques. Segundo o jornal italiano "La Repubblica", em alguns lugares há corpos que ainda não foram removidos, cobertos apenas por um lençol.
De acordo com Bertolaso, a situação é "dramática". Muitas casas e prédios ficaram destruídos no centro de L'Aquilla, entre eles edifícios históricos. Várias construções foram esvaziadas.
Um edifício de três andares que serve como residência para estudantes na cidade de L'Aquila, ficou parcialmente destruído e há estudantes desaparecidos. As autoridades escavam os escombros do prédio à procura de sobreviventes.
A estrada que liga Roma a L'Aquila está interditada.
O papa Bento 16 rezou pelas vítimas, em particular as crianças, que morreram no terremoto. "O papa expressa sua dor às populações afetadas e oferece orações fervorosas pelas vítimas, em particular pelas crianças", afirma um telegrama enviado em nome do pontífice pela secretaria de Estado às autoridades religiosas da cidade de L'Aquila.
Superlotado, o hospital de L'Aquila não consegue atender a todas as pessoas que buscam assistência médica. Uma multidão se aglomera na porta do estabelecimento. O hospital está sem água e começam a faltar suprimentos médicos. Foi este hospital que confirmou a morte de quatro crianças na cidade --elas chegaram a ser socorridas mas não resistiram.
Tremor
A intensidade de 6,3 graus na escala Richter foi atribuída pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que informou ainda que o epicentro do terremoto foi a 85 km a nordeste de Roma, 10 km abaixo da superfície terrestre. Inicialmente, o instituto americano afirmou que o terremoto havia sido de 6,7 graus, mas em seguida, baixou a classificação para 6,3. De acordo com a agência de notícias italiana Ansa e a rede de TV Rai News, que não citam fontes, a intensidade foi de 5,8 graus na escala Richter.
Moradores de Roma, cidade que raramente é atingida por atividade sísmica, foram acordados pelo terremoto. Móveis tremeram e alarmes de carros dispararam na capital italiana.
Fonte: Folha On Line
Coreia do Norte lança foguete; EUA articulam punição na ONU

O governo norte-coreano cumpriu neste sábado (4) sua promessa de lançar um foguete de longo alcance para colocar um satélite civil de comunicação em órbita, o que deixou Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão em alerta --os três países afirmam que o foguete mascarava um teste para o lançamento de um poderoso míssil nuclear.
Neste domingo, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) fará uma reunião de emergência sobre o assunto, a pedido dos EUA e do Japão. Para garantir que uma punição seja aprovada, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ligou e conversou, na manhã deste domingo, com chanceleres do Japão, China e Rússia --os dois últimos têm assentos permanentes no Conselho de Segurança e, portanto, poder de veto.
De Praga, na República Tcheca, onde participa de reunião bilateral com a União Europeia, o presidente americano, Barack Obama, pediu que a Coreia do Norte receba, da comunidade internacional, uma "resposta enérgica". "Leis precisam ser efetivas. Violações precisam ser punidas. Palavras precisam ter significado."
"É uma estranha guinada na história. A ameaça de uma guerra global se foi, mas o risco de um ataque nuclear aumentou", disse.
Em discurso, Obama anunciou um plano por "um mundo sem armas nucleares" e disse que os EUA, como detentor de um dos maiores arsenais nucleares do mundo e como único país a já ter utilizado uma bomba nuclear, tem a "responsabilidade moral" de iniciar negociações nesse sentido.
Obama, porém, ressaltou que os EUA jamais ficarão indefesos. "Não se enganem: enquanto essas armas existirem, nós manteremos um seguro, protegido e eficiente arsenal para deter qualquer adversário e garantir a defesa de nossos aliados."
Nesse sentido, Obama disse que irá manter a construção do sistema de defesa antimísseis baseado na República Tcheca e Polônia enquanto o Irã tiver aspirações nucleares --com isso, os EUA pressionam a Rússia, que se sente ameaçada pelo sistema antimísseis, a colaborar com as negociações pela desnuclearização do Irã.
Foguete
O lançamento do foguete norte-coreano ocorreu por volta das 11h30 deste domingo (23h30 de sábado pelo horário de Brasília). Segundo o governo do ditador Kim Jong-il, o satélite que o foguete transportava entrou em órbita e circulou a Terra transmitindo músicas sobre Kim e sobre o pai dele, o general Kim Il-sung.
No entanto, o Comando Aeroespacial dos EUA e o Ministério da Defesa sul-coreano negam o êxito da instalação do satélite em órbita. Conforme os EUA, a primeira fase do míssil caiu no Mar do Japão e o restante, no oceano Pacífico. Nenhum escombro caiu em território japonês.
Para EUA, Coreia do Sul e Japão, o lançamento testou o míssil Taepodong-2, projetado para voar até os Estados americanos do Alasca e Havaí. No primeiro teste do Taepodong-2, feito em julho de 2006, o foguete quebrou 40 segundos após o lançamento.
Naquele mesmo ano, o Conselho de Segurança aprovou a resolução que obriga a Coreia do Norte a suspender toda atividade relacionada ao programa de mísseis balísticos. No pedido pela reunião de emergência que será realizada ainda neste domingo, EUA e Japão acusam este lançamento de foguete de infringir a resolução.
Na reunião de emergência, o Japão irá pedir a prorrogação das sanções contra a Coreia do Norte --que expiram no próximo dia 13-- por um ano, em vez de seis meses. Essas sanções proíbem a importação de produtos norte-coreanos pelo Japão, assim como as exportações de muitos produtos japoneses para a Coreia do Norte e a entrada, em águas territoriais japonesas, dos navios de bandeira norte-coreana.
terça-feira, 31 de março de 2009
MEC propõe novo Enem com 200 questões para substituir vestibular das federais
O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta terça-feira (31) a proposta de criação de um novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Pelo projeto, a avaliação substituiria os vestibulares das universidades federais do país e passaria a ter 200 questões de múltipla escolha - atualmente a prova é composta por 63 - além da redação que já é aplicada.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que espera que o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) represente "o fim do vestibular tradicional". "Será uma prova que combina as virtudes do Enem com as virtudes do vestibular criando um novo conceito", disse
Não há data definida, no entanto, para a implantação do projeto: "Não seremos açodados [apressados]. Se os reitores quiserem enfrentar esse desafio já este ano, temos condições técnicas para avançar. O que queremos dizer para o país e para a rede de educação superior é que o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, que realiza a prova] está preparado para isso", afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad.
A implantação do novo Enem como forma de seleção para as federais depende ainda de análise dos reitores da universidades. O ministério espera receber um posicionamento dos dirigentes na próxima semana. A nova prova poderá, inclusive, acabar com a exigência do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) para ingressantes nas universidades.
De acordo com o projeto apresentado, o Enem seria aplicado em dois dias diferentes, no mês de outubro - não mais em agosto - com resultados divulgados no início de janeiro. Metade dos testes ficaria para o primeiro dia, e metade para o segundo, junto da dissertação.
Conteúdo do novo Enem
O conteúdo da prova ainda não foi definido e, segundo o MEC, terá de ser construído em parceria com as universidades federais. O que já se sabe é que a prova deverá ser baseada em habilidades e competências e terá quatro eixos: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.
O ministério afirma que os novos eixos aproximariam o Enem das Diretrizes Curriculares Nacionais e do que já é ensinado na escola - mas sem abandonar as questões contextualizadas, que exigem a solução de problemas com as habilidades dos estudantes. A idéia seria seguir os temas que já são avaliados no Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), o supletivo do MEC.
Maior nível de dificuldade
Como a idéia é que o Enem sirva como vestibular, o MEC afirma que a prova terá itens mais complexos. Assim, as perguntas mais difíceis seriam capazes de selecionar os candidatos com melhor preparo.
As perguntas serão elaboradas de acordo com os conteúdos definidos pelas federais junto do ministério; com base na literatura e na prática de realização de provas. Os itens serão pré-testados, para identificar o nível de dificuldade e a probabilidade de acerto com o chute dos alunos.
Segundo o Inep, os testes terão diferentes níveis de dificuldade que permitirão identificar as habilidades dos estudantes.
Por que mudar o Enem?
O MEC argumenta que o vestibular desfavorece candidatos que não podem se locomover pelo território. Assim, um jovem que queira prestar medicina e tenha dificuldades financeiras, dificilmente poderá participar de processos seletivos de diferentes faculdades - e terá suas chances de aprovação diminuídas.
Por outro lado, as federais localizadas em Estados menores ficam restritas aos candidatos de suas regiões.
De acordo com a Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), de todos os estudantes matriculados no primeiro ano do ensino superior, apenas 0,04% residem no estado onde estudam há menos de um ano. Isso significa que é muito baixa a mobilidade entre estudantes nas diferentes unidades da Federação. Nos Estados Unidos, 19,2% dos alunos mudam de estado para cursar a universidade ou o chamado college.
Além disso, o ministério afirma que um exame nacional unificado, desenvolvido com base em habilidades e conteúdos mais relevantes, passaria a ser importante para definir a política educacional e o conteúdo a ser ensinado no segundo grau.
FONTE: Uol Educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que espera que o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) represente "o fim do vestibular tradicional". "Será uma prova que combina as virtudes do Enem com as virtudes do vestibular criando um novo conceito", disse
Não há data definida, no entanto, para a implantação do projeto: "Não seremos açodados [apressados]. Se os reitores quiserem enfrentar esse desafio já este ano, temos condições técnicas para avançar. O que queremos dizer para o país e para a rede de educação superior é que o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, que realiza a prova] está preparado para isso", afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad.
A implantação do novo Enem como forma de seleção para as federais depende ainda de análise dos reitores da universidades. O ministério espera receber um posicionamento dos dirigentes na próxima semana. A nova prova poderá, inclusive, acabar com a exigência do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) para ingressantes nas universidades.
De acordo com o projeto apresentado, o Enem seria aplicado em dois dias diferentes, no mês de outubro - não mais em agosto - com resultados divulgados no início de janeiro. Metade dos testes ficaria para o primeiro dia, e metade para o segundo, junto da dissertação.
Conteúdo do novo Enem
O conteúdo da prova ainda não foi definido e, segundo o MEC, terá de ser construído em parceria com as universidades federais. O que já se sabe é que a prova deverá ser baseada em habilidades e competências e terá quatro eixos: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.
O ministério afirma que os novos eixos aproximariam o Enem das Diretrizes Curriculares Nacionais e do que já é ensinado na escola - mas sem abandonar as questões contextualizadas, que exigem a solução de problemas com as habilidades dos estudantes. A idéia seria seguir os temas que já são avaliados no Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), o supletivo do MEC.
Maior nível de dificuldade
Como a idéia é que o Enem sirva como vestibular, o MEC afirma que a prova terá itens mais complexos. Assim, as perguntas mais difíceis seriam capazes de selecionar os candidatos com melhor preparo.
As perguntas serão elaboradas de acordo com os conteúdos definidos pelas federais junto do ministério; com base na literatura e na prática de realização de provas. Os itens serão pré-testados, para identificar o nível de dificuldade e a probabilidade de acerto com o chute dos alunos.
Segundo o Inep, os testes terão diferentes níveis de dificuldade que permitirão identificar as habilidades dos estudantes.
Por que mudar o Enem?
O MEC argumenta que o vestibular desfavorece candidatos que não podem se locomover pelo território. Assim, um jovem que queira prestar medicina e tenha dificuldades financeiras, dificilmente poderá participar de processos seletivos de diferentes faculdades - e terá suas chances de aprovação diminuídas.
Por outro lado, as federais localizadas em Estados menores ficam restritas aos candidatos de suas regiões.
De acordo com a Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), de todos os estudantes matriculados no primeiro ano do ensino superior, apenas 0,04% residem no estado onde estudam há menos de um ano. Isso significa que é muito baixa a mobilidade entre estudantes nas diferentes unidades da Federação. Nos Estados Unidos, 19,2% dos alunos mudam de estado para cursar a universidade ou o chamado college.
Além disso, o ministério afirma que um exame nacional unificado, desenvolvido com base em habilidades e conteúdos mais relevantes, passaria a ser importante para definir a política educacional e o conteúdo a ser ensinado no segundo grau.
FONTE: Uol Educação
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